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domingo, 29 de agosto de 2010

Amar, a música dos combatentes

Pela música conhecemos o coração do músico, seus anseios e aspirações. E, hoje, o Senhor quer batizar você e o seu ministério de música no amor.
Proclame isto:
"Sem medo algum, se ame mais.
O meu Espírito é quem age e faz".
O músico é um artista e todo artista é favorecido por Deus com dotes artísticos, por isso é sensível. Arte é sensibilidade. Mas se você não tomar cuidado, a sensibilidade o leva, o derruba e o joga no chão, porque a sua sensibilidade puxa a sensualidade.
Quem é músico sente isso na própria pele. Digo isso por mim que também o sou. Como lutei a minha vida inteira! Lutei nos meus tempos de adolescente, mas não entendia o porquê de tanta luta. Foram quedas e vitórias, graças a Deus!
Você é muito sensível, por isso a sua sensualidade está à flor da pele. Mas você não pode se esquecer de que foi o próprio Deus quem o fez sensível. O Senhor sabe que a malícia e a sensualidade habitam em você. Por isso, Ele mesmo providenciou a salvação.
O Altíssimo fez o músico muito sensível, o que é uma graça; mas, por causa do pecado original, infelizmente, essa sensibilidade traz para fora a sua sensualidade. Assim, o músico acaba sendo muito sensual, mesmo sem querer.
Não podemos ser ingênuos com a tentação, pois o tentador sabe onde atacar. Ele conhece nossos pontos fracos, mas as graças e as defesas do Alto são infinitamente maiores, porque "onde proliferou o pecado, superabundou a graça" como nos garante a Palavra de Deus, e isso acontece concretamente com você. Confie nisso!
A grande graça que o Senhor quer lhe dar é um batismo no amor, porque ou você ama ou cai na sensualidade. É preciso que haja muito amor, pois você não deixará de ser sensível. Deus Pai o fez assim.

Trecho do livro "Músicos em ordem de batalha", de monsenhor Jonas Abib
www.cancaonova.com

domingo, 22 de agosto de 2010

Mortificação: o fôlego espiritual do músico

Você precisa ter um ministério de música consagrado ou vai cair e todos cairão. Para viver a sua consagração, você precisa abolir o fumo, o álcool e as drogas. O fumo faz mal para a sua voz; o álcool também; mas é pior para a sua pureza e sexualidade. De aperitivo em aperitivo, de cervejinha em cervejinha, você acaba indo longe e cai. No ministério de música não se fuma nem se bebe.
Isso é radicalismo? Que mal existe em fumar, beber?
O fumo traz vida? Não, o fumo traz morte. Ele acaba com o alimento da sua vida que é o oxigênio para os seus pulmões. Não condeno os que fumam, mas quero tirar o fumo da boca deles. Você pode entregar o seu cigarro para Deus hoje e nunca mais fumar. É importante que, no ministério inteiro, todos tomem essa decisão.
Com o álcool é a mesma coisa, pois ele pode levá-lo à degradação, à morte. Por que você precisa beber? Há tantos sucos, refrigerantes e tanta água neste mundo de Deus! Você não precisa do álcool.
Por que estou lhe dizendo isso? Porque se outros conjuntos e bandas estão a serviço de satanás, é preciso que você, integrante de um ministério a serviço de Jesus Cristo, se mortifique e faça um jejum voluntário.
Se você não começar a fazer jejum do cigarro e do álcool, não aguentará tentação nenhuma, não viverá como consagrado e não conseguirá afastar a tentação que atinge em cheio o músico de Deus. Não seja ingênuo, comece o seu jejum. Deixe, a partir de hoje, o cigarro e a bebida.
Você só quer sucesso? O seu sucesso vai derrubar você e queira Deus que não derrube a sua banda, o seu conjunto, o seu ministério de música. Se você conhece alguém que está “entrando nessa”, tire-o do grupo. Você não pode confiar em alguém que só quer sucesso, pois ele não vai aguentar nada.

