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sábado, 31 de outubro de 2009

Oração do Músico Cristão

Senhor, Jesus Cristo, Somos notas diferentes na mesma pauta do Reino de Deus. Nós Te louvamos por este tempo de pausa, de silêncio. Lembramos que a quietude de Tua mãe, Maria, permitiu que ela respondesse "sim"! E a Canção se fez gente, e habitou no meio de nós (Jo 1,14). Temos timbres diferentes, e exatamente por isso podemos cantar na trinitária harmonia dos acordes da fé, da esperança e do amor. Que possamos unir nossas diferenças para que a canção seja mais santa e mais bela. Sabemos que na vida existem acidentes. Mas não nos deixes cair na desafinação.
Que possamos ouvir a voz uns dos outros, seguindo as Tuas orientações e movimentos, nosso maestro maior! Alerta-nos para que saibamos obedecer os sinais de expressão: desde o pianíssimo e oculto serviço da composição, até à fortíssima visibilidade de nossa canção nos Meios de Comunicação. Acima de tudo, nós Te pedimos: lembra-nos que a clave é quem dá o nome, a altura e o significado de tudo o que cantamos. E a nossa clave és Tu, Sol Nascente, Luz do Alto, que veio nos ensinar a profetizar pela canção, com os olhos para o alto e com os pés firmes no chão. De todas as verdades, És o supremo cantor. Senhor Jesus, nossa boca cantará ao ritmo do Teu coração. Unidos cantaremos a Tua eterna canção de Amor. Amém!

Pe. Joãozinho, scj
Sacerdote do Sagrado Coração de Jesus

sábado, 24 de outubro de 2009

Canto e música litúrgica - CIC 1156 - 1158

1156. «A tradição musical da Igreja universal criou um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da liturgia solene» (24). A composição e o canto dos salmos inspirados, muitas vezes acompanhados por instrumentos musicais, estavam já estreitamente ligados às celebrações litúrgicas da Antiga Aliança. A Igreja continua e desenvolve esta tradição: «Recitai entre vós salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai e louvai ao Senhor no vosso coração» (Ef 5,19) (25). Quem canta, reza duas vezes (26). (Santo Agostinho)
1157. O canto e a música desempenham a sua função de sinais, dum modo tanto mais significativo, quanto «mais intimamente estiverem unidos à acção litúrgica» (27), segundo três critérios principais: a beleza expressiva da oração, a participação unânime da assembleia nos momentos previstos e o carácter solene da celebração. Participam, assim, na finalidade das palavras e das acções litúrgicas: a glória de Deus e a santificação dos fiéis (28).
«Como eu chorei ao ouvir os vossos hinos, os vossos cânticos, as suaves harmonias que ecoavam pela vossa igreja! Que emoção me causavam! Passavam pelos meus ouvidos, derramando a verdade no meu coração. Um grande impulso de piedade me elevava, e as lágrimas rolavam-me pela face; mas faziam-me bem» (29). (Santo Agostinho)
1158. A harmonia dos sinais (canto, música, palavras e acções) é aqui tanto mais expressiva e fecunda quanto mais se exprimir na riqueza cultural própria do Povo de Deus que celebra (30). Por isso, «promova-se com empenho o canto religioso popular para que, tanto nos exercícios piedosos e sagrados como nas próprias acções litúrgicas», de acordo com as normas da Igreja, «ressoem as vozes dos fiéis» (31). Mas «os textos destinados ao canto sacro devem estar de acordo com a doutrina católica e inspirar-se sobretudo na Sagrada Escritura e nas fontes liturgicas." (32)

sábado, 17 de outubro de 2009

Tomando posse do ministério

O papel que Deus espera de quem ministra o louvor

"Não são carnais as armas com que lutamos. São poderosas em Deus, capazes de arrasar fortificações. Nós aniquilamos todo raciocínio e todo orgulho que se levanta contra o conhecimento de Deus, e cativamos todo pensamento e o reduzimos à obediência de Cristo” ( 2Cr 10,4-5).

São Paulo Apóstolo nos mostra que as armas de um ministro não são carnais, não são humanas, são poderosas e celestes. O Senhor nos fez ministros na música, e isso não é mérito nosso, mas sim de Cristo que conquistou para nós com sua cruz, e é Ele mesmo quem nos capacita e nos arma para a batalha. A missão que temos como ministros de Deus na música nos foi conferida, delegada. O poder vem de Deus, e Ele nos confere Seu poder quando vamos executar a música. O Senhor nos convidou para o encargo de representá-lo na música como Seu porta-voz, e espera que abandonemos os nossos desejos e as nossas vontades, espera também que estejamos em obediência daquele que nos convocou para tal missão, porque os seus desígnios são maiores do que os nossos. Nunca coloque a confiança no seu instrumento, na sua voz ou na sua razão para ministrar a música que é de Deus, deposite sua confiança naquele que te elegeu e te capacita, na ação do Ressuscitado que vive em nós. “Não fomos nós que escolhemos o Senhor, mas Ele nos escolheu primeiro” (Jo 15, 12-17). O Ministro de Deus é escolhido para fazer a vontade do Senhor e não a sua própria. No antigo testamento o homem não era templo do Espírito Santo. Esta condição de sermos morada de Deus foi conquistada graças à morte de Jesus na cruz. Apodere-se então dessa graça que Jesus conquistou por você. Cantar sem colocar o coração, sem ter intimidade com Espírito Santo, sem ministrar para si mesmo, é semelhante ao sino da igrejinha, que toca, toca, toca chamando o povo para a Missa, mas não entra no templo!

Por Michely Araújo do SacraMusic

sábado, 10 de outubro de 2009

Hábitos saudáveis de higiene vocal

O que é higiene vocal?
São hábitos e comportamentos que conservam a saúde da voz, evitando o aparecimento de alterações.

Sinais de alerta:
- Rouquidão persistente;
- Dor ao falar;
- Sensação de corpo estranho na garganta e/ou cansaço vocal;
- Falta de ar ao falar;
- Alterações ou perda da voz;
- Dor ao engolir;
- Sensação de ardor;
- Pigarreio freqüente.

