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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Dia do Papa

No dia 29 de junho, a Igreja celebra a festa de São Pedro, o apóstolo que Jesus escolheu para ser o chefe dos apóstolos, como se lê não só no Evangelho de São Mateus (16, 18), mas também em São João (21, 16-18). Através da imagem das chaves Cristo prometeu-lhe a chefia da cidade e entregou-lhe o rebanho todo. Por ser a festa de São Pedro, é o dia do papa, que é seu sucessor.
O atual é Bento XVI. Neste dia todos os católicos do mundo rezamos por ele, pedindo ao Senhor que as luzes do Espírito Santo o iluminem e o fortifiquem para o bem da Igreja.
O poder do Papa na Igreja não é de um soberano absoluto, cujo querer é lei. Mas sua missão é por-se a serviço da palavra de Deus e fazer que esta palavra de Deus esteja no coração de todos. É pois Ele que ilumina os passos da humanidade e aponta os caminhos do Evangelho em nome de Jesus Cristo.
Por ser criatura humana, carrega em si, não obstante a excelsitude de seu cargo e de sua missão, as qualidades e limitações da natureza humana. Daí as diferenças pessoais dos Papas. Para os que temos fé, sabemos ver nos Papas, que a história nos retrata, tanto a autoridade suprema em nome de Jesus, como as diferenças pessoais de cultura, de psicologia, de origem e de formação.
No Papa atual Bento XVI, temos de reconhecer sua invejável cultura teológica, doutor que é em teologia. Sua tese de doutorado foi sobre a teologia de Santo Agostinho.
Além do preparo inrtelectual no campo da teologia, Bento XVI é “expert” na arte musical. Pianista, levou para seus aposentos o piano, que possuia quando cardeal. Isto se deve ao ambiente musical de seu lar e da sua família. Hoje, nas poucas horas vagas do seu dia, consegue deslisar os dedos ageis na sonora brancura do teclado. E sua preferência é por Mozart. Ele mesmo recorda que, “na sua paróquia de origem, quando nos dias de festa, tocavam uma Missa de Mozart, para mim era como se estivessem abertos os céus”.
Homem muito discreto, vive no silêncio de seu palácio, de modo que pouco ou quase nada se sabe de sua vida pessoal. Apenas, por indiscrição de um cardeal, com quem almoçava às vezes, antes de ser papa, sabe-se que aprecia doce e chocolate. Sem dúvida um bom gosto...
Sabe-se por confidência dele mesmo, que no seminário, quando jovem, sua “verdadeira tortura” era a hora do esporte, por não se sentir dotado para o exercício físico.
Estas pinceladas, que tentam mostrar a personalidade do nosso atual Pontífice, têm a pretensão de fazê-lo mais conhecido, admirado e amado. E no seu dia, que é a festa de São Pedro, o Senhor O conserve, O faça feliz e iluminado para o bem de nossa Igreja. E sempre abençoado, como diz seu próprio nome.

Dom Benedicto de Ulhoa Vieira
www.cnbb.org.br

Solenidade de São Pedro e São Paulo

Hoje a Igreja do mundo inteiro celebra a santidade de vida de São Pedro e São Paulo apóstolos. Estes santos são considerados "os cabeças dos apóstolos" por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.
Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro. Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo.
Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.
Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada "aos pés de Gamaliel", um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.
Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério. Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação.
Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o "Apóstolo dos gentios".

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

sábado, 25 de junho de 2011

Série: Virtudes dos Músicos - Paciência a toda prova

“Os sinais distintivos do verdadeiro apóstolo se realizaram em nosso meio por intermédio de uma paciência a toda prova, de sinais, prodígios e milagres” (II Cor 12,12).

O primeiro detalhe que distingue quem é apóstolo é a paciência a toda prova. Os sinais, prodígios e milagres que seguem o apóstolo de Cristo são o resultado da paciência colocada à prova.
Toda falta de paciência resulta da falta de amor, pois onde reina o amor, impera a paciência. Da palavra “paciência” podemos tirar duas outras: PAZ e PACIÊNCIA.
Paciência é saber esperar com esperança, com paz e com conhecimento de que Deus tudo pode realizar em nós e por nós. O servo músico sofre as demoras de Deus sabendo que o tempo do Senhor é melhor que o nosso tempo (cf. Eclo 2,1ss). O ministro de Deus na música tem calma para ensaiar com os fiéis as canções e não se irrita com o desacerto dos outros.

(Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Solenidade do Nascimento de João Batista

Com muita alegria, a Igreja, solenemente, celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.
São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou o seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho.
Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração. Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: "João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre".
O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”). Como nos ensinam as Sagradas Escirturas: "Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo" (Mateus 3,11).
Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa.
São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse. Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente.
O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: "Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista" (Mateus 11,11).

São João Batista, rogai por nós!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo

A origem da festa de Corpus Christi
A celebração do amor e união

História: A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula "Transiturus" de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, as quais exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.
Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter 'visões', exigindo da Igreja uma festa anual para agradecer o sacramento da Eucaristia. Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, se tornaria o Papa Urbano IV (1261-1264), tornando mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.
A "Fête Dieu" começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão Eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a primeira Procissão Eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica. A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos.
Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.

Celebração: O decreto do Papa Urbano IV teve pouca repercussão, porque ele morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada antes de 1270. O ofício divino, seus hinos, a sequência 'Lauda Sion Salvatorem' são de Santo Tomás de Aquino (1223-1274), que estudou em Colônia com Santo Alberto Magno. Essa festa [Corpus Christi] tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois de Urbano IV, a partir do século XIV, quando o Papa Clemente V, em 1313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.
Em 1317, o Papa João XXII publicou esse Corpus Júris com o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. O Concílio de Trento (1545-1563), por causa dos protestantes, da Reforma de Lutero, dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.
Em 1983, o novo Código de Direito Canônico – cânon 944 – mantém a obrigação de se manifestar "o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia" e "onde for possível, haja procissão pelas vias públicas", mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação.

Sacramento: A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: "Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim". Porque a Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.
Na véspera da Sexta-Feira Santa, a morte na cruz impede uma festa solene e digna de gratidão e doutrinação. Porque a Última Ceia está no Novo Testamento, os evangélicos lhe têm grande consideração, mas com interpretação diferente.
Para os luteranos e metodistas, a Eucaristia é sacramento, mas Cristo está presente no pão e no vinho apenas durante a celebração, como permanência e não transubstanciação. Outras igrejas cristãs celebram a Ceia como lembrança, memorial, rememoração, sinal, mas não reconhecem a presença real de Cristo nela. Mas alguma coisa existe em comum que, por intermédio da Eucaristia, une algumas Igrejas cristãs na Eucaristia, ensina o Concílio Vaticano II, no decreto "Unitatis Redintegratio".
A Eucaristia é também celebração do amor e união, da comum-união com Cristo e com os irmãos.
Ela [Eucaristia], que é a renovação do sacrifício de Cristo na cruz, significa também reunião em torno da mesa, da vida e da unidade para repartir o pão e o amor. E é o centro da vida dos cristãos: "Eu sou o Pão da Vida, que desceu do céu para a vida do mundo, por meio da vida de comum-união dos cristãos".