www.cancaonova.com

domingo, 15 de agosto de 2010

Festa da Assunção de Nossa Senhora

Em Maria, Deus tem espaço para operar maravilhas

"Grande sinal apareceu no céu: uma mulher que tem o sol por manto, a lua sob os pés, e uma coroa de doze estrelas na cabeça" (cf. Ap 12,1).
Meus queridos irmãos,
Admirável alegria a festa que neste domingo, exatamente o domingo dia 15 de agosto, estamos celebrando: A ASSUNÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA, NOSSA MÃE E SENHORA.
Nesta festividade se recorda a presença admirável da Virgem Maria na vida dos fiéis católicos, que em Nossa Senhora veem, ao mesmo tempo, a glória da Santa Igreja e a prefiguração de sua própria glorificação. A festa tem uma íntima dimensão de solidariedade dos fiéis com aquela que é a primeira e a Mãe dos fiéis cristãos. Daí a facilidade com que se aplica a Santíssima Virgem o texto de Apocalipse 12, conforme nos exorta a Primeira Leitura, originariamente uma descrição do povo de Deus, que deu à luz o Salvador e depois refugiou-se no deserto (a Igreja perseguida do primeiro século) até a vitória final do Cristo. Assim o Livro do Apocalipse (cf. Ap 11,19a;12,1-6a.10ab) nos apresenta o sinal da Mulher – Aparece no céu a Mulher que gera o Messias; as doze estrelas indicam quem ela é: o povo das doze tribos, Israel, mas não só o Israel antigo, do qual nasce Jesus; é também o novo Israel, a Igreja, que deve esconder-se da perseguição, no primeiro século depois de Cristo, até que, no fim glorioso, Cristo Ressuscitado possa revelar-se em plenitude. Maria assunta ao Céu sintetiza em si, por assim dizer, todas as qualidades deste povo prenhe de Deus, aguardando a revelação de Sua glória.
O momento da Anunciação de Nossa Senhora, que significa para nós católicos que a Virgem Maria é conduzida por Deus, de corpo e alma, para junto de seu Filho amantíssimo, na glória celeste, é cantado e celebrado com grandes galas pelo povo cristão, sendo para nós um santo mistério, o mistério da Encarnação de Deus.
Esta festa é considerada festa da nova criação. Isso porque, com a vinda do Filho de Deus em carne humana, Jesus se tornou a primeira de todas as criaturas, a cabeça de todos os seres vivos e n'Ele todas as criaturas foram regeneradas. A primeira criação ficou marcada pela desobediência. A segunda criação, por conseguinte, ficou marcada por um forte "sim" obediencial.
A morte nos veio por Eva, e a vida nos veio pela Santíssima Virgem Maria. Sim, a Anunciação celebra o início da nova criação, da nova vida, vida que ultrapassa o tempo da velha criação e jorra para dentro da eternidade de Deus.
O Altíssimo pediu a Maria o seu consentimento para que concebesse o Seu Filho Jesus. Nossa Senhora, assim, com seu FIAT, com o seu SIM, se tornou a Mãe do Doador da Vida, Aquele que é a Vida, e não apenas uma vida temporal, mas a vida eterna, as alegrias sem fim.
E a Virgem Maria deu o seu decidido "sim", tornando-se não só um instrumento passivo de Deus, mas também cooperadora do mistério da salvação. Maria Santíssima, a servidora, que sob seu Filho e com seu Filho, de toda a nova humanidade, é chamada à comunhão eterna com Deus.
Em Maria, o Todo-poderoso tem espaço para operar maravilhas. Em compensação, os que estão cheios de si mesmo não O deixam agir e, por isso, são despedidos de mãos vazias, pelo menos no que diz respeito às coisas d'Ele. O Filho de Maria coloca na sombra os poderosos deste mundo, pois enquanto estes oprimem, ela salva de verdade.

Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha (MG)

sábado, 14 de agosto de 2010

Convicção do chamado e responsabilidade da missão

"Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi a vós e vos constituí para que vades e produzais frutos, e o vosso fruto permaneça" (Jo 15,16).
Precisamos ter bem nítida em nossa mente a certeza de que o Senhor nos colocou em posição de destaque e de grande responsabilidade diante de Seu povo. Para isso, basta nos lembrarmos rapidamente de toda a história da salvação e de toda a iniciativa do Senhor, para que Ele, movido por imenso amor e misericórdia, traga para Si as pessoas tantas vezes ingratas, desobedientes e infiéis.
Depois de Jesus Cristo e em Jesus Cristo, o Pai confiou a nós o anúncio da Boa Nova. É por este motivo que nos deu o Seu Espírito Santo e espera uma resposta positiva e eficaz.
Já encontrei irmãos que não se deixavam guiar por Deus em seu ministério por causa de seus pecados e suas imperfeições, algumas vezes, por uma grande carga de acusação, e outras, por seus traumas e complexos.
De nada adiantam nossa eleição e a confiança que o Senhor tem em nós se não vencemos esses obstáculos e, com toda alegria e esperança, nos lançamos em Seu serviço.
Pare um pouco e pense: Deus erra? Em algum momento da história o Senhor cometeu erros? Então, será que sua eleição foi o primeiro "erro" d'Ele?
Claro que não, meu querido irmão. Você é mais um acerto, um "gol" de Deus. Ele o conhece, deu-lhe dons e talentos, e agora lhe dá o privilégio e a graça de colocá-los a serviço de Sua Igreja.
Claro que você tem imperfeições e pecados, mas coragem! Jesus é o Cordeiro que tira todo o pecado do mundo. Seu pecado não é maior do que o poder e a graça de Deus. Se Ele o escolheu, também o capacitou.
Acreditamos que o chamado d'Ele é capacitante.
Reze com esta passagem bíblica:
"Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força" (II Cor 12,9).

Luiz Carvalho
Ministro de música e fundador da Comunidade Recado
Do livro: "Ministrando a música"

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Santa Clara, rogai por nós!

"Clara de nome, mais clara de vida e claríssima de virtudes!" Neste dia, celebramos a memória da jovem inteligente e bela que se tornou a 'dama pobre'. Santa Clara nasceu em Assis (Itália), no ano de 1193, e o interessante é que seu nome vem de uma inspiração dada a sua fervorosa mãe, a qual [inspiração] lhe revelou que a filha haveria de iluminar o mundo com sua santidade.
Pertencente a uma nobre família, destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, por isso, ao deparar com a pobreza evangélica vivida por Francisco de Assis apaixonou-se por esse estilo de vida. Em 1212, quando tinha apenas dezoito anos, a jovem abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isso foi ao encontro de Francisco de Assis na Porciúncula e teve seus lindos cabelos cortados como sinal de entrega total ao Cristo pobre, casto e obediente.
Ao se dirigir para a igreja de São Damião, Clara – juntamente com outras moças – deu início à Ordem, contemplativa e feminina, da Família Franciscana (Clarissas), da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade, período em que permaneceu em paz e totalmente resignada à vontade divina. Nada podendo contra sua fé na Eucaristia, pôde ainda se levantar para expulsar – com o Santíssimo Sacramento – os mouros (homens violentos que desejavam invadir o Convento em Assis) e assistir, um ano antes de sua morte em 1253, a Celebração da Eucaristia, sem precisar sair de seu leito. Por essa razão é que a santa de hoje é aclamada como a "Patrona da Televisão".