Fatores que prejudicam a voz (maus hábitos):
- Fumo;
- Álcool;
- Drogas;
- Tossir ou pigarrear em excesso;
- Posturas corporais inadequadas;
- Ar condicionado;
- Gritar sem suporte respiratório;
- Líquidos gelados antes e durante o uso da voz;
- Anestésicos;
- Certos medicamentos como corticóides e antialérgicos;
- Pó de giz;
- Falar muito alto, principalmente em ambientes ruidosos.

Como cuidar da voz (bons hábitos):
- Hidratação (mais ou menos 8 copos de água por dia);
- Líquidos em temperatura ambiente;
- Ingerir alimentos leves e com fibras;
- Consumir alimentos adstringentes, como a maçã e salsão;
- Evitar gelados;
- Roupas confortáveis (inclusive acessórios como cintos, colares, gargantilhas);
- Não pigarrear ou tossir excessivamente;
- Evitar gargarejos com anestésicos (gengibre, própolis e outros);
- Evitar pastilhas para a garganta;
- Beba chá ou café com moderação;
- Manter a postura ereta;
- Não fazer uso de fumo, álcool e drogas;
- Falar confortavelmente sem gritar.
Em caso de algum problema procure um fonoaudiólogo ou um médico otorrinolaringologista.
Voz: sem ela, nem dá prá falar...

Mariana Cristina Tomás
Fonoaudióloga

sábado, 3 de outubro de 2009

Como ser um Ministro de Música

Para ser um ministro de música não basta conhecer a animação litúrgica ou estar inserido em uma comunidade de crescimento. O animador deve estar totalmente inserido na realidade pastoral e missionária da nossa igreja. É importante que cada animador se pergunte: Que tipo de discípulo eu sou? Em meu canto ecôo a voz de Deus? Por meio da minha voz ou meu instrumento, a comunidade sente-se motivada a elogiar o Autor que age em mim? É fundamental que cada católico se pergunte: Será que eu estou colocando Jesus Eucarístico à minha frente? Ou eu estou querendo me colocar à frente Dele?

1. O animador deve:
- Escolher os cantos de acordo com o tempo litúrgico e o tema do dia;

- Ensaiar os cantos com a assembléia;
- Planejar antecipadamente a celebração com as outras equipes;
- Visitar outras igrejas para trocar experiências.

2. Para que haja participação da assembléia:
- Os cantos devem ser conhecidos e de melodia fácil;

- O tom deve ser acessível, nem alto e nem baixo demais;
- Antes de iniciar, avisa-se o número do canto;
- Um animador (regente) estimula o povo a cantar.

3. O instrumentista deve:
- Acompanhar os cantos e não sobressair demais;

- Usar o instrumento para fazer prelúdio, interlúdio e poslúdio;
- Evitar qualquer barulho dos instrumentos fora de hora;
- Afinar os instrumentos antes da celebração e em local apropriado;
- Combinar o tom da música durante os ensaios.

sábado, 26 de setembro de 2009

No que consiste o nosso canto?

“Quereis cantar louvores a Deus? Sede vós mesmos o canto que ides cantar. Vós sereis o seu maior louvor, se viverdes santamente.”
(Santo Agostinho)

Sábio pensamento, este de Santo Agostinho. E é com ele que damos o ponta-pé inicial ao nosso Projeto CANTO NOVO, com uma nova roupagem, um novo foco, pois o Espírito Santo sempre tem algo inédito a nos revelar.
Podemos partilhar um pouco neste mês sobre a realidade em que se encontram nossos ministros de músicas nos dias de hoje. E devemos nos questionar:
No que consiste o nosso canto?
Sempre digo que o ministro de música vive como em uma corda bamba, a todo o momento buscando se manter firme na meta de não cair, ou seja, de não se deixar levar pelas vaidades. É uma luta constante que só terminará no céu. Aleluia!
Infelizmente, parece que se perdeu a essência do servir. Nos deixamos levar pela rotina e colocamos de lado a espiritualidade, para cumprir “obrigações” de estar sempre no mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas.
Isso precisa mudar, pois antes de FAZER, nós SOMOS, antes de desempenharmos um ministério, tivemos uma experiência pessoal com o Amor de Deus. Ele nos chamou, nos confiou um ministério que é nossa rede para pescar almas, como nos diz o Senhor :
“Vinde após mim e vos farei pescadores de homens.” (Mt. 4, 19).
Mas, é imprescindível para uma boa pescaria que as redes estejam fortes e sem danos. Por isso o Senhor nos convida a ir além, a dar um passo a mais. O de realmente nos decidir a viver o que cantamos, o que pregamos, em atos concretos. Nós não podemos estar dependentes do microfone ou de um instrumento para evangelizarmos, ou seja, necessitamos viver a autenticidade do Evangelho que consiste unicamente em amor, em amar. É o amor que marca cada parágrafo da Boa Nova, cada milagre de Jesus, todo o seu ministério e especialmente Sua morte de Cruz. Como nos ensina Santa Terezinha:
“O Amor é o ponto de partida para tudo!”.
O Amor tem que ser o ponto de partida do nosso servir, só assim ele será eficaz. Do contrário, é somente vazio, aparências, não tem alicerce, não finca raízes.
Precisamos entoar com nossas vozes o amor perfeito de Jesus, cantar o mais alto que pudermos que é esse amor louco, cravado num madeiro que cura e que salva, independente de quem canta ou de quem toca, pois o Amor de Deus não se condiciona a essas pequenas coisas, ele é muito maior. O Amor pode transformar tudo!
Temos que assumir de uma vez por todas nossos lugares de servos, nos colocarmos no último lugar e na humildade nos reconhecermos pequenos e dependentes da graça de Deus, buscando a santidade e nos tornando homens e mulheres orantes. Assim como nos afirma o CIC no nº. 2559:
“A humildade é o fundamento da oração. A humildade é a disposição para receber gratuitamente o dom da oração; o homem é um mendigo de Deus”.
Quando olharmos a nossa volta e começarmos a enxergar o sofrimento do próximo, indo ao seu encontro e direcionarmos o nosso servir neste intuito, tudo terá mais sentido e o primeiro passo será dado rumo à santidade, a vida eterna que compensará todos os sofrimentos desta terra.
Sigamos o exemplo de nossa querida Santa Terezinha do Menino Jesus:
“A santidade não está em tal ou tal prática; consiste numa disposição do coração que nos torna humildes e pequenos nos braços de Deus, conscientes de nossa fraqueza e confiantes até audácia em sua bondade de Pai”.
E que esse possa ser o nosso único desejo, sermos verdadeiros mendigos de Deus, que nada tem, nada são, senão no Senhor, que nos envolve em sua infinita misericórdia. Simples servos que somente almejam agradar o seu Senhor e fazer com que ele seja amado por todos, fazendo de nossas vidas o mais bonito e agradável louvor.
Que o nosso canto seja renovado para que junto com Jesus nossas vidas renasçam para o novo de Deus. Um abraço fraterno!