Ornamentação: A decoração das ruas para a Procissão de Corpus Christi é uma herança de Portugal e tradição brasileira. Muitas cidades enfeitam suas ruas centrais com quilômetros de tapetes, feitos de serragem colorida, areia, tampinhas de garrafa, cascas de ovos, pó de café, farinha, flores, roupas e outros ingredientes.
(*)Exerceu o ministério por 7 anos na Arquidiocese de Botucatu (63/69), por 14 anos na Diocese de Apucarana (69/83) e por 8 anos na CNBB de Brasília. A partir de 1991 integrou a Arquidiocese de São Paulo, como Vigário Episcopal de Comunicação. É autor do livro "Como Falar com os Meios de Comunicação da Igreja". Faleceu no dia 11/10/2001.

Monsenhor Arnaldo Beltrami (*)

domingo, 19 de junho de 2011

Solenidade da Santíssima Trindade

Terminado o Tempo Pascal no dia de Pentecostes, agora celebramos a Festa da Santíssima Trindade, isto é, a presença de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. É o mistério da revelação de Deus Trino, expressão de unidade na diversidade, de manifestação da divindade. É difícil entender esse mistério, a não com a revelação do próprio Deus. Deus Pai aparece como o Criador de tudo, dando evidência para a pessoa humana com todas as suas características de vida. Deus Filho destaca-se como o Redentor, o Salvador de toda a humanidade criada e vivida na dignidade. E Deus Espírito Santo é o guia e santificador dos homens e mulheres no caminho de sua história de vida.
Pela revelação, Deus dá à criatura humana a possibilidade de participação nas realidades divinas. O próprio Deus Filho diz: “Quem crê em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque eu vou para junto do Pai” (Jo 14, 12).
O mistério da Trindade lança luzes para a vida de comunidade, no amor, na partilha, na fidelidade e no compromisso fraterno. Isto não é apenas um fato humanitário, mas com fundo cristão e de inspiração divina, que diviniza o humano. Em última análise, todo o universo é obra de Deus, criado com Sabedoria, que se manifesta à criatura humana como fonte de alegria e de condições de sobrevivência e de vida. Com isto, o universo revela a Sabedoria e o querer de Deus para com as pessoas.
Tudo o que somos e temos manifesta o projeto de amor do Pai, que deseja a vida e a felicidade para toda a humanidade. Nós nos tornamos sempre criaturas novas pela fé, capazes para viver a paz e a esperança, enfrentando as dificuldades e as tribulações.

Temos que experimentar um Deus amor e comunhão com um projeto de libertação, de ternura, de compassividade e capacidade para ir ao encontro do outro e lhe prestar ajuda nas horas mais difíceis. É atitude de compaixão com doação sem medida.

Dom Paulo Mendes Peixoto
www.cnbb.org.br

sábado, 18 de junho de 2011

Série: Virtudes dos Músicos - Como se preparar para a missão

Aquele que serve a Deus na música deve sempre ser uma pessoa em que todos podem confiar, pois tem segurança interior. A assembleia percebe essa segurança nas melodias, pois ele sabe as músicas e todos confiam no seu serviço.
Quando vai ministrar uma música, esta já foi objeto de sua reflexão e escuta a Deus.
O ministro de Deus na música prepara-se, antes de se apresentar, com jejuns, penitências, ensaios. Ele trabalha se preparando, pois aquele que vai ministrar sem preparação está tentando a Deus: “Antes da oração, prepara a tua alma, e não seja como um homem que tenta a Deus” (Eclo 18,23).
O Senhor quer que nos preparemos com estudo, penitência e mortificações; Ele quer os nossos cem por cento, pois Ele se doou inteiramente por nós na cruz. Se nos doarmos cem por cento ao Senhor, Ele irá aproveitar tudo o que Lhe dermos e fará muito mais do que imaginamos. Foi como na passagem do menino dos cinco pães e dois peixes, capítulo sexto do Evangelho de São João: “Jesus fez o milagre a partir do que os discípulos lhe ofereceram”. Os cinco pães e dois peixinhos ficaram insignificantes diante das sobras do milagre da multiplicação. Assim também o Senhor quer receber a nossa insignificância, para multiplicar tudo em nós com o Seu poder maravilhoso.

(Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Santo Antônio de Pádua, Rogai por Nós!

Conheça um pouco de sua história

Pádua está situada na Região Veneto, rica pelas belezas naturais, obras de arte e arquitetura. Antiga cidade universitária que possui uma ilustre história acadêmica. Mesmo sendo uma atraente cidade, o que leva tantas pessoas a ela é a bela história de Santo Antônio.
"Fernando de Bulhões e Taveira nasceu em Lisboa. Ordenado sacerdote entre os cônegos regulares de Santo Agostinho, deixou-se fascinar pelo ideal franciscano, por ter visto os corpos dos cinco primeiros mártires franciscanos de Marrocos. Entrou no convento de Santo Antônio de Coimbra, onde recebeu o nome de Antônio(...).
Em 1221 participou do capítulo geral da ordem franciscana e viu São Francisco. Pregou com eficácia contra os hereges dirigindo-se de preferência ao povo. A Quaresma de 1231 assinalou o vértice de sua pregação em que predomina as solicitações sociais(...)."
(Fonte: Missal Cotidiano)

Sua Basílica é o principal monumento de Pádua e uma das principais obras-primas de arte do mundo. Foi iniciada em 1232, possui 115 de metros de comprimento, 38 metros de altura chegando a 68 com a torres, é rodeada por 8 cúpulas e o seu interior é construído em forma de cruz latina.
À esquerda está a capela onde encontra-se o altar-túmulo de Santo Antônio. Ao seu redor estão dispostos nove relevos em mármore que retratam cenas da vida e milagres do Santo.
A Capela das relíquias foi construída no século XVII em estilo barroco. Nos três nichos estão expostos dezenas de relicários.
Em 1981, com a autorização de João Paulo II, foi efetuado um reconhecimento do corpo de Santo Antônio, após 750 anos de sua morte.
O primeiro reconhecimento, em 1263, revelou seus restos mortais em excelentes condições, recolhidos numa pequena urna. As análises científicas possibilitaram reconstruir as características físicas do Santo: ele tinha 1,70m de altura, estrutura não muito robusta, perfil nobre, rosto comprido e estreito.
Foi encontrado também o aparelho vocal intacto: a língua e as pregas vocais, assim como, os restos da túnica que estavam ao lado dos ossos e as duas caixas antigas com panos da época.
São famosos seus milagres acontecidos ainda em vida, como o da Eucaristia e o da pregação aos peixes:
A cidade de Rimini, na Itália, estava nas mãos de hereges. À chegada do missionário, os chefes deram ordem para isolá-lo através de um ambiente de silêncio manifestando indiferença. Antônio não encontra ninguém a quem dirigir a palavra: igrejas vazias e praças desertas. Anda pelas ruas da cidade rezando e meditando. Coloca-se diante do mar Adriático e chama o seu auditório: “venham vocês, peixes, ouvir a palavra de Deus, já que os homens petulantes não se dignam ouvi-la”. Logo apareceram centenas de peixes. A curiosidade do povo foi mais forte, foram ver o que estava acontecendo e ficaram maravilhados, aconteceu o entusiasmo, o arrependimento e o regresso à Igreja.
Durante uma pregação, cujo tema era a Eucaristia, levantou-se um homem dizendo: “Eu acreditarei que Cristo está realmente presente na Hóstia Consagrada quando vir o meu jumento ajoelhar-se diante da custódia com o SS. Sacramento”. O Santo aceitou o desafio. Deixaram o pobre jumento três dias sem comer. No momento e lugar pré-estabelecido, apresentou-se Antônio com a custódia e o herege com o seu jumento que já não agüentava manter-se em pé devido ao forçado jejum. Mesmo meio-morto de fome, deixou de lado a apetitosa pastagem que lhe era oferecida pelo seu dono, para se ajoelhar diante do Santíssimo Sacramento.
Milhares de pessoas acorriam de toda parte para ouvir os sermões de Antônio. O seu cristianismo não era monótono mas tendia a austeridade, mesmo assim, não desencorajava os penitentes. Conta-se que em uma quaresma, o povo de Pádua não ia trabalhar antes de ouvir Antônio falar sobre a palavra de Deus. E ele já muito debilitado falava ao povo de cima de uma nogueira em Camposampiero.
Numa tarde, um conde dirigiu-se à cela de Antônio. Ao chegar, viu sair de uma brecha um intenso esplendor. Empurrou delicadamente a porta e ficou imóvel diante de uma cena prodigiosa: Antônio segurava nos seus braços o menino Jesus! Quando despertou do êxtase pediu ao conde que não revelasse a ninguém a aparição celeste.
Destruído pela fadiga e pela doença da hidropisia, sentiu que a hora do seu encontro com o Senhor estava se aproximando. Desejou ir para a igreja de Santa Maria, mas estando muito debilitado, parou em Arcella, que encontra-se às portas de Pádua. Ali morreu aos trinta e seis anos após pronunciar as palavras: “Video Dominum Meum” (vejo o meu Senhor).
É honrado com o título de “Doutor Evangélico”. Seu culto é um dos mais populares da história e apressou sua canonização, ocorrida um ano após sua morte.