Oração à Santa Clara
Pela intercessão de Santa Clara, ó Senhor Todo Poderoso me abençoe e proteja; volte para mim os seus
olhos misericordiosos, dê-me a paz e tranquilidade, derrame sobre mim as suas copiosas graças e, depois desta vida, aceite-me no céu em companhia de Santa Clara e de todo o santuário.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Rezar 1 Ave Maria, 1 Pai Nosso e fazer o Sinal da Cruz.

Santa Clara, rogai por nós!

domingo, 8 de agosto de 2010

Feliz Dia dos Pais!!!

Oração á São José aos pais

A vós, São José,
recorremos na nossa tribulação,
cheios de confiança
solicitamos a vossa proteção
no dia de hoje para todos os pais de família.
Vós fostes o pai adotivo de Jesus,
soubestes amá-lo, respeitá-lo e educá-lo
com amor e dedicação,
como vosso próprio filho.
Olhai todos os pais do mundo
para que, com amor e dedicação,
eduquem os seus filhos
na fé cristã e para a vida.
Protegei todos os pais doentes
que sofrem por não poderem dar saúde,
educação e casa decente para seus filhos.
Protegei todos os pais
que trabalham arduamente no dia a dia
para não faltar nada aos seus filhos.
Protegei todos os pais
que se dedicam de corpo e alma à sua família.
Iluminai todos os pais
que não querem assumir sua paternidade.
Iluminai todos os pais
que desprezam seus filhos e esposas.
Enfim, olhai por todos os pais,
para que assumam
e vivam com alegria sua vocação paterna.
Senhor Deus, obrigada a Ti em primeiro lugar!
Se temos o nosso pai aqui da terra, ou mesmo aí já juntinho de Ti
É porque um dia o Senhor mesmo os criou e nos deu de presente!
Tú és o nosso grande Pai, o Pai de todos os nossos pais.
Só podemos louvar e agradecer ao Senhor!
Te louvamos pelos pais que nos amam, nos educam,
Mas te louvamos, também, ó Pai, por aqueles pais
Que feridos e marcados por suas histórias sofridas
Não conseguiram ou até hoje ainda não conseguem nos amar
verdadeiramente como seus filhos
Ensina-nos, Senhor, a mesmo assim, amarmos os
nossos pais e que nosso amor seja para eles
Sinal da tua cura e libertação na vida deles.
Toca os corações dos nossos pais ó Grande Pai para que
eles se abram aoTeu verdadeiro amor
E assim nos amem como o Senhor deseja que eles nos amemos como filhos.

"Todo bom pai ama sua familia, é o heroi anônimo que vence dez batalhas por dia!" (Alberto Moussallem - Pensador árabe)

Feliz Dia dos Pais!!!

Feliz Dia dos Pais ao meu pai, a todos os pais que eu conheço e a todos os pais do mundo.
Deus abençoe.
Sua irmã em Cristo, Flávia.

sábado, 7 de agosto de 2010

O Senhor quer curar você

Deus quer que algo totalmente novo aconteça em nossa vida: pela graça de Deus, podemos tirar amor de dentro de nós. Como diz a letra da música: "Há amor em mim, há amor em ti, há amor em nós, eu digo que sim".
Somos muito marcados, especialmente porque somos muito sensíveis - é como o fio da navalha -, terrivelmente machucados na sensibilidade, por isso machucados na sexualidade. E também fomos machucados na nossa capacidade de amar. Não estou menosprezando ninguém, mas o músico, por ser artista, tem mais capacidade de amar, graças a Deus.
Deus dotou você com grande capacidade de amar, mas justamente porque você é mais sensível, foi mais machucado. Quanta tolice nos seus relacionamentos... Quanto você se machuca na sua sexualidade... Quantas consequências se desencadearam daí. Mas, graças a Deus, tudo isso tem cura. O remédio está ao nosso alcance. O seu caso tem solução.
O Senhor mesmo o faz cantar: "Mesmo se não te amaram, se com amor não te olharam [...]. Olharam com malícia, com cobiça, com sedução [...] Mesmo se não te amaram, se com amor não te olharam, o Pai sempre te amou e ama, Deus, com amor, sempre te olhou".
Isso é cura. O Senhor quer curar você. Deus já o está curando. Uma cura enorme está acontecendo em você. Acredite nisso, acolha-o pela fé. Eu sei que existe muita coisa se mexendo dentro de você. Há uma luta no seu interior porque o inimigo de Deus Pai não queria que isso chegasse a sua mão, nem que você acolhesse essa verdade [que o Senhor quer curar você]. Forças contrárias estão lutando dentro de você, mas o Senhor está vencendo. Ele cura especialmente a você, dotado de muita sensibilidade e capacidade de amar. Ele cura!
Obrigado, Senhor, por me curar, Sua cura é concreta. Ó, Senhor, cura-me e preenche essas áreas esvaziadas com o Seu Espírito Santo. Senhor, cura-me e batiza-me agora no Espírito Santo, que é amor. Ó, Senhor, cura as áreas onde o meu amor foi machucado. Cura-me com um batismo no amor!
Agradeça ao Senhor. Não peça mais. Agradeça. Mesmo com a cabeça confusa, agradeça...

Trecho do livro: "Músicos em ordem de batalha" de Monsenhor Jonas Abib

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Dia do Padre

Hoje, dia do Padre, quero dar os parabéns e meu muito obrigado aos meus queridos sacerdotes!