Liliane do Nascimento
Consagrada da Comunidade Chagas de Amor

sábado, 19 de setembro de 2009

Além de músico

"Meu filho, se você se apresenta para servir ao Senhor, prepare-se para a provação. Tenha coração reto, seja constante e não desvie no tempo da adversidade". (Eclo. 2-1,2)

Não poderia ser diferente... Quando orava hoje pela manhã foi com este texto de Eclesiástico que iniciei o meu dia, e são nestas palavras que me apego, quando as situações e dificuldades me perseguem...
Trabalhar com a música religiosa é um chamado, uma vocação, um sim constante e conversão diária. Todo músico, cantor(a) ou pessoas ligadas à música sabem o quanto é maravilhoso poder colocar esse dom totalmente a serviço. E quantas são as dificuldades de evangelizar hoje em nosso país. Sabemos das provações que passamos e da postura que devemos assumir. E não são poucas.
A nossa música deve ser levada com conteúdo, com melodia. Deve mudar, fazer um coração voltar-se ao Senhor, quando tudo parece difícil. Não basta apenas ter um dom magnífico, primeiramente deve-se ser filho, humano, pronto a perceber que ao redor de todos que te ouvem existem pessoas que necessitam de algo mais de você. Uma atenção, um sorriso... Um ouvido, uma partilha...
A música é uma linda profecia que deve ser vivida na vida cotidiana. Cantamos muitas vezes o que vivemos ou aquilo que queremos viver, sabendo de nossas limitações e fraquezas. Somos pessoas normais, que sofrem, se emocionam, que vivemos a sensibilidade à flor da pele, que temos nossos momentos de questionamentos, de reflexão e contemplação. Sentimos saudades, carências e buscamos o equilíbrio necessário para colocar o serviço a Deus em primeiro lugar. Você que agora lê esta pequena mensagem, com certeza convive com pessoas que trabalham com música em sua paróquia ou até mesmo você é um cantor, uma cantora religiosa. Nunca deixe que o egoísmo, a sede de querer aparecer mais que os outros ou até mesmo o dom de cantar ultrapasse o seu limite de ser humano e sentir as coisas com humildade. Se você perder isso, perderá a essência de ser de Deus. Querer aprender a ser pequeno no grande amor que Ele nos vota, também é um dom maravilhoso.

Karla Fioravante
Cantores de Deus - São Paulo-SP

sábado, 12 de setembro de 2009

O músico que não reza

Preciso ser claro quanto a uma coisa: o músico que não reza não toca com amor, mas apenas com prazer. E esse prazer é pela arte da música e não o prazer de gozar da presença de Deus. Até cantamos isso “meu prazer é estar nos átrios do Senhor….”, mas a verdade é que muitos músicos sentem-se tocados pelo arranjo da música ou pelo timbre das vozes… não estou com coração transbordando de amor por Deus.
Desculpe-me até dizer que o músico que não reza é como aquele homem do livro dos provérbios, que diz: “O que entoa canções ao coração aflito é como aquele que despe uma peça de roupa num dia de frio, e como vinagre sobre a chaga.” Pr 25,20
Seríamos exatamente isso: como vinagre sobre as chagas de alguém, ou seja, não levaríamos alívio algum, mas apenas dor e aflição. Não seríamos capazes de acrescentar nada aos outros.
Por isso meu querido irmão e minha querida irmã, antes de sua voz e do seu violão, coloque sua intimidade com Deus em primeiro lugar. Lembrem-se do que cantamos “como vela que queima no altar, se derramar de amor” …… Derrame-se mesmo, mas por um amor verdadeiro, fiel e santo!!
Aí sim nossa música dará frutos que permanecerão. (Jo 15,15).
Abraços
Jorge