Santo Antônio de Pádua, Rogai por Nós!

Lurdinha Nunes
www.cancaonova.com

domingo, 12 de junho de 2011

Solenidade de Pentecostes

O Espírito Santo e a Igreja

A Igreja foi manifestada ao mundo no dia de Pentecostes. Jesus, glorificado à direita do Pai, após a sua Ascensão ao céu, enviou o Espírito Santo sobre a Igreja que instituíra sobre Pedro e os Apóstolos, tendo Maria como Mãe, para anunciar o Evangelho da salvação a todos os povos.
O dom do Espírito Santo foi a primeira grande graça que o Senhor conquistou para a sua Igreja pelos méritos da sua paixão e morte na cruz. Na oração eucarística da Missa de Pentecostes, a Igreja reza: “Para levar à plenitude os mistérios pascais, derramastes, hoje, o Espírito Santo prometido, em favor de vossos filhos e filhas. Desde o nascimento da Igreja é ele quem dá a todos os povos o conhecimento do verdadeiro Deus; e une, numa só fé, a diversidade das raças e línguas”.
No dia de Pentecostes Deus deu início a reunificação dos seus filhos dispersos pelo pecado, desde o Paraíso. A confusão das línguas na torre de Babel é agora dissolvida numa só língua que todos entendem. Cristo é o Tronco da grande Árvore que é a Igreja, e o Seu Santo Espírito é a Seiva que circula em todos os seus ramos.
O Espírito Santo é a alma da Igreja. Dizia Santo Agostinho: “O que é o nosso espírito, isto é a nossa alma em relação aos nossos membros, assim é o Espírito Santo em relação aos membros de Cristo, ao Corpo de Cristo que é a Igreja” (Serm. 267,4). Na Encíclica “Mystici Corporis Christi”, o Papa Pio XII reafirma esse ensinamento dizendo que: “A esse Espírito de Cristo, como a princípio invisível, deve-se atribuir também a união de todas as partes do corpo tanto entre si como com sua Cabeça, pois que ele está todo na Cabeça, todo no Corpo e todo em cada um dos seus membros”. Da mesma forma São Paulo ensina que o Espírito Santo é que faz da Igreja “o Templo do Deus vivo” (2 Cor 6,16). “É nele que também vós outros entrais conjuntamente, pelo Espírito Santo, na estrutura do edifício que se torna a habitação de Deus” (Ef 2,22).
A “Lumen Gentium” nos ensina que: “Terminada a obra que o Pai havia confiado ao Filho para realizar na terra, foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes para santificar a Igreja permanentemente” (LG,4). É o Espírito Santo que faz a Igreja ser, como disse São Paulo, a comunidade dos “concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (Ef 2,19).
Podemos dizer que da mesma forma que o Espírito Santo formou Jesus no seio da Virgem Maria, Ele que é a Cabeça da Igreja, igualmente forma os membros desse mesmo Corpo. Santo Ireneu (†202), com palavras impressionantes se expressava sobre a ação do Espírito Santo na Igreja: “Com efeito, é à própria Igreja que foi confiado o dom de Deus. É nela que foi depositada a comunhão com Cristo, isto é, o Espírito Santo, penhor da incorruptibilidade, confirmação de nossa fé e medida da nossa ascensão para Deus. Pois lá onde está a Igreja ali também está o Espírito de Deus; e lá onde está o Espírito de Deus, alí está a Igreja e toda a graça” (Adv.haer. 3.24.1). O mesmo ensinava Santo Hipólito (160-235): “A Igreja é o lugar onde floresce o Espírito”. Santo Agostinho (354-430) dizia o mesmo: “Onde está a Igreja aí está o Espírito de Deus. Na medida que alguém ama a Igreja é que possui o Espírito Santo”. E completava: “Fazei-vos Corpo de Cristo se quereis viver do Espírito de Cristo. Somente o Corpo de Cristo vive de Seu Espírito”.
É no coração da Igreja que encontramos o Espírito Santo. Quem não ama a Igreja não o encontra. Quem não o busca no seio da Igreja não o encontra, pois é ali que Ele mora. É ainda o Papa Pio XII, na mesma Encíclica já citada que afirma que o Espírito Santo é: “O princípio de toda ação vital e verdadeiramente salutar em cada uma das diversas partes do Corpo”.
O Espírito Santo age de muitas formas no Corpo de Cristo para edificá-lo na caridade. É essa a sua missão maior: formar o Corpo de Cristo, a família de Deus salva. “É por Ele que todo o Corpo – coordenado e unido por conexões que estão a seu dispor, trabalhando cada um conforme a atividade que lhe é própria – efetua esse crescimento, visando à sua plena edificação na caridade” (Ef 4,16).
Quanto mais cada cristão for “repleto” do Espírito Santo, tanto mais a Igreja o será, e tanto mais ela será edificada. “Que devemos fazer, irmãos?” Pedro lhes respondeu: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2,37-38). Deus Pai quer nos dar o Seu Espírito, porque sem Ele não conseguiremos fazer a Sua vontade e sermos cristãos verdadeiramente. O próprio Senhor disse isso explicitamente: “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que o pedirem” (Lc 11,13).
Na Oração Eucarística [III], pedimos ao Pai: “…concedei que alimentando-nos com o corpo e o sangue do vosso Filho , sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só Espírito”. Pela Palavra de Deus, que São Paulo chama de “a espada do Espírito” (Ef 6,17), Ele faz com que o Povo de Deus adquira os “mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2,2). Pela força da Palavra o Espírito atua maravilhosamente no Corpo do Senhor. Como disse São Pedro: “Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” (2 Pe 1,21).
Pela Sagrada Escritura o Espírito Santo ilumina a Igreja: “Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” (2Tm 3,16-17). Por esta Palavra, que o profeta Isaias chama de “uma espada cortante” (Is 49,2), e que São Pedro chama de “regeneradora e eterna” (1 Pe 1,23), o Espírito Santo educa e santifica a Igreja.
Pelos Sacramentos o Espírito Santo atua de forma poderosa na Igreja, e a faz crescer em graça e santidade. Pelo Batismo forma o Corpo de Cristo: “Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só Corpo…, e todos fomos impregnados do mesmo Espírito” (1 Cor 12,13). Pelos carismas, graças do Espírito Santo para a utilidade da Igreja, Ele edifica o Corpo de Cristo.
A “Lumen Gentium”, quando fala dos carismas, diz: “O Espírito Santo não se limita a santificar e dirigir o povo de Deus por meio dos sacramentos e ministérios, e a orná-lo com as virtudes, mas também, nos fiéis de todas as classes, “distribui individualmente e a cada um, conforme entende”, os seus dons(1 Cor 12,11) e as graças especiais que os tornam aptos e disponíveis para assumir os diversos cargos e ofícios úteis à renovação e maior incremento da Igreja” (LG,12). O Catecismo diz que: “São uma maravilhosa riqueza de graça para a vitalidade apostólica e para a santidade de todo o Corpo de Cristo, mas desde que se trate de dons que provenham verdadeiramente do Espírito Santo e que sejam exercidos de maneira plenamente conforme os impulsos autênticos deste mesmo Espírito, isto é, segundo a caridade, verdadeira medida dos carismas” (CIC, 800).
Em sua Catequese sobre a Igreja, em 24 de junho de 1992, o Papa João Paulo II nos ensinou sobre os carismas: “A participação na missão messiânica, da parte do Povo de Deus, não é, portanto, procurada apenas pela estrutura ministerial e pela vida sacramental da Igreja. Provém também de outra via, a dos dons espirituais ou carismas”.
“No único Corpo, cada um deve desempenhar o próprio papel, segundo o carisma recebido. Ninguém pode receber todos os carismas, nem permitir-se invejar os carismas dos outros. O carisma de cada um deve ser respeitado e valorizado para o bem do Corpo.”
“Como toda a Comunidade eclesial foi posta por Cristo sob a guia da autoridade eclesiástica, esta é competente para julgar o valor e a autenticidade dos carismas…”
É ainda o Espírito Santo que leva a Igreja à verdade total: “Quando vier o Paráclito, o Espírito da verdade, ensinar-vos-à toda a verdade” (Jo 16,13). É por isso que há dois mil anos a Igreja guarda o “depósito da fé” intacto, na mesma firma que os Apóstolos receberam do Senhor.
O Espírito Santo embeleza e santifica a Igreja com os seus frutos, além de enriquecê-la com os carismas e guiá-la com os dons hierárquicos e carismáticos. “A uns Ele constituiu apóstolos, a outros, profetas; a outros evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa a construção do Corpo de Cristo…” (Ef 4,11-13). O Espírito Santo continuamente renova e rejuvenesce a Igreja com a força do Evangelho e a leva à união perfeita com o Esposo.“O Espírito e a Esposa dizem: Vem !” (Apoc 22,17).
É o Espírito Santo quem age na hierarquia da santa Igreja, quando exerce as funções sacramentais, administrativas e jurídicas. É claro que Ele não anula a liberdade do ministro, e tanto mais opera quanto maior a sua santidade e submissão à vontade de Deus. É por Ele que a Igreja é infalível quando nos ensina o caminho da salvação. Lembremo-nos da grande promessa que Jesus fez aos Apóstolos na última Ceia:
Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á TODA a verdade…” (Jo 16,13).
Após a Ressurreição Jesus voltou para junto do Pai, para reintroduzir o homem à Sua direita gloriosa, não para nos abandonar na nossa fraqueza. Enviando o Espírito Santo, Ele agora, mais do que “entre” nós, está “em” cada um de nós.