Ser Padre

Ser Padre é uma aventura gostosa
Viver entre espinhos e rosas
Sem nunca reclamar
Sua missão é viver contente
Aos males é resistente

Pronto a nos ajudar
Padre é aquele que perdoa
Que partilha os Sacramentos
Que anuncia a Boa-Nova
Que da massa é o fermento
Que denuncia as injustiças

Homem cheio de talento
Ser Padre é estar a serviço dos outros
Sem se preocupar com o tempo
Ser Padre é partilhar O pão que é Jesus
Alimenta com a palavra
Mostrando esta luz
Que o amor está presente
Não morreu naquela cruz

Padre não caiu do céu
Também não nasceu de um ovo
Surge com muitas orações
Nasce do meio do povo
Vem de nossas famílias
Em Jesus um homem novo

Padre, pessoa de Deus
Porta voz de Jesus Cristo
Luta por todos os seus
Mesmo sem nunca ser visto
Homem de grande valor

Parabéns por tudo isto
Ser Padre: É ser alegre e otimista
É ser sal e luz
É ajudar o irmão
É sentir o peso da cruz
É ser filho de Deus
É ser irmão de Jesus!

São João Maria Vianney, rogai por nós!

Com admiração, alegramo-nos com a santidade de vida do patrono de todos os vigários, conhecido por Cura D'Ars. São João Maria Vianney nasceu em Dardilly, no ano de 1786, e enfrentou o difícil período em que a França foi abalada pela Revolução Napoleônica.
Camponês de mente rude, proveniente de uma família simples e bem religiosa, percebia desde de cedo sua vocação ao sacerdócio, mas antes de sua consagração, chegou a ser um desertor do exército, pois não conseguia "acertar" o passo com o seu batalhão.
Ele era um cristão íntimo de Jesus Cristo, servo de Maria e de grande vida penitencial, tanto assim que, somente graças à vida de piedade é que conseguiu chegar ao sacerdócio, porque não acompanhava intelectualmente as exigências do estudo do Latim, Filosofia e Teologia da época (curiosamente começou a ler e escrever somente com 18 anos de idade).
João Maria Vianney, ajudado por um antigo e amigo vigário, conseguiu tornar-se sacerdote e aceitou ser pároco na pequena aldeia "pagã", chamada Ars, onde o povo era dado aos cabarés, vícios, bebedeiras, bailes, trabalhos aos domingos e blasfêmias; tanto assim que suspirou o Santo: "Neste meio, tenho medo até de me perder". Dentro da lógica da natureza vem o medo; mas da Graça, a coragem. Com o Rosário nas mãos, joelhos dobrados diante do Santíssimo, testemunho de vida, sede pela salvação de todos e enorme disponibilidade para catequizar, o santo não só atende ao povo local como também ao de fora no Sacramento da Reconciliação. Dessa forma, consumiu-se durante 40 anos por causa dos demais (chegando a permanecer 18 horas dentro de um Confessionário alimentando-se de batata e pão).
Portanto, São João Maria Vianney, que viveu até aos 73 anos, tornou-se para o povo não somente exemplo de progresso e construção de uma ferrovia – que servia para a visita dos peregrinos – mas principalmente, e antes de tudo, exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus para uma multidão, pois, como padre teve tudo de homem e ao mesmo tempo tudo de Deus.

São João Maria Vianney, rogai por nós!

domingo, 1 de agosto de 2010

Mês Vocacional

Vocação: Chave existencial para a vida feliz

Vocação é um tema que polariza a reflexão e a prática pastoral da Igreja Católica no Brasil durante o mês de agosto: “Mês Vocacional”. As comunidades cristãs se envolvem de algum modo na Pastoral Vocacional com orações e reflexões. Principalmente os jovens. Ilumina-se ainda mais o sentido humanitário das profissões exercidas pêlos cristãos na sociedade. Isso já é uma inestimável contribuição à consciência social sobre o valor da vida como serviço aos irmãos.

Acredito que Vocação é outra palavra para se dizer: felicidade. Toda pessoa é vocacionada a ver assim a sua vida: descobrir como ser feliz nela. Na Bíblia vocacionar é chamar. Uma chamada à espera de resposta. Uma chamada nominal. O nome individualiza e distingue.

O nome torna alguém insubstituível como tal perante os outros. Fomos chamados e temos um nome. A primeira vocação é a existencial ou o chama do a viver. É pessoal e é comum. Eis aí o primeiro direito inalienável e irrevogável, a começar da concepção do feto no seio da mãe. Implica os demais direitos inerentes ao pleno desenvolvimento e à plena dignidade humana de qualquer pessoa: saúde, educação, comunhão em todos os bens da cultura.

Toda pessoa é propensa a estar ciente do dom que é a sua vida. Percebe que precisa dar a ela um sentido único e pessoal. Descortina inúmeras possibilidades. Torna-se infinito o horizonte da existência terrena. A vida não é só a realidade física, biológica e orgânica. É vida acolhida, pensada e produzida numa experiência pessoal irrenunciável e irrepetível. É a descoberta de si no crescimento, nas tendências e habilidades em servir. Ser útil. Por isso é triste ver alguém alienado, alheio, fechado em si e omisso quanto à responsabilidade em viver.

E em construir de modo racional o seu “ser vivente com os outros”. Alienar-se é cair num estado vegetativo ou ilusório. Tantas serão as frustrações e ilusões quantas as fugas e omissões! Um poeta brasileiro definiu num só versinho o que é viver em ilusões:

“Quem passou pela vida em branca nuvem/ E em plácido repouso adormeceu/ Quem não sentiu o frio da desgraça/ Quem passou pela vida e não sofreu/ Foi espectro de homem não foi homem/ Só passou pela vida, não viveu” (Francisco Otaviano).

Outra fuga absurda é a revolta de quem diz “eu não pedi para nascer”. A afirmação não é só ignorância. Revela uma personalidade alienada, inconsciente do seu valor maior: a vida!