sábado, 5 de setembro de 2009

Mortificação: o fôlego espiritual do músico

Para viver a sua consagração, você precisa abolir o fumo, o álcool, a droga. O fumo faz mal para sua voz. O álcool também faz mal para sua voz, mas faz maior mal para a sua pureza, a sua sexualidade. De aperitivo em aperitivo, de cervejinha em cervejinha, você acaba indo longe e cai. No ministério de música não se deve fumar nem se beber. Mas isso é radicalismo? Você pode perguntar: “Quem mal existe em fumar e em beber?” De quem você está a serviço: da vida ou da morte? O fumo traz vida? Não, o fumo traz morte. Ele acaba com o alimento da sua vida, que é o oxigênio para os seus pulmões. Não condeno os que fumam. Mas quero tirar o fumo da boca dos que fumam. Você pode entregar o seu cigarro para Deus hoje. E nunca mais fumar. É importante que no ministério inteiro todos tomem essa decisão. Um membro da nossa comunidade é irmão de um rapaz que jogou vôlei e foi da Seleção Paulista. Certa vez, o time estava saindo de viagem, quando o técnico aproximou-se desse rapaz, colocou a mão no bolso da camisa dele, e arrancou o maço de cigarro, jogou no chão, pisou em cima e disse: “Ou você joga fora essa droga e não a põe nunca mais na boca ou você não joga no meu time!”. O técnico tinha razão. Num jogo de vôlei é preciso ter fôlego e por isso não se pode fumar. Da mesma forma, um músico de Deus precisa ter fôlego e fôlego espiritual! “Ou você joga fora essa porcaria, essa droga, ou você não toca nem canta na minha banda. Decida-se!” Com o álcool é a mesma coisa. Quem teve um pai ou mãe alcoólatra sabe o que é isso… E muito músico foi vítima da bebida. Se você não teve esse problema na sua casa, graças a Deus, mas já viu em outras famílias o que é alguém que bebe. A bebida é morte. Satanás usa do álcool para matar pessoas. Matar famílias. Matar vidas. Matar amor. Você queria ser concebido pela embriaguez do seu pai? Queria ser fruto de um relacionamento em que seu pai, bêbado, teve sua mãe de maneira forçada e brutal? Claro que não! O álcool leva à degradação, à morte, à morte do amor. Porque, em seu ministério de música, você precisa beber? Há tanto suco, refrigerante e tanta água neste mundo de Deus! Você não precisa do álcool! Por que estou dizendo isso? Porque se outros conjuntos e bandas estão a serviço de satanás, é preciso que você, de um ministério a serviço de Jesus Cristo, se mortifique e faça um jejum voluntário. O nosso ministério de música faz jejum voluntário de cigarro, de álcool e de drogas, para que cada um seja realmente consagrado com força. Se você não começar a fazer jejum dessas coisas mínimas, como cigarro, álcool, você não resistirá a tentação nenhuma: não viverá como consagrado e não conseguirá se afastar da tentação que atinge de cheio o músico de Deus. Não seja mais ingênuo, comece o seu jejum pelo álcool. Deixe, a partir de hoje, o cigarro e a bebida. Seja como João Batista! Você, músico, que prepara o caminho do Senhor, tem de ser como João Batista. Do contrário você é um ingênuo. Você só quer sucesso? O seu sucesso vai derrubar você! Queira Deus que ele [sucesso] não derrube a sua banda, o seu conjunto, o seu ministério de música! Se você vê alguém que entra nessa, tire esse menino ou menina do grupo. Você não pode confiar em alguém que só quer sucesso: ele não aguenta nada. Aquele treinador de vôlei arrancou o maço de cigarro daquele rapaz, jogou-o no chão, pisou em cima e disse: “Ou você joga fora essa droga e não a põe nunca mais na boca ou você não joga no meu time!”. Jesus tem o direito de fazer a mesma coisa. Você que está à frente do seu ministério de música tem o dever de fazer isso também: seja um treinador severo, como aquele treinador de vôlei.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
Fonte:
http://www.cancaonova.com/

sábado, 29 de agosto de 2009

Músico católico: quem ele deve imitar?

Creio firmemente que todos os seres humanos tem vocação musical. Uns em maior ou menor grau revelam-se ao longo da vida. Isso é baseado nas minhas observações e experiência. Já vi aqueles ditos desafinados tornarem-se cantores depois de muito estudo e dedicação. Mas vamos ao ponto. O que leva alguém a ser músico? Obviamente há muitas respostas.
Para mim é o modelo. Explico: quantos de nós vendo um cantor ou instrumentista já nos deparamos com o desejo de cantar ou tocar como ele? Como acontece com o futebol onde as crianças se espelham no Romário, Ronaldinho, etc. Vejo esse processo na música.
Quando adolescente me causou impacto ver o guitarrista de uma banda ao vivo tocando em um show. Pensei: quero ser como ele.
Quando me converti e me dispus a tocar e cantar na igreja não havia modelos na época. Sequer havia música católica disponível. Então deparei com algo que marcou minha vida para sempre.
"Imitai a Deus, visto que sois filhos que ele ama." (Ef. 5,1)
Era isso! O Músico católico tem outro modo de se relacionar com as pessoas e os demais. Tem que perseguir esse ideal: quando toquei ou cantei quantas pessoas viram a Deus em mim? Quantas curas, milagres e prodígios da parte de Deus foram manifestadas?
Os que acompanham meu ministério podem confirmar. Os elogios a minha pessoa passam desapercebidos. Entram por um ouvido e saem pelo outro. Persigo a ação e obra do Espírito de Deus em meu tocar e cantar.
"Entoai juntos salmos hinos e cânticos inspirados: cantai e celebrai o Senhor de todo o vosso coração." (Ef. 5,19)
Davi quando jovem estava a serviço do Rei Saul pois sua música acalmava o coração atormentado do Rei. É o melhor exemplo que conheço nas escrituras para alertar-nos. Davi o futuro Rei se tornou servo do Rei de então como músico pelo seu modelo de despojamento e canal da graça de Deus em seu ministério. Davi deve ser sempre nosso modelo de músico e de filho de Deus.