Profº. Felipe Aquino
blog.cancaonova.com/felipeaquino

sábado, 11 de junho de 2011

A origem da Festa Junina

As festas juninas fortemente arraigadas na tradição católica, têm uma origem anterior ao cristianismo. Remontam à Antiguidade, à Era Romana. Antes do cristianismo se tornar a religião dominante na Europa, os romanos comemoravam, nesta época do ano, a deusa Juno, esposa de Júpiter. Vem de Juno o nome do mês de junho, que persistiu ao longo dos séculos. O culto à Juno acontecia em função do solstício de verão, momento em que inicia esta estação no hemisfério norte. Na Antigüidade, quando a ciência ainda não havia explicado o funcionamento do universo, as alterações no clima eram atribuídas à magia e aos deuses. Dias quentes e ensolarados, depois dos meses frios do inverno, eram considerados uma bênção divina. Assim, os povos daquela época criavam rituais para garantir a boa vontade e a bondade das divindades responsáveis por esses fenômenos, bem como oravam pela boa colheita. Com o passar dos anos a Igreja Católica foi se tornando a religião dominante e incorporou muitas das antigas festas pagãs, para facilitar a disseminação de sua fé. Logo, as festas “juninas” se tornaram “joaninas”, em homenagem a São João. Não adiantou muito e as festas passaram a ser mais conhecidas como “juninas” mesmo.

São João no Brasil
No século XVI, quando os jesuítas chegaram ao Brasil, trouxeram toda a tradição de festas religiosas. Logo perceberam que elas ajudavam a atrair a atenção dos indígenas, facilitando sua missão catequizadora. Por uma feliz coincidência para os padres, as festas juninas aconteciam em um período em que os nativos também faziam seus rituais de fertilidade. De junho a setembro, época de seca em muitas regiões do país, os roçados do ano anterior ainda estavam repletos de mandioca, cará, inhame, batata-doce, abóbora e abacaxi. Também era época de colheita do milho, do feijão e do amendoim. Tanta fartura era considerada uma bênção e devia ser comemorada com danças, cantos, rezas e muita comida. Essa coincidência de comemorações fez com que as festas juninas ficassem entre as preferidas da população. E a tradição mantém-se até hoje em várias cidades brasileiras: nas festas juninas deve-se agradecer a abundância do ano anterior, reforçar os laços familiares e rezar para que a próxima colheita seja farta.

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Série: Virtudes dos Músicos - Orante

Rezar por quê?

Ministério de música que não ora logo se desfaz, e o músico que não tem tempo para a oração cai logo. Em diversas ocasiões Jesus mostrou que era homem de oração, tanto que os discípulos Lhe pediram: “Senhor, ensina-nos a rezar, como João ensinou a seus discípulos” (Lc 11,1).