No íntimo do ser humano a vocação é resposta ao impulso interior, que faz alguém sair de si para se encontrar nos outros. Aí está, digamos assim, o DNA da sua felicidade. Este é o caminho e é a aventura que nos realizam como pessoas. Não é coisa fácil nem “branca nuvem” nem a ilusão de: “a gente vai levando essa vida”. Curtir pode ser moda. Mas é o gatilho que dispara o consumismo inconseqüente, além da preguiça institucionalizada.

A despreocupação com o amanhã ou com as dificuldades, apenas mascara a incompetência de lutar, de ser bom, de ser responsável. Enfim, de querer vencer! A propaganda seduz, mas não cria o sucesso. Ela tem um vício insanável: o dinheiro antes de tudo! Este jamais será garantia de felicidade vocacional.

Em si mesma a vida é uma questão da fé!

Pe. Antônio Clayton Sant´anna, C.SS.R

Revista de Aparecida

http://blog.cancaonova.com/vocacional/

sábado, 31 de julho de 2010

Uma Igreja de canto e música

“Recitai uns com os outros salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando ao Senhor em vosso coração”. Ef 5,19

“Quem canta reza duas vezes”.

Gostaria de partilhar e apresentar a todos um pouco do valor que a Santa Igreja tem quando falamos de música e canto no seu interior. Dessa forma trago um pouco daquilo que de forma brilhante nos é apresentado por intermédio do Catecismo da Igreja Católica. Quero principalmente nesse despertar a todos a um maior estudo do assunto elevando-os a um aprendizado belo e significativo.
Então quero destacar três critérios principais: A beleza expressiva da oração, a participação unânime da assembléia nos momentos previstos e o caráter solene da celebração. Participam assim da finalidade e trazem como objetivo principal a glorificação de Deus e depois a santificação dos fieis.
Dessa forma o canto popular religioso será inteligentemente incentivado a fim de que as vozes dos fieis possam ressoar nos pios e sagrados exercícios e nas próprias ações litúrgicas, de acordo com as normas e prescrições das rubricas. Todavia os textos destinados ao canto sacro hão de ser conformes à doutrina católica, sendo até tirados de preferências das Sagradas Escrituras e das fontes litúrgicas.
Temos uma ampla bagagem, aqui não nos é permitido fazer de qualquer maneira, mas precisamos estar embasados num contexto religioso. A Igreja não nos deixa jogado as beiras e perdidos, mas também precisa começar em nós o desejo do conhecimento para que os objetivos possam ser alcançados.
Mais uma vez digo precisamos professar nossa fé nos mínimos detalhes e veja bem ministros de música sua responsabilidade é grande, mais também bela e sublime. Para ser ministro de música na Igreja Católica é preciso está disposto ao aprendizado e principalmente repleto de coragem.
Que Deus possa abençoar a todos e força, somos capazes de sempre darmos mais para que os fieis experimentem Deus na sua essência e sobre sua beleza.

Sérgio Dias

sábado, 24 de julho de 2010

Ministério de Música: Missão mais que possível

Para você o que é ministério de música?
Pois bem, está no ministério de música é algo primordial no que se diz respeito a vontade de Deus para aqueles que estão discernindo a de fato estar nele. E se você é o predileto a estar exercendo essa função, então é hora de arregaçar as mangas e se posicionar à frente da tropa para uma total entrega a batalha, a missão e a vontade de Deus para sua vida.
Todos os serviços dentro da nossa maravilhosa Igreja são belos, de suma importância, mas ser ministros de música tem uma missão diferenciada, especial. Existe uma grande missão na qual como ministro de música tem que tomar muito cuidado, a Glória, a alta valorização da imagem em outras palavras a falta de humildade e o desvio da via do aprendizado; O ministro de música nunca pode esquecer que é sempre um homem em formação, sempre está aprendendo, seja esse aprendizado no meio espiritual, humano e técnico. Quero contar um fato que vejo e que tomo como exemplo ante a via que me leva a sempre ser dependente de Deus como ministra de música.
Ressalto um conto onde menciono a anjo lúcifer que com divina perfeição coordenava o coro dos anjos celeste e por descuido, prepotência, alto suficiência se dispersou ante sua nobre missão e foi seguir uma via diferente, na qual desejava assumir o lugar mais nobre nos planos de Deus, o fim você já sabe... Mas isto não é uma historia distante de nós, não estou dizendo que queremos ser maiores que Deus e que tão pouco seremos decaído, não, nada disso, estou querendo enfatizar a grande seriedade que envolve essa missão de servimos a Deus por meio do nosso canto, do soar de nossas notas. Na nobre missão de sermos canais da graças Deus deseja contar conosco como via salvífica de tantas almas que não o conhece. Não somos nós, mas sim a pura ação do Espírito Santo pairando em nossos corações. Eis a grande verdade que deve está em fundamentada em nosso coração.
Daí fica a perguntar por que Deus quis usar a música? Não sei se você já passou pela experiência de escutar uma pessoa uma pessoa tocando de forma esplêndida um instrumento, ou melhor, muito ungindo ou cantando até mesmo uma música antiga e você sentir uma emoção, algo que mexe no profundo da sua alma; É Deus querendo falar ao teu coração e Ele quis usar esse recurso, assim como poderia usar centenas de outras maneiras, vias outras formas; Deus utiliza de varias formas, sinais para chegar a sua alma, para te exortar, para falar que deseja ser presente em ti, ser centro de sua vida, Deus não é mal educado, não vai berrar no seu ouvidos, Deus é simples, por isso confia aos ministros de música novas melodias, um novo canto. Precisamos escolher em simplesmente ser músico, ou abraçar o chamado se conciliar técnica, vida de oração e humildade encarnada, ser homem nos planos de Deus em poucas palavras ser “ministros de música”.
Enfim, seu ministério, sua vocação como músico é para Deus, por Deus e em Deus para que ele seja sempre o motivo do seu servir; Nunca podemos esquecer o ministro de música nasceu para servir, para estar à frente da batalha e com certeza seu ministério é uma missão mais que possível.
Viva a música de Deus!