Fonte: Portal Kairós
Autor: Magrão - Banda Nova Geração

sábado, 22 de agosto de 2009

A postura do músico

Inicialmente ao falar de postura é preciso avaliar locais, situações, ocasiões. A palavra significa posição do corpo ou parte dele; atitude. Logo, podemos ir além da postura e falar de comportamento que vem a ser o conjunto de reações de um indivíduo.
Habitualmente o que se espera de um ministro de música na igreja é que tenha um comportamento adequado e um movimento de acordo com o ambiente em que está; incluindo bom senso principalmente.
É um tanto complexo falar de posturas e comportamentos, pois se questiona o que é certo e errado, conceitos chegam às pessoas como julgamentos. Não é esse o objetivo desse artigo. Na verdade é apenas para relembrar que é preciso ter uma postura nas celebrações. Lembrar que servimos a Deus, e a igreja é um local sagrado que exige respeito, silêncio, atenção, levar o povo a rezar, celebrar com os momentos de festa, enfim ser instrumento para Aquele que nos colocamos a serviço. Isso inclui um comprometimento, não apenas nos finais de semana, ou durante a celebração, mas está no agir diário de ser cristão em qualquer local e situação.
Durante as celebrações, é bom lembrar, inclusive, que o ministro de música canta com a comunidade e não para a comunidade, o que temos aí uma diferença. O músico, neste caso, tem como missão levar as pessoas a celebrarem e não assistirem uma apresentação musical. Aliás, podemos citar muitas paróquias em que o grupo de canto apenas canta para si mesmo, e a comunidade só assiste. No caso da Santa Missa, o centro é o Cristo, os animadores devem partilhar da canção com povo. Se os cânticos forem novos, ensaiar com a comunidade antes da celebração seria uma boa idéia, mas não cantarem apenas músicas conhecidas por eles (os músicos) e deixar o povo apenas de expectadores/ouvintes.
Algo de suma importância é um bom diálogo com o celebrante, o padre! O sacerdote deve saber as partes da liturgia que foram preparadas para serem cantadas (Glória, Salmo, Santo, Pai-Nosso, Cordeiro), saber os cânticos escolhidos (Entrada, Oferenda, Comunhão, Final) e certamente tais cantos devem estar de acordo com o rito do dia.
Há um grande número de jovens participando de grupos de cânticos nas missas, é belo vê-los presente, mocinhas, rapazes, é nossa igreja amanhã, pais e mães em um futuro próximo, porém esse é o momento de catequizá-los. Deixar os chicletes, blusinhas curtas, decotes, transparências e shorts curtinhos para outros ambientes. Convenhamos que não seja a melhor opção em uma celebração Eucarística e dentro de uma igreja.
Outro detalhe que é necessário citar é a altura dos instrumentos musicais nas celebrações, às vezes estão tão alto que não se escuta letra, o grupo e a comunidade. Instrumento é acompanhamento na celebração. Deve-se ter bom senso quanto a isso, não adianta muito barulho onde se celebra a palavra cantada.
Vale lembrar que conversas paralelas durante a celebração, mesmo que sejam sobre as músicas escolhidas, tons, etc., não é correto. Uma boa dica é marcar um dia e horário para discutir sobre as leituras, os cantos apropriados e os tons das canções. Na hora da celebração certamente não é o mais coerente. No caso de uma extrema necessidade, usar de discrição seria o mais viável.
Durante a execução dos cantos, também existe uma forma de se portar. A postura de nosso corpo deve estar de acordo com aquilo que se canta. A expressividade é um todo. Além das técnicas aplicadas ao canto, também é importante observar como se apresentar, como transparecer nossa essência, como sorrir e respondemos a essa expressividade. Ao cantar, os olhos, o corpo, a face corresponde ao que a música representa em nós e procura-se através das canções levarem pessoas a Deus!
“A harmonia dos sinais (canto, música, palavras e ações) é aqui mais expressiva e fecunda por exprimir-se na riqueza cultural própria do povo de Deus que celebra”. CIC 1158
Colocar um dom à disposição da igreja é colocar sua vida em serviço. Que saibamos estar inteiros em nossa missão, fazendo de nossa música uma música voltada para o Cristo e levando nossos irmãos a celebrar em harmonia com nossa expressão.

Karla Fioravante
Cantores de Deus - São Paulo-SP


sábado, 15 de agosto de 2009

Dicas de como cuidar da voz

"Ela é seu maior instrumento de evangelização. Por isso cuide bem dela!”

“A vida e a saúde física são bens preciosos doados por Deus. Devemos cuidar dela com equilíbrio, levando em conta as necessidades alheias e o bem comum”. C.I.C. 2288

A pedido de vários e-mails que recebi, preparei alguns tópicos que poderá ajudar no cuidado da voz. Este material servirá para você, cantor, telefonista, professor e a todos que usam a voz como instrumento de trabalho.
Lembre-se que estes são apenas tópicos de ajuda, se você puder, procure um bom Fonoaudiólogo para tirar suas dúvidas e obter informações ou você poderá estar adquirindo o meu livro “Ministrando a Música”, que será também muito bom para lhe auxiliar. Nele há mais dicas, é um livro bem didático e de fácil compreensão.