Sempre que o Senhor ia fazer algo importante, sempre que ia se dirigir ao povo para curá-lo, primeiro Ele consultava o Pai:
Mt 14,23: “Subiu a montanha para orar na solidão”.
Mt 26,36: “Assentai-vos aqui enquanto vou orar”.
Mc 1,35: “De manhã, tendo levantado muito antes do amanhecer, ele foi para um lugar deserto, e ali se pôs em oração”.
Mc 6,46: “E despedindo o povo retirou-se ao monte para orar”.
Lc 3,21: “E estando ele a orar o céu abriu” .
Lc 5,16: “Mas ele costumava retirar-se a lugares solitários para orar”
Lc 6,12: “Passou a noite toda orando”.
Lc 9,18: “Jesus estava a orar a sós” .
Lc 11,1: “Jesus estava a orar e os discípulos lhe pediram: 'Ensina-nos a orar'”.

Vejamos também as atitudes de Cristo ao orar:
Mt 14,23: “Subiu a montanha para orar na solidão”.
Mt 26,42: “Apresentaram-lhe crianças para que orasse por elas”.
Mt 26,39: “Prostrando com a face por terra, orava”.
Mc 1,35: “Levantou-se antes do raiar o dia para orar”.
Lc 9,18: “Estando ele a sós, orava”.
Lc 22,41: “Ajoelhando-se, rezava”.

O que é oração:
São Gregório de Nissa: “É uma conversa com Deus”.
Santa Teresa: “Orar é falar de amizade, estando muitas vezes falando com quem sabemos que nos ama”.
Todas as vezes em que o músico for ministrar, tem primeiro de consultar o Senhor, ir aos pés do Mestre para escutá-Lo e ter uma conversa íntima com Ele.
No Getsêmani Jesus mostrou por que a oração deve vir acompanhada de vigilância: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41).
O maior sentido da oração é saber a vontade de Deus, escutá-Lo, adorá-Lo, buscá-Lo como fonte para nossa alma sedenta. Se formos ministros sem oração, fatalmente não saberemos nem faremos a vontade do Senhor.
Na introdução da Parábola do Juiz iníquo, São Lucas nos revela claramente a necessidade de orar sempre: “Propôs-lhe Jesus uma parábola para mostrar a necessidade de orar sempre, sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1).
Na parábola seguinte Jesus mostra que aquele juiz mau atendeu os pedidos daquela viúva, não para lhe fazer justiça, mas por causa da perseverança e insistência da mulher e para ficar livre de suas importunações. O Mestre nos faz lembrar que Deus não é um juiz corrupto, mas um Deus disposto a atender os filhos e recompensar aqueles que estiverem perseverando insistentemente na oração.

(Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).

domingo, 5 de junho de 2011

Solenidade da Ascensão do Senhor

A Festa da Ascensão de Jesus, que hoje celebramos, sugere que, no final do caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, a comunhão com Deus. Sugere também que Jesus nos deixou o testemunho e que somos nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projecto libertador de Deus para os homens e para o mundo. O Evangelho apresenta o encontro final de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, num monte da Galileia. A comunidade dos discípulos, reunida à volta de Jesus ressuscitado, reconhece-O como o seu Senhor, adora-O e recebe d’Ele a missão de continuar no mundo o testemunho do «Reino».
Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo «caminho» que Jesus percorreu. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante; mas têm de ir para o meio dos homens, continuar o projecto de Jesus.

A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa «esperança» de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo «corpo» – e em comunhão com Cristo, a «cabeça» desse «corpo». Cristo reside no seu «corpo» que é a Igreja; e é nela que se torna, hoje, presente no meio dos homens.

Fonte: www.cancaonova.com

sábado, 4 de junho de 2011

Série: Virtudes dos Músicos - Comprometido e Desapegado

Ministério de música não é hobby, mas deve ser assumido como prioridade. O servo de Deus na música deve ser perseverante, não faltar aos seus compromissos sem um motivo justo e manter a palavra dada. Quem é comprometido e responsável não chega no meio da reunião, não sai antes de terminar o evento onde se encontra.
Da mesma forma, o músico comprometido com Deus escuta uma palestra e sabe transmiti-la adiante, não fica alheio aos ensinamentos enquanto não está ministrando a música, pois o seu compromisso é com Jesus e não com as pessoas.
O servo de Deus na música não usa desta para proveito próprio, pois sua causa é servir os irmãos com seu trabalho. Sabe que é uma missão muito importante que está executando para o bem dos irmãos, que está comprometido com a causa de levar Jesus ao irmão por meio da música e que não deve buscar em primeiro lugar os próprios interesses, mas os do irmão: “Ninguém busque o seu interesse, mas o do próximo” (I Cor 10,24).

Desapegado
O músico deve ser desapegado dos bens materiais; ele não é o dono das próprias coisas, mas um administrador dos bens que Deus lhe confiou a guarda: “Porque nada trouxemos ao mundo, como também nada podemos levar”.
Aquele que é desapegado sabe doar, pois segundo São Paulo, são palavras do próprio Jesus: “É maior felicidade dar que receber” (At 20,35).

(Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).

terça-feira, 31 de maio de 2011

Solenidade da Coroação de Nossa Senhora

Manifestando a nossa devoção e o nosso amor filial, no último dia de Maio, mês dedicado a Maria Santíssima, portanto Mês Mariano, celebramos com muita alegria a Coroação da imagem de Nossa Senhora.
A coroação de Nossa Senhora e sua Assunção aos Céus faz parte da tradição da Igreja Católica, e os católicos aceitam essas e muitas outras como verdades de fé, realizando anualmente uma bonita festa para ratificar sua devoção a Maria, com sua coroação como rainha dos céus.

O que é a tradição e a verdade de fé da Igreja?
Segundo o próprio evangelista João, no capítulo 21, versículo 25 da Bíblia, “Jesus fez ainda muitas coisas, se todas elas fossem escritas uma a uma, creio que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que seria preciso escrever.” (Jo 21,25) Segundo os próprios apóstolos deixaram escritos todos os acontecimentos daquela época não ficaram registrados em livros, e assim muitos deles foram testemunhados pelos pequenos núcleos da Igreja que nascia, e essas testemunhas transmitiam suas memórias, que foram sendo passadas de geração em geração até chegar a nós, e assim a tradição da Igreja Católica é exatamente esse processo de comunicação e de interpretação da bíblia pela igreja, ela complementa os evangelhos e ajuda o povo de Deus a fortalecer sua fé e se orientar na vida em busca da felicidade e de sua santidade.

Maria
Os católicos veneram Maria, a mãe de Jesus, e mãe te todos nós, porque ela foi escolhida pelo próprio Deus para dar a luz ao menino Jesus e cooperar no seu plano de salvação dos homens. Foi chamada a ter A Alegria de Ser Mãe daquele que seria o redentor de toda a humanidade e mesmo a despeito de todos os sofrimentos que teria que enfrentar respondeu “sim”, e assim se transformou um modelo de mãe, esposa e mulher, fiel, forte e amorosa. O amor dos devotos de Maria a Nossa Senhora é demonstrado nas Festas Eventos que realizam em seu louvor e também na reza do rosário, onde está contido o mistério da assunção e coroação de Nossa Senhora. Foi aos pés da cruz que Maria recebeu a missão de ser também mãe dos discípulos, e ficou junto deles rezando até pentecostes.