Katiane Silva

sábado, 17 de julho de 2010

Missa não é show

“O canto e a música desempenham sua função de sinais de maneira tanto mais significativa por ‘estarem intimamente ligados à ação litúrgica’, segundo três critérios principais: a beleza expressiva da oração, a participação unânime da assembleia nos momentos previstos e o caráter solene da celebração. Participam assim da finalidade das palavras e das ações litúrgicas: a glória de Deus e a santificação dos fiéis” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1157).
Não pretendo fazer aqui um tratado de liturgia, apenas darei algumas dicas sobre a postura do ministério de música em animações litúrgicas, especialmente nas Celebrações Eucarísticas.
Na Santa Missa, o presidente é o sacerdote; portanto, antes de toda e qualquer celebração, converse com o padre e exponha o que o ministério preparou em unidade com a equipe de liturgia.
Sei de toda a complexidade e até das diferentes interpretações sobre a liturgia que alguns padres dão; em todo o caso, vale a máxima: “Quem obedece não peca”. Portanto, consulte-o e obedeça-lhe.
Se você tiver conhecimento o bastante sobre o assunto e abertura com o sacerdote, poderá defender sua opinião; o diálogo nos faz crescer. Mas converse em outro momento, não poucos minutos antes do início da celebração.
Na Celebração Eucarística, a música deve contribuir para o engrandecimento e a profundidade dos momentos litúrgicos; por isso, cada canção precisa se encaixar com o momento certo e acompanhar os tempos litúrgicos.
Santa Missa não é show! Não chame a atenção do povo para si ou para seu grupo musical. Na Eucaristia, Jesus é o centro. Não desvie a atenção das pessoas com “caras e bocas” durante a interpretação de uma música, nem na execução de um solo instrumental. Tampouco converse durante a Celebração Eucarística, escolha antecipadamente as músicas e seus respectivos tons. Se houver extrema necessidade de algum diálogo, faça-o da forma mais discreta possível. Nada mais desagradável do que um ministério se entreolhando com ar desesperado, de: “Qual a próxima música?” ou “Qual o tom?”.
Não use, durante a Missa, roupas com cores fortes ou estampadas, a não ser que você seja convocado de surpresa e não tenha condições de se trocar. Também não use, de jeito nenhum, roupas sem mangas, decotadas, transparentes ou bermudas durante a Celebração Eucarística.
Escolha os cânticos de acordo com as leituras e o tempo litúrgico. Não se pode cantar os “hits”, a não ser que se encaixem com o tema da celebração.
Peça aos músicos que toquem de forma harmônica e com um volume que favoreça a oração. Já vi muitas vezes sacerdotes e até bispos serem “martirizados” pelo alto volume dos instrumentos, inclusive da bateria, montados a menos de um metro de seus ouvidos, em palcos pequenos.
Não use a harmonia mais complicada que você sabe tocar. Nas celebrações, precisamos ajudar o povo a rezar as canções. Acordes muito dissonantes não são os mais indicados nessas ocasiões. Cuidado para não fazer das Missas uma “válvula de escape” para seu desejo de tocar no “Free Jazz Festival” ou no barzinho mais “out” de sua cidade.
Ensaie com os fiéis antes da Missa. Ensine-lhes os cânticos novos e motive-os a rezar com eles.
Algumas fórmulas da Santa Missa, como o “Cordeiro de Deus”, não podem ser modificadas. Estude liturgia! Em liturgia não dá para improvisar.
Não queira ser um ministro de música “garçom”, que apenas serve aos outros o banquete. Participe ativamente de cada momento da Celebração, sente-se à mesa. Você também é um “feliz convidado para a Ceia do Senhor”.
Se você é animador de música na liturgia, não multiplique as palavras. Não queira fazer uma homilia a cada música, nem queira roubar o papel do comentarista.

Luiz Carvalho - luizcarvalho@recado.org.br
Fundador da Comunidade Recado - www.recado.org.br

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Ao olharmos para a história da Igreja encontramos uma linda página marcada pelos homens de Deus, mas também pela dor, fervor e amor à Virgem Mãe de Deus: é a história da Ordem dos Carmelitas, da qual testemunha o cardeal Piazza: "O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual".
Carmelo (em hebraico, "carmo" significa vinha; e "elo" significa senhor; portanto, "Vinha do Senhor"): este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi pré-figurada pelo primeiro numa pequena nuvem (cf. I Rs 18,20-45). Estes profetas foram "participantes" da Obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos, chegaram fugidos na Europa e elegeram São Simão Stock como seu superior geral; este, por sua vez, estava no dia 16 de julho intercedendo com o Terço, quando Nossa Senhora apareceu com um escapulário na mão e disse-lhe: "Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno".
Vários Papas promoveram o uso do escapulário e Pio XII chegou a escrever: "Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo - e ainda - escapulário não é 'carta-branca' para pecar; é uma 'lembrança' para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte". Neste dia de Nossa Senhora do Carmo, não há como não falar da história dos Carmelitas e do escapulário, pois onde estão os filhos aí está a amorosa Mãe.