Dicas:
1. Evite Fumar. O fumo é um dos maiores agressores das pregas vocais, podendo causar câncer de laringe e pulmão. O ar quente irrita e resseca as pregas vocais, fora que é um contra-testemunho cristão. “O Ministério da Saúde adverte: Fumar é prejudicial à saúde”.2. Evite consumir drogas. Elas são lesivas às pregas vocais, podendo alterar consideravelmente a voz. Não esquecendo que nós, católicos temos Deus para preencher todo o vazio.
3. Evite bebidas alcóolicas. A bebida pode causar irritação no aparelho fonador e imunodepressão, provocando uma sensação de anestesia e melhoramento “aparente” da voz. Ela desidrata e causa diversos males ao indivíduo e sua família.
4. Procure diminuir a quantidade de fala e evite gritar.
5. Se for alérgico, evite tudo que afetá-lo, principalmente poeira, mofo, umidade, cheiros fortes e contato com animais domésticos.
6. Evite pigarrear e tossir com freqüência, pois tudo isto irrita demais as pregas vocais pelo atrito produzidos por elas. Engula saliva para amenizar o incômodo. Uma dica é produzir com sua voz a expressão "triiii", vibrando a língua, sempre com suavidade.
7. Se estiver em ambiente muito barulhento, não eleve muito a intensidade da sua voz, procure articular mais e evite falar muito, não competindo com sons mais altos. Converse sem gritar!
8. Ambientes com ar-condicionado não faz bem à nossa voz. Se não puder evitá-los, beba muita água, pois ele causa um ressecamento nas pregas vocais, além de conter muita poeira e ácaros, ventiladores especialmente sujos são igualmente péssimos para cantores.
9. Beba muita água, Mantenha seu organismo hidratado. Quem usa a voz precisa beber no mínimo 2 litros de água por dia, a região da boca e laringe deve sempre estar hidratada. Faça isto tanto no verão, como no inverno.
10. Evite mudanças bruscas de temperatura. Tente não tomar bebidas geladas ao falar muito ou ao sentir seu corpo muito quente. Nosso alimento deve variar em 30ºC e 40ºC, pois acima ou abaixo, poderá causar um choque térmico.
11. Coma sempre alimentos leves, como frutas e verduras (mastigando bem) e evite os muitos condimentados, evite também o delicioso chocolate, leite, banana e café antes do canto, pois eles aumentam a produção de muco na laringe. Maça faz bem antes de cantar, ajuda na limpeza da boca e da laringe.
12. Os sprays ou pastilhas para garganta só devem ser usados sob orientação médica. Eles podem mascarar doenças mais sérias ou levá-lo a abusos vocais causados pela falsa sensação de alívio.
13. Use roupas leves, de tecido natural, evitando apertar a região da cintura (por causa da respiração) e do pescoço (onde ficam as pregas vocais). Procure usar mais sapatos de sola de couro, assim como saltos mais baixos, que mantenham uma melhor postura corporal.
14. Pratique alguma atividade física, natação e caminhadas (sem falar) e alongamentos. Musculação, tênis, vôlei, judô e boxe podem ser contra-indicados por causar tensão muscular muito intensa no pescoço e ombros.
15. A sua voz é única, tente não forçar para imitar um cantor que cante mais grave ou agudo que você. Cante sempre confortavelmente.
16. Não existe um tom ideal fixo para cada pessoa. A escolha do tom de cada música depende de sua extensão vocal e da extensão da melodia da canção. Você não precisa cantar no tom original do CD de nenhum cantor, você precisa procurar um tom que seja bom para sua voz e lhe permita cantar de maneira confortável e bonita.
17. Se você sentir rouquidão, sensação de aperto na garganta ou algum incômodo na voz por mais de uma semana, procure um especialista (otorrinolaringologista). Prevenir é sempre o melhor remédio e mais barato!
18. Você sabia que cochichar é prejudicial à saúde da voz? Ao contrário do que aparenta, exige um grande esforço vocal.
19. Faça um bom aquecimento vocal antes de cantar e um bom desaquecimento após cantar. Procure um professor de canto ou adquira o nosso CD de Técnica Vocal.
20. Faça repouso vocal sempre que usar muito sua voz, antes e depois de falar ou cantar.
21. Não seja relaxado ou omisso, cuide do seu instrumento (a sua voz).

“Toda vida humana, desde o momento da concepção até a morte, é sagrada, porque a pessoa humana foi querida por si mesma à imagem e à semelhança do Deus vivo e santo”. C.I.C. 2319

Luiz Carvalho -
luizcarvalho@recado.org.br
Fundador da Comunidade Recado - www.recado.org.br

sábado, 8 de agosto de 2009

Músico servo de Deus

A paz e a Misericórdia estejam com você.
Quero através desta formação ajudar você músico do Senhor a descobrir o valor do seu dom dado de presente pelo Deus da vida.
O caminho não é fácil para servir ao Senhor com esta arte, não é para qualquer um, tem quer ter garra, coragem, determinação, um profundo coração adorador e se dar pelo outro.
Quantas vezes você já pensou em desistir?
Quantas vezes você já pensou em deixar tudo, porque ninguém reconhece o seu trabalho?
Quero dizer que Jesus Cristo te reconhece, Ele sabe das dores do seu coração, o quanto você sofre para servi-lo. Quero que você não desista nunca de Jesus, quando pensar em desistir lembra da Cruz, o quanto Ele sofreu por você.
Leve o nome de Jesus na sua canção e deixe ser transformado por Ele. Quando eu peguei no violão pela primeira vez, sabia que algo iria mudar a minha historia, porque a música já estava dentro de mim, então comecei a tocar, é engraçado, mas tinha o sonho de ser cantor sertanejo. Fui vivendo essa ilusão dentro de mim, querendo ser famoso, reconhecido pelas pessoas, mais graças a Deus e minha mãe isso não aconteceu, ela inspirado por Deus, não deixava que eu faltasse a Santa Missa, catequese e grupo de oração.
E assim, fui caminhando até que um dia o meu professor de catequese me levou para tocar no grupo de jovens. Lembro-me como se fosse hoje, eu sentado no banco da Igreja com o violão na mão e a cabeça para baixo, tinha muita vergonha, toquei um “grande repertório”, apenas três músicas.
Foi assim que começou a minha história com o Senhor, então comecei a caminhar e buscar formação, não parei em nenhuma dificuldade que apareceu em minha frente, nunca desisti, o sonho que tinha de ser cantor famoso, transformou-se em evangelizar através da música.
Espero que com uma pequena história de minha vida, possa ajudar você a ser um músico e servo do Senhor.
Você que toca ou canta para evangelizar, não deixe que nada tire o seu foco, que é Jesus, dê seu melhor para Ele, porque Ele deu o melhor que tinha para você, dedique-se para que quando as pessoas olharem para você elas possam ver o próprio Jesus, seja reflexo do Amor, é Ele que tem que aparecer. Vejo hoje muitos músicos dando show e se esquecendo de fazer o principal que é mostrar Jesus através da sua arte, deixe o Espírito fazer de você um verdadeiro propagador do Amor de Deus, seja livre em Deus.
Seja sempre um servo do Senhor.

Santa Cecília rogai por nós!