A tradição da coroação
Faz parte da tradição católica que Maria viveu até cerca de 72 anos, quando teria se despedido de sua vida terrestre, não teria morrido e sim entrado em um sono transitório e assim transportada aos céus de corpo e alma por um cortejo de anjos, e lá coroada. A tradição se perpetua e hoje em dia em muitas comunidades se festeja a coroação de Nossa Senhora no mês de maio, mês de Maria. Durante um mês a comunidade se reúne para rezar o terço e louvar Maria, e no dia da festa crianças se vestem de anjos e saem em procissão, numa das mais bonitas festas da Cultura Religiosa, terminando com a coroação de Nossa Senhora, numa exortação do amor de todos aqueles que a tem como mãe.

sábado, 28 de maio de 2011

Série: Virtudes dos Músicos - Promotor do diálogo

“O sábio permanece calado até o momento oportuno, mas o leviano imprudente não espera a ocasião” (Pr 20,7).

O ministro da música é aquele que fala na hora certa, que sabe escutar, que não fala nos momentos impróprios, mas espera a ocasião para falar.
Muitas vezes, podemos falar tudo certo, mas no momento inoportuno, por isso, as palavras que lançamos tornaram-se pérolas atiradas aos porcos.
Da mesma forma, aquele que serve a Deus no canto deve saber ouvir o irmão e acolher sua sugestão. Todas as vezes em que falamos para ferir o irmão, nossas palavras não são instrumento de Deus, mas do mal. Nosso motivo para falar deve ser o amor, mesmo se o irmão necessitar de exortação. Se falarmos com amor ele acolherá nossas palavras.
O servo de Deus na música não deve ter o vocabulário carregado de palavrões nem contar piadas indecentes, pois: “O que mancha o homem não é o que entra nele, mas o que sai dele” (Mt 15,18). E ainda: “Nenhuma palavra má saia de vossa boca, mas só a que for útil para a edificação, sempre que for possível, e benfazeja aos que o ouvem” (Ef 4,29). Assim como: “Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças” (Ef 5,4).

(Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus)

domingo, 22 de maio de 2011

Santa Rita de Cássia, Rogai por nós!

Nasceu na Itália, em Cássia, no ano de 1380. Seu grande desejo era consagrar-se numa vida religiosa. Mas, segundo os costumes de seu tempo, ela foi entregue em matrimônio para Paulo Ferdinando.
Tiveram dois filhos, e ela como mãe buscou educá-los na fé e no amor. Porém, eles foram influenciados pelo pai, que antes de se casar se apresentava com uma boa índole, mas depois se mostrou fanfarrão, traidor, entregue aos vícios. E seus filhos o acompanharam.
Rita então, chorava, orava, intercedia e sempre dava bom exemplo.
Seu esposo acabou sendo assassinado. Não demorou muito, seus filhos também morreram.
Seu refúgio era Jesus Cristo. A santa de hoje viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor.
Rita quis ser religiosa. Já era uma esposa santa, tornou-se uma viúva santa e depois uma religiosa.
Ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito, devido a humilhação que sentia, pois cheirava mal e incomodava aos outros. E teve que viver resguardada.
Morreu com 76 anos, após uma dura enfermidade que a fez sofrer por 4 anos.
Hoje ela intercede pelos impossíveis de nossa vida.

Santa Rita de Cássia, Rogai por nós!

sábado, 21 de maio de 2011

Série Virtudes dos Músicos - Promotor da Reconciliação


O Documento de Puebla n. 205 nos diz:
“Quem, ao evangelizar, exclui de seu amor ainda que seja uma única pessoa, não possui o Espírito de Cristo”.
O músico é o evangelizador no canto, por isso, se ele excluir do seu coração uma pessoa que seja, ele não estará sendo guiado pelo Espírito Santo. O ministro da música deve ser não somente aquele que perdoa, mas o que promove a reconciliação: “Se estás, portanto, para fazer tua oferta diante do altar e te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão: só então vem fazer a tua oferta” (Mt 5,23-24).
O ministro de música é aquele que vai ao irmão para promover a reconciliação e a paz, independentemente de estar ou não com a razão, pois o próprio Jesus foi levado à cruz sem pecado algum. No alto da cruz Cristo possuía todos os argumentos humanos para não perdoar, porém, disse aos que O haviam crucificado: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,24).
Quem está no campo da música para servir a Deus é inconcebível que esteja à frente com o coração sem perdão. É melhor parar, voltar atrás e pedir forças a Jesus para conseguir reconciliar-se com o irmão.

(Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).

domingo, 15 de maio de 2011

Cantar o Amor

Amados irmãos do Ministério de Música e Artes, eis o nosso chamado: Cantar o Amor! É um grande privilégio e uma grande responsabilidade: deixar o Amor fazer da nossa voz a Voz de Deus. Fazer da nossa arte expressão pura e intensa desse amor. Cantar o Amor de Deus e cantar o Deus que é Amor.
Erguer nossas vozes e cantar, louvar de coração sincero, clamar com humildade, buscar a canção que brota do seio da unção, ministrar com real desejo de deixar o próprio Deus usar nossa voz. E nos manter fiéis à esse propósito. Já dizia o poeta “Quem faz da sua voz a voz de Deus não deve desviar”.
Nosso povo, nossas famílias precisam do Amor de Deus. Nós precisamos do amor de Deus. Vivemos cercados de tribulações. O inimigo ruge à nossa volta. Precisamos buscar e apresentar esse Amor. Ele cura, liberta, restaura, consola, traz a paz, a felicidade, fortalece, nos faz desejar o céu. Só o Amor nos completa.
Mesmo nas canções mais “batidas” dos nossos grupos de oração, mesmo que você já tenha cantado mais de mil vezes aquela canção, é preciso deixar Deus fazer o novo naquilo que já sabemos fazer. Deixar com que Deus nos mostre que cada momento é único, porque cada momento deixando a nossa voz ser a Voz de Deus é realmente único. Sejamos sensíveis à ação de Deus em nossa arte. Cantemos o Amor!

Autor: Eric Locatelli Martini
www.musicaeartesrcc.com

sábado, 14 de maio de 2011

Série Virtudes dos Músicos - Obediência e Disposição

Samuel repreendeu o rei Saul por ele ter desobedecido a Deus, pois este preferiu seguir suas inspirações e não as do Senhor: “Acaso o Senhor se compraz tanto nos holocaustos e sacrifícios como à obediência à sua voz? A obediência é melhor que o sacrifício e a submissão vale mais que a gordura dos carneiros. A rebelião é tão culpável quanto a superstição; a desobediência é como o pecado da idolatria” (I Sm 15,22-23).
O ministro de música deve ser obediente ao corpo hierárquico da Igreja. Cristo é a cabeça e nós, Sua Igreja, somos os membros d'Ele. Nenhum membro pode existir separado do corpo, do contrário morre. Assim o músico deve estreitar os laços de amizade e respeito com o seu pároco e seu bispo.
Além da obediência ao corpo constituído da Igreja, deve o músico obedecer ao seu coordenador com amor e solicitude.
A Disposição qualidade que deve sempre existir no músico, pois ele deve estar sempre disposto a servir. Ministério é servirço, por isso, se o músico não possuir o desejo de servir onde quer que sua presença seja necessária, ele não cumpre o papel a que foi chamado.
“Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens” (Col 3,23).

Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Nossa Senhora de Fátima, Rogai por nós!

Segundo as memórias da Irmã Lúcia, podemos dividir a mensagem de Fátima em três ciclos: Angélico, Mariano e Cordimariano.
O Ciclo Angélico se deu em três momentos: quando o anjo se apresentou como o Anjo da Paz, depois como o Anjo de Portugal e, por fim, o Anjo da Eucaristia.
Depois das aparições do anjo, no dia 13 de maio de 1917, começa o ciclo Mariano, quando a Santíssima Virgem Maria se apresentou mais brilhante do que o sol a três crianças: Lúcia, 10 anos, modelo de obediência e seus primos Francisco, 9, modelo de adoração e Jacinta, 7, modelo de acolhimento.
Na Cova da Iria aconteceram seis aparições de Nossa Senhora do Rosário. A sexta, sendo somente para a Irmã Lúcia, assim como aquelas que ocorreram na Espanha, compondo o Ciclo Cordimariano.
Em agosto, devido às perseguições que os Pastorinhos estavam sofrendo por causa da mensagem de Fátima, a Virgem do Rosário não pôde mais aparecer para eles na Cova da Iria. No dia 19 de agosto ela aparece a eles então no Valinhos.
Algumas características em todos os ciclos: o mistério da Santíssima Trindade, a reparação, a oração, a oração do Santo Rosário, a conversão, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Enfim, por intermédio dos Pastorinhos, a Virgem de Fátima nos convoca à vivência do Evangelho, centralizado no mistério da Eucaristia. A mensagem de Fátima está a serviço da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Virgem Maria nos convida para vivermos a graça e a misericórdia. A mensagem de Fátima é dirigida ao mundo, por isso, lá é o Altar do Mundo.
Expressão do Coração Imaculado de Maria que, no fim, irá triunfar é a jaculatória ensinada por Lúcia: "Ó Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o Céu; socorrei principalmente as que mais precisarem!"

Nossa Senhora de Fátima, Rogai por nós!

domingo, 8 de maio de 2011

Feliz Dia das Mães!

Mãe,
Eu sinto Deus no fundo desse olhar e na forma simples e tão pura de me amar, no modo de se entregar na batalha pelos seus, esse sentimento é um Dom que vem de Deus. Um só gesto basta para tanto me ensinar, seu silêncio, suas palavras são para si guardar.
Mãe eu quero honrar você, meu respeito vou lhe dar mesmo em momentos que a gente discordar. No aperto de suas mãos eu sinto tanta comunhão, fruto de uma tão antiga e doce relação, no aperto de suas mãos eu sinto paz e proteção, sinto as mãos de Deus por sobre suas mãos.
Num só gesto basta para tanto me ensinar, seu silêncio, suas palavras são para se guardar, mãe eu quero honrar você meu respeito vou lhe dar, sei que para sempre nós iremos nos amar.

Mãe!
Nunca me esquecerei o quanto Deus me abençoou através de você.
Que Deus a proteja sempre!
Minha querida Mãe, Eu te Amo!

Felicidades á todas as Mães!

sábado, 7 de maio de 2011

Série Virtudes dos Músicos - Humildade

A verdadeira humildade é ser sempre obediente a Deus, pois dessa forma não nos sentimos donos do outro. Somente somos humildes quando dependemos de Deus, quando fazemos a vontade do Senhor em detrimento dos nossos planos.
Um dia, uma repórter norte-americana, ao ver o trabalho de Madre Teresa de Calcutá, observando seu humilde trabalho de socorrer os moribundos de Calcutá, e notar que muitos dos que eram socorridos morriam, perguntou à pequenina freira: “Madre, a senhora não fica frustrada de ver que não está tendo muito sucesso?” Então ela respondeu: “Minha filha, eu não estou aqui para fazer sucesso, mas para fazer a vontade de Deus”.
A verdadeira humildade é fazer a vontade de Deus e não a nossa. É fazer tudo para o Senhor aparecer no nosso lugar, a tal ponto de poderem dizer, como João Batista o fez, quando lhe contaram que Jesus estava fazendo mais milagres do que ele: “Importa que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3,30).

(Trecho extraído do livro: "Formação espiritual de evangelizadores na música" de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Mês de Maio, Mês Mariano

O mês de maio é dedicado, de modo particular, a Nossa Senhora e a todas as nossas queridas mães. Todas as vezes que nos predispomos a falar de Maria nos reportamos sempre à história do amor de Deus por nós. Encontramos na face de Maria a face de um Deus terno e amoroso, a face materna de Deus.
A Sagrada Escritura nos apresenta Eva como a mulher que não atendeu ao projeto de Deus e se distanciou da graça (cf. Gn 3), tornado-se a mãe do ser humano decaído. Deus, no entanto, “quis salvar o que estava perdido” (Lc 19,10) e foi ao encontro do ser humano para restabelecer os laços e resgatá-lo das trevas. Maria, deste modo, é o ser humano que colabora com este projeto amoroso de Deus. Nela Deus prepara uma nova Eva, a nova mulher, o novo ser humano. Maria é verdadeiramente precursora da humanidade redimida, pois nela nenhum pecado fez morada.
Dizendo “Fiat” ao projeto de Deus, Maria Santíssima se torna espelho para a humanidade,– uma mostra do poder e da graça do Deus Altíssimo. Ai esta o fato porque a honramos e veneramos como rainha e mãe protetora, pois ela se torna receptiva do plano de Deus que regenera todas as coisas. É a maternidade a sua grande honra, sua vocação. Tudo na Mariologia gira em torno da Teotokos – Maria é a Mãe de Deus. A Maternidade Divina é a fonte de todos os privilégios com os quais Deus a adornou – “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram!” (Lc 11, 27). Louvando a Maria, o fiel honra nela o seu Filho Jesus autor e fonte de toda graça.
Desde criança aprendi a amar Nossa Senhora. Visitava todos os dias um oratório de uma vizinha onde se podia contemplar a imagem de Nossa Senhora da Conceição. Era tão bela aquela imagem de Maria. Uma outra vizinha me recordou que eu chorava para ver uma imagem de Nossa Senhora que ela tinha no quarto – chorava porque nem sempre me deixavam vê-la, pois tinham medo de que eu acabasse por quebrá-la. Mas recordo que na juventude esta devoção se intensificou com a ajuda de um grande santo da Igreja – trata-se do baluarte de minha vocação sacerdotal São Maximilano Maria Kolbe.
Através da leitura de uma revistinha fundada por ele, intitulada “Cavaleiro da Imaculada”, fui aperfeiçoando meus conhecimentos sobre a Mãe do Céu. Tive ajuda também de um grande Mariano chamado João Paulo II. Foi no pontificado deste Papa, que consagrou seu apostolado a Maria com o “Totus Tuus”, que me formei no seminário para ser também apóstolo da Imaculada. Nestes anos de vida sacerdotal sinto Maria caminhando comigo. Maria tem os sacerdotes como filhos prediletos, e eu sou extremamente feliz por ser sacerdote da Igreja de Cristo e por ter Maria como mãe e confidente.
Tenho procurado fazer do meu sacerdócio uma ponte para que muita gente chegue a conhecer mais profundamente o amor de Maria pela humanidade. Tenho dito em minhas pregações: Minha missão é fazê-los amar Jesus Eucarístico, Nossa Senhora e nosso Pai São José – se consigo isto serei o sacerdote mais feliz do mundo. Meu apostolado também esta consagrado a Maria – o fiz no dia da minha ordenação com a oração mais antiga que se conhece dedicada a Nossa Senhora: “Sub tuum praesidium confugimus, Santa Dei Genitrix”.
Esta me dando grande alegria, o êxito do terço dos homens que começamos em nossa Paróquia. Já são muitos os que têm vindo participar com fervor. Os testemunhos de pais de famílias que mudaram de vida depois desta oração me comovem.
Neste mês mariano a imagem de Nossa Senhora sairá da Igreja visitando as famílias, levando a benção e a paz. A família rezará diante da imagem da Mãe querida e se fortalecerá na caminhada. Lembremos de todas nossa mães e dirijamos uma fervorosa prece a Maria para que derrame sobre todas copiosas bênçãos de muita saúde e paz.