Oração á Nossa Senhora do Carmo
Ó Santíssima Imaculada Virgem Maria, ornamento e glória do Monte Carmelo, Vós que velais tão particularmente sobre os que trazem vosso sagrado Hábito, velai também, bondosa, sobre mim, e cobri-me com o manto de Vossa maternal proteção. Fortalecei minha fraqueza com o Vosso poder, e dissipai, com a Vossa luz, as trevas do meu coração.
Aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Ornai minh’alma com todas as virtudes, a fim de que ela se torne sempre mais amada de Vosso Divino Filho. Assisti-me durante a vida, consolai-me com a Vossa Amável presença na hora da morte, e apresentai-me à Santíssima Trindade, como Vosso filho e fiel servo Vosso, para que eu possa louvar-Vos eternamente no Céu.
Assim seja.
(3 Ave-Marias, 1 Glória)

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

sábado, 10 de julho de 2010

O músico é chamado a movimentar a Igreja

Acreditamos que a palavra que transforma o coração pode produzir em cada pessoa uma melodia diferente. A intensidade da melodia é o coração que determina; o timbre é o coração que oferece. Harmonizando tudo isso, teremos uma canção de Salomão, uma canção de subida aos Céus.
Leia este pequeno fragmento do Salmo 127, deixando o seu coração cantar por meio dele:

"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Senhor não guarda a cidade, debalde vigiam as sentinelas. Inútil é levantar-vos antes da aurora, e atrasar até alta noite vosso descanso, para comer o pão de um duro trabalho, pois Deus o dá aos seus amados até durante o sono" (SI 127,1-2)

É Deus quem constrói a casa. É Ele quem edifica a Igreja, os movimentos e o seu ministério. Contudo, queremos nos deter na ferramenta usada pelo Senhor para construir Sua obra.
No Antigo Testamento, Deus escrevia suas leis em tábuas. Porém, com a vinda do novo Adão, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Todo-poderoso passou a escrever Suas leis em tábuas de carne, isto é, em nosso coração. A tinta usada por Ele é o Sangue de Cristo, e o pincel (ou seja, a ferramenta) é o próprio Espírito Santo. Sendo assim, podemos dizer que sem o Espírito Santo toda construção estaciona, por mais que o homem humanamente esteja correndo.
O músico é chamado a movimentar a Igreja, mas só conseguirá fazê-lo se estiver vivendo sob o movimento do dedo de Deus, ou seja, sob a ação do Espírito Santo. Deus usa o dedo do Espírito Santo para movimentar o coração do homem que, humildemente, se prostra, esperando, em primeiro lugar, amar e ser amado pelo construtor.
Tocar as notas de uma construção melódica já não é o mais importante. Nessa peça ou construção musical, o mais importante é estar com Deus, escutando o Músico dos músicos tocar, e assim, seguindo a partitura que o próprio Deus construiu, saber o momento de tocar e como tocar. Nessa obra, o essencial é silenciar o coração. É necessário muita atenção para não nos perdemos na grande partitura da vida.
Santo Agostinho nos ensina que o Espírito Santo é a "Alma da Igreja", e o que faz no corpo do homem, o Espírito Santo faz no corpo da Igreja. No Vaticano II foi salientado que o amor que se tem pela Igreja é diretamente proporcional ao amor que se tem pelo Espírito Santo, pois Ele é a alma da Igreja.
Daí, podemos explicar a negligência dos músicos para com a Igreja, isto é, esses músicos não possuem experiência com o Espírito Santo, consequentemente não amam seu ministério, através do qual participam do Corpo místico de Cristo, que é a Igreja. De fato, podemos dizer que nossa parte na construção da obra se encontra basicamente em viver sob o fogo do Espírito Santo.
O músico precisa pedir a efusão do Espírito Santo diariamente, para que o amor pela obra não se acabe. Devemos ser apaixonados pelo Espírito Santo e, consequentemente, apaixonados pela Igreja.

sábado, 3 de julho de 2010

Experimente silenciar!

Olá, galera! Paz e bem! Um dos grandes erros que cometemos, nos dias de hoje, no que diz respeito ao seguimento de Cristo e até mesmo ao exercício de alguma função é o não saber silenciar.
Você já parou para pensar como facilmente perdemos a concentração? Qualquer barulho, por mais simples que seja, nos tira o foco, chama a nossa atenção e nos desvia do objetivo.
Já não bastasse essa tendência natural, o mundo também tem nos estimulado nisso, pois tudo é muito “barulhento”: as músicas, os carros, a rua. Não “escutamos o silêncio”, não ouvimos a voz da natureza, não ouvimos nem mesmo o irmão que está ao nosso lado, que mora conosco, que trabalha no mesmo departamento, e ainda mais: não ouvimos a voz de Deus, que fala no silêncio. Já percebeu que quando chegamos em casa a primeira coisa que fazemos é ligar o televisor ou o aparelho de som?
Se não soubermos silenciar, não escutaremos a voz de Deus, não escutaremos o irmão, não escutaremos nem mesmo a nossa consciência, e é nesse ponto que o erro acontece, erro que pode modificar uma vida inteira.
Ah, como seria bom se aprendêssemos a silenciar, como fazem os monges, os eremitas, os santos, os estudiosos, os místicos! Homens e mulheres que se refugiam em locais especiais, que de especial estes têm o silêncio, a natureza, a solidão. E quando não há ninguém por perto encontramos a Deus, encontramos a nós mesmos, encontramos a todos.
O silêncio é a primeira canção que o ministro de música precisa ouvir. Saber conviver com a solidão é sinal de maturidade espiritual.
A princípio não é fácil lidar com o silêncio, temos dificuldades. Mas isso é de se esperar, pois não estamos acostumados. No entanto, com disciplina e perseverança, tornamos o que não é natural em algo espontâneo.
Experimente silenciar. Deus abençoe.
"Tamu junto"!

Emanuel Stênio
Missionário e músico da Canção Nova

terça-feira, 29 de junho de 2010

Solenidade de São Pedro e São Paulo

Pedro e Paulo representam duas dimensões da vocação apostólica

“Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”.