Seu irmão,

Junio Mota Fernandes
Comunidade Católica Filhos da Misericórdia
Jesus, eu confio em Vos!

sábado, 1 de agosto de 2009

O músico católico

O músico tem uma função muito importante na Igreja Católica e alguns dos seus principais compromissos é o testemunho, o serviço, e o anúncio do Evangelho. E para que a graça e o amor de Deus sejam derramados a sua espiritualidade precisa estar embasada na Santa Missa, na adoração Eucarística e no profundo conhecimento da Palavra. Só assim poderão vencer as batalhas, porque os músicos são enviados à guerra, uma guerra que não compete a nós humanos, mas a Deus.
Os músicos são o pelotão de frente e enquanto batalham com as mãos ao tocar e com as vozes ao cantar, devem orar com o coração, estarem ungidos e glorificar a Deus. Como aconteceu com os levitas, que ao tocar seus diversos instrumentos na mesma sinfonia em louvor ao Senhor, exaltando sua bondade e sua misericórdia que é eterna, o templo se encheu de uma nuvem tão intensa que não deixara que os sacerdotes permanecessem no local, tão grande era a Glória que enchia a casa de Deus (II Cro 5,13). Imaginemos que momento mágico foi este, pois quando o louvor era ministrado ao Senhor, a Glória de Deus invadia aquele lugar. Daí a certeza do poder que há em nós, basta que nos deixemos levar pelo Espírito Santo e que reconheçamos a grandeza do Pai.
O Espírito Santo é pura criatividade, e ao se abrir em seu auxílio a graça acontece. Assim acontecia com Davi, era valente, tocava bem e o Senhor estava sempre com ele. Quando um espírito maligno perturbava o Rei Saul, Davi tocava sua harpa e através do poder de Deus que estava em sua ministração, o espírito mau se retirava (I Sm 16,23). Isso é unção, fé e coragem. Deus quer usar a nós músicos na mesma dimensão espiritual de Davi, só depende de nós.
Através da unção vinda como fonte de inspiração a música vem como cura e libertação, seja ela ministrada ou quando brota no coração melodia e letra. A música envolve, fascina e transmite alegria, quando ministrada com a alma ela contagia. Não há barreiras que se quebrem e corações que não se abram quando a musicalidade aflora a partir dessa divina inspiração.
Deus quer almas, vidas transformadas e a música têm esse poder, de contagiar, de curar, desde que venha do céu por inspiração do Espírito Santo.
Deus abençoe a nós músicos e que a cada dia possamos ser embriagados pela água cristalina que jorra do céu.

Sua irmã
Eva Aparecida de Jesus
Vocacionada da Comunidade Católica Filhos da Misericórdia

sábado, 25 de julho de 2009

A espiritualidade do músico católico

A Paz, irmãos!
Segue abaixo um artigo do nosso querido Padre Roger Luís da Canção Nova.O conteúdo é muito ungido, é uma verdade que há muito tempo eu não via nem ouvia ser pregada, ensinada… Não sei por que… Existem Verdades que misteriosamente vão caindo no esquecimento do povo de Deus, a partir dos líderes, pregadores, animadores, etc.
Ulisses

Beba da graça abaixo:
O Espírito Santo é a criatividade por excelência. É Ele quem dá a criatividade.
O músico exerce uma função importante na liturgia e também nos momentos de louvor. O que precisa estar muito presente no coração dele é a dinâmica da espiritualidade. A espiritualidade do músico católico deve ser voltada para a experiência católica.
Um exemplo: um músico católico que não vai à Missa, deixa de ser um músico católico, porque ela é o auge da espiritualidade católica. Outra coisa que precisa ficar presente na espiritualidade do músico católico é a Adoração Eucarística, buscar Jesus na Eucaristia e todas as suas vertentes, como a intimidade com a Palavra de Deus.
Você, músico, conhece muito bem as fontes de inspiração. Quando a música brota da Palavra de Deus, ela tem uma eficácia sobrenatural, basta você musicar a Palavra pela inspiração, buscar a harmonia no coração de Deus e você vai ver como a música “pega”. A Bíblia em si já traz vida, libertação e cura. Precisamos fazer uma experiência com a Palavra de Deus.
Algo importante também é a intimidade com o Espírito Santo, porque – em minha opinião, e creio que não seja só em minha opinião – isso é obra de Deus, pois a inspiração da música católica precisa vir do Espírito Santo.
Nós também não precisamos consultar harmonias da música secular para colocar na música católica. Pois, assim, perde em unção, perde em eficácia, porque o Espírito Santo é a criatividade por excelência. É Ele quem dá a criatividade, então, não há necessidade de buscá-la em outras fontes.
Há uma passagem do profeta Jeremias que diz: “Os grandes da cidade enviaram os servos à procura de água. Encaminham-se estes às cisternas; água, porém, não encontram, e voltam com os recipientes vazios, envergonhados, confundidos, cobertas as cabeças” (Jer 14,3). O povo estava deixando as águas puras para buscar água em cisternas vazias.
Isso é muito importante para que tenhamos consciência. Não deixe a “água pura”, a fonte da Palavra, da Eucaristia, da experiência dos santos, do relacionamento pessoal com a Virgem Maria. Tudo isso é fonte de inspiração. Não busque em “cisternas” vazias! Deus fala a nós nessa Palavra e nos indica o caminho a seguir.
A música, então, precisa brotar da oração e não de um acorde secular. O acorde é Deus quem vai dar. Conheço muitos músicos e, partilhando com eles sobre o nascimento de uma música, sei que ela vem de um momento de oração e Adoração Eucarística.
A música católica não é feita para fazer sucesso. O sucesso que Deus quer são almas salvas, vidas transformadas, pessoas curadas! E a música tem este poder. Assim como tem o poder de fazer uma pessoa se embriagar, se drogar – como vemos, por exemplo, nas festas rave – ela tem o poder de transformar uma vida. Nós precisamos “virar a mesa”, virar o jogo e apresentar uma música pura, que vem do Céu e transforma vidas.
Que Deus abençoe você e que Ele próprio o inspire. Não busque fora de Deus, porque só Ele tem a inspiração para o novo da sua canção.