Pe. José Hunaldo Feitosa

domingo, 1 de maio de 2011

Bem Aventurado Papa João Paulo II

Na manhã deste domingo (1º), um grande intercessor da Renovação Carismática Católica, nosso amado papa João Paulo II recebeu em decreto do seu sucessor, Bento XVI, o título de beato, ou bem-aventurado.
A cerimônia atraiu milhares de fiéis à Praça São Pedro, que recebeu uma enorme imagem fotográfica do falecido pontífice.
A beatificação de João Paulo II trouxe uma grande alegria e emoção a todos aqueles que acompanharam a sua liderança à frente da Igreja, mas também os seus últimos dias de sofrimento.
Peçamos a intercessão dele junto a Deus e, como ele, peregrinemos pelo mundo levando o Amor de Deus.
Abaixo, leia um resumo do editorial da edição nº 68 da Revista Renovação, dedicada a ele:
“Vida longa aos carismáticos!” De quem são essas palavras proféticas? De um homem de Deus do qual sentimos muita saudade e a quem muito amamos: João Paulo II.
Quem já teve a oportunidade de assistir ao vídeo apresentado em nosso portal, que leva o mesmo título deste editorial, certamente se emocionou (assista abaixo). São imagens que o mostram jovial, vigoroso, pronunciando essas palavras de bênção sobre nós.
Era perceptível: ele gostava da gente! Durante todo o seu pontificado, acolheu-nos e nos incentivou a vivermos plenamente nossa identidade. Ele revelava estar convencido a respeito da nossa missão de ajudar muitos a redescobrirem a presença e o poder do Espírito Santo.
“Como não dar graças pelos preciosos frutos espirituais que a Renovação gerou na vida da Igreja e de tantas pessoas? Quantos fiéis leigos – homens e mulheres, jovens, adultos e anciãos – puderam experimentar na própria vida o maravilhoso poder do Espírito e de seus dons! Quantas pessoas redescobriram a fé, o gosto da oração, a força e a beleza da Palavra de Deus, traduzindo tudo isso num generoso serviço à missão da Igreja! Quantas vidas mudaram de maneira radical! Por tudo isso hoje, juntamente convosco, desejo louvar e agradecer ao Espírito Santo” (à RCC na Itália, em 4 de abril de 1998).
Se hoje falamos tanto em ‘Cultura de Pentecostes’, devemos aos seus ensinamentos: “No nosso tempo ávido de esperança, fazei com que o Espírito Santo seja conhecido e amado. Assim, ajudareis a fazer que tome forma aquela ‘Cultura de Pentecostes’, a única que pode fecundar a civilização do amor e da convivência entre os povos. Com insistência fervorosa, não vos canseis de invocar; ‘Vem, ó Espírito Santo! Vem! Vem!” (à Renovação Carismática da Itália – Rinnovamentto nello Espírito -, em 14 de março de 2002).
Que as palavras deste homem incendeiem mais uma vez nossos corações carismáticos. Que nos inspirem a, numa só voz, clamarmos, novamente: “Veni, Creator Spiritus!” Para que, cheios do poder do alto, sejamos de fato para o mundo “rosto e memória de Pentecostes”.
Beato João Paulo II, rogai por nós. Pedi ao Pai: “Vida longa aos carismáticos!” Amém!

Fonte: www.rccbrasil.org.br

Domingo da Divina Misericórdia

Bento XVI: João Paulo II foi um Apóstolo da Divina Misericórdia

O Papa Bento XVI lembrou a seu predecessor, o Papa João Paulo II como um Apóstolo da Divina Misericórdia, e assegurou que “toda sua missão esteve marcada pelo serviço à verdade de Deus e do homem, e da paz no mundo”.
Do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo onde esteve uns dias de descanso, o Papa presidiu a oração mariana do Regina Coeli que hoje coincide com a festa da Divina Misericórdia, instaurada durante o Jubileu de 2000 pelo João Paulo II e coincidindo com a canonização de Faustina Kowalska, humilde religiosa polonesa.
“A misericórdia é em realidade o núcleo central da mensagem evangélica, é o nome mesmo de Deus, o rosto com o qual Ele se revelou na antiga Aliança e plenamente em Jesus Cristo, encarnação do Amor criador e redentor”, indicou.
Bento XVI explicou que “este amor de misericórdia ilumina também o rosto da Igreja, e se manifesta através dos Sacramentos, em particular no da Reconciliação, através das obras de caridade, comunitárias e individuais”.
O Santo Padre assegurou que da misericórdia divina, que pacifica os corações, emana a autêntica paz no mundo, a paz entre os povos, culturas e religiões diferentes e “como Irmã Faustina, João Paulo II se converteu por sua vez, em apóstolo da Divina Misericórdia. A noite do inesquecível 2 de abril de 2005, quando fechou os olhos a este mundo, era a vigília do segundo Domingo de Páscoa, e muitos se deram conta da singular coincidência, que unia em si, a dimensão mariana –o primeiro sábado do mês- e a da Divina Misericórdia”.
Segundo o Pontífice, foi nesta data que o longo pontificado de João Paulo II teve seu núcleo central. “Contemplar constantemente esse Rosto; esta é a herança que ele nos deixou, e que nós com gozo acolhemos e fazemos nossa”, indicou.
Também recordou que nos próximos dias, precisamente sobre a Divina Misericórdia, celebra-se o primeiro Congresso Apostólico Mundial sobre este tema em Roma. A Santa Missa com a que se inicia este encontro será presidida pelo Papa. “Ponhamos o Congresso sob o celeste amparo de Maria Santíssima Mater Misericordiae. A Ela confiamos a grande causa da paz no mundo, para que a misericórdia de Deus cumpra o que é impossível para a força humana, e encha os corações do valor do diálogo e da reconciliação”.
Depois da oração mariana, cumprimentou os peregrinos em fala hispana. “Queridos irmãos: Neste domingo dedicado à Divina Misericórdia, agradeçamos a Deus Pai o amor que nos manifestou na morte e ressurreição de seu próprio Filho, e peçamos à Virgem María que interceda por nós para que saibamos reconhecer em Cristo ressuscitado a fonte da esperança e da alegria verdadeira. Feliz Domingo”.

Fonte: ACI Digital
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