Meus queridos Irmãos,
Celebramos hoje, 29/06, a festa das duas colunas da Igreja: São Pedro e São Paulo. Pedro: Simão responde pela fé dos seus irmãos (cf. Evangelho de Mateus 16,13-19). Por isso, Jesus lhe dá o nome de Pedro, que significa sua vocação de ser “pedra”, rocha, para que o Senhor edifique sobre ele a comunidade daqueles que aderem a ele na fé. Pedro deverá dar firmeza aos seus irmãos (cf. Lc 22,32). Esta “nomeação” vai acompanhada de uma promessa infalível: as “portas” (que correspondem à cidade, reino) do inferno (o poder do mal, da morte) não poderão nada contra a Santa Igreja de Cristo, que é uma realização do “Reino do Céu” (de Deus). A libertação da prisão ilustra esta promessa na primeira Leitura. Cristo lhe confia também “o poder das chaves”, ou seja, o serviço de “mordomo” ou administrador de sua casa, de sua família, de sua comunidade ou cidade. Na medida em que a Igreja é a realização, provisória, parcial, do Reino de Deus, Pedro e seus sucessores, os Papas, são administradores dessa parcela do Reino de Deus. Eles têm a última responsabilidade do serviço pastoral. Pedro, sendo aquele que responde “pelos Doze”, administra ou governa as responsabilidades da evangelização. E recebe, ainda, o poder de ligar e de desligar, o poder de decisão, de obrigar ou deixar livre. Não se trata de um poder ilimitado, mas da responsabilidade pastoral, que concerne à orientação dos fiéis para a vida em Deus, no caminho de Cristo.
Paulo aparece mais na qualidade de fundador carismático da Igreja. Sua vocação se dá na visão de Nosso Senhor Jesus Cristo no caminho de Damasco: de perseguidor, transforma-se em mensageiro de Cristo, “apóstolo”, grande pedagogo da missão e da vida do Senhor. É Paulo que realiza, por excelência, a missão dos apóstolos de serem testemunhas do Ressuscitado até os confins da terra. As cartas a Timóteo, escritas da prisão de Roma, são a prova disso, pois Roma é a capital do mundo, o trampolim para o Evangelho se espalhar por todo o mundo civilizado daquele tempo. São Paulo é o apóstolo das nações. No fim da sua vida, pode oferecer uma vida como oferenda adequada a Deus, assim como ele ensinou. Como Pedro, Paulo experimentou Deus como Aquele que nos liberta da tribulação.
Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. Os artistas da iconografia católica colocaram as chaves da Igreja em sua mão, para distinguir o seu encargo de possuidor das chaves da salvação. Paulo foi morto decapitado por ser cidadão romano, o que o impedia de ser crucificado. Os artistas da iconografia católica lhe põem sempre na mão uma espada, além de um livro, para simbolizar as várias epístolas teológicas que legou para a Igreja de Cristo.
Por isso o Evangelho nos fala da confissão de fé de Pedro e a promessa de Jesus para seu futuro. Jesus apelidara Simão de Cefas, que, em aramaico, significa "pedra". O apelido pegara a ponto de todos o chamarem de Simão Pedro ou simplesmente de Pedro. Pedro assim será o fundamento da Igreja, do novo Povo de Deus. A pedra na Bíblia significava e significa a segurança, a solidez e a estabilidade, como régio és meu penedo de salvação. Mas Jesus sabia que, sendo criatura humana, Pedro, por mais fiel que Lhe fosse, seria sempre uma criatura fraca. Por isso, se faz de Pedro o fundamento, reserva para si todo o peso e todo o equilíbrio da construção e sem a qual o inteiro edifício viria abaixo.
O simbolismo das chaves é claro. A chave abre e fecha. Possuir a chave significa garantia, propriedade, poder de administrar. Isaías tem uma profecia sobre a derrubada do administrador. Sobna e sua substituição pelo obscuro empregado Eliaquim. Põe na boca de Deus estas palavras: “Colocarei as chaves da casa de Davi sobre seus ombros: ele abrirá e ninguém fechará, ele fechará e ninguém abrirá”(cf. Is 22,22). O texto aproxima-se muito à promessa de Jesus, até mesmo na escolha de um humilde pescador para administrar a nova casa de Deus. Assim como Eliaquim não se tornou o dono da casa de Davi, também Pedro não será o dono da nova comunidade. O dono continuará sempre sendo o próprio Deus. Em linguagem jurídica, diríamos que Pedro tornou-se o fiduciário de Cristo. O binômio ligar-desligar repete o abrir-fechar das chaves. Pedro recebe o direito e a obrigação de decidir sobre a autenticidade da doutrina e comportamento dos cristãos diante dos ensinamentos de Jesus. Esta missão de todos os Papas, sucessores de Pedro, que bem podem ser definidos como os guardiões da verdade e da caridade. Celebrar São Pedro, para os cristãos, é também celebrar o Papa.
Pedro e Paulo representam duas dimensões da vocação apostólica, diferentes, mas complementares. As duas foram necessárias, para que pudéssemos comemorar hoje os fundadores da Igreja Universal. Esta complementaridade dos carismas de Pedro e Paulo continua atual na Igreja de Cristo hoje: a responsabilidade institucional e criatividade missionária, responsabilidade de todos nós!
Rezemos, pois, pelo nosso Santo Padre Bento XVI que para fiel a missão de ter o serviço da caridade de dirigir a Igreja de Cristo nos interpele para seguirmos a missão de Pedro e de Paulo para sermos testemunhas de Cristo no mundo. Amém!

Padre Wagner Augusto Portugal