Padre Roger Luis da Silva
Comunidade Canção Nova

sábado, 18 de julho de 2009

É preciso ter um cântico profético

“Minha alma glorifica o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador...” (Lc 2,46-ss)
Estamos no mês de maio, um mês, no qual, com todo carinho, dedicamos à Nossa Senhora, à Mãe de Deus e nossa mãe. Portanto quero partilhar com vocês um pouco da presença da Virgem Maria na vida do ministro de música.
Os versículos acima citados fazem parte do Magnificat, também conhecido como o “Cântico de Maria”. O que levou Nossa Senhora a dizer, a cantar tão belo louvor à Deus? De forma bem resumida trago 3 pontos:
Primeiro, Maria estava cheia, repleta do Espírito Santo. Ela é a esposa do Espírito Santo, a cheia de graça. Foi por obra dEle que Jesus foi gerado no seio virginal de Nossa Senhora. Foi a ação do Espírito Santo que fez com que uma “simples” saudação à Isabel, sua prima, enchesse-a do mesmo Espírito. Maria, íntima do Espírito Santo.
Segundo, ela trazia em suas entranhas o Filho de Deus, Jesus. Não estava só! Jesus e Maria se nos apresentam, neste mistério, tão intimamente unidos, que Jesus está todo em Maria, e Maria toda em Jesus. Esta união mística não se rompeu com o nascimento do Senhor. Os corações jamais se desuniram. Maria, íntima de Jesus.
Terceiro, Maria conhecia a Palavra de Deus, porque cada parte desse cântico é retirado de um trecho das Sagradas Escrituras. Resplandece no Magnificat a laudação própria dos salmos e nele se vêem reminiscências também de vários livros do Antigo Testamento, como dos profetas, do Pentateuco e dos Livros Sapienciais. Em média há 14 citações diferentes do Antigo Testamento. Maria, íntima da Palavra de Deus, íntima de Deus.
Com Maria, aprendemos hoje que necessitamos ser íntimos de Deus Pai, de Jesus Cristo e do Espírito Santo. Ler as Sagradas Escrituras, adorar à Jesus Sacramentado, clamar o Espírito Santo, participar da Santa Missa, são atitudes que todo cristão precisa realizar. Podemos somar ainda a reza do Santo Rosário, uma forma de, unido à Maria e por Sua intercessão, sermos mais próximos de Deus.
Dessa forma, amigo músico, o seu canto também será profético!

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

Em Cristo,
Emanuel Stênio
Missionário e músico da Canção Nova

sábado, 11 de julho de 2009

A arte clínica da música

por Karla Fioravante

“Musicoterapia é a utilização da música e/ou de seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia), por um terapeuta qualificado, com objetivo de facilitar e promover comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização entre outros objetivos terapêuticos relevantes, buscando atender às necessidades físicas, mentais, sociais e cognitivas”. (Federação Mundial de Musicoterapia)

Ao falar em Musicoterapia, logo vem a pergunta: Como funciona esse método terapêutico? – É aula de música? Canta-se, toca-se para o paciente? Como é que se dá esse processo?Inicialmente, deixaremos bem claro que a Musicoterapia não é aula de música e nem apenas uma forma de atuação onde o terapeuta canta e toca com o paciente.
O Musicoterapeuta é um profissional qualificado que cursa quatro anos de graduação e se aprimora tanto na parte clínica, quanto na parte musical, que é utilizada como instrumento de trabalho por esse profissional. O estudante de Musicoterapia tem aulas de música (percepção, instrumento, canto, teoria musical), aulas de psicologia, neurologia, psiquiatria, gerontologia que são áreas médicas, além da História da Arte, Filosofia, Sociologia etc. Foi reconhecida como ciência apenas nos últimos 50 anos, após a 2ª Guerra Mundial em hospitais nos EUA. Era uma das únicas formas de terapia, que buscava desenvolver e/ou restaurar funções do indivíduo, por ser um processo dinâmico, criativo e estreitamente vinculado à Medicina (1889). A música e a aplicação de sons tratavam problemas emocionais, traumas pós-guerra, restabeleciam funções e proporcionavam bem-estar e qualidade de vida às vitimas da guerra.
As possibilidades de comunicação através da música estão na capacidade de ultrapassar a censura verbal consciente e sua ligação íntima com a vida. (Priestley, 1987). O processo terapêutico se dá a partir da aliança entre o terapeuta e o paciente; na confiança e abertura para que sejam partilhadas experiências passadas e futuras; abrindo-se para perceber e notar movimentos e respostas no meio social e conteúdos internos. Nesse processo ocorre uma aliança, sendo que a forma de expressão do paciente não se baseia apenas na verbalização do sujeito ao terapeuta, mas também, na expressão não verbal, e sim, musical do paciente. Os movimentos não verbais também expressam muito de si a outrem, portanto, o que se ouve, como essa música chega a nós, que conteúdos manifestados reportam e lembram, demonstram parte de nós que deve ser trabalhado em terapia.
O fazer música junto, o compor, improvisar, recriar e o ouvir fazem parte deste processo. São partes de um todo, onde o principal beneficiado é o paciente; onde o terapeuta pode executar da melhor e mais eficaz forma sua atuação, promovendo saúde, alcançando os objetivos terapêuticos de melhora do paciente. Indicações: Área de Saúde: Doença Mental (Psiquiatria Geral) Deficiência Mental, Geriatria, Síndromes Genéticas, Paralisia Cerebral, Deficiência Sensorial – cegueira, surdez -, Autismo, Distúrbios Neurológicos. Prevenção e Processo Neonatal: Gestantes, bebês, crianças, adolescentes, adultos. Escolas e Educação: Distúrbios e Déficit de Atenção e Hiperatividade, Desenvolvimento psicopedagógico. Processo Social: Musicoterapia nas Empresas e Instituições.

sábado, 4 de julho de 2009

Música também é vocação...

Para se chegar ao coração de alguém, levando consigo a imagem e o amor do Pai, através do meio mais belo que é a Arte, a Música, é necessário a consciência de atitudes práticas que nos colocam diante da vontade de Deus, e nos fazem discípulos anunciadores da Boa Nova de Jesus Cristo.
A primeira delas, é reconhecer a graça de ser um escolhido para anunciar. Reconhecer em si a autoridade divina que nos transforma de simples músicos a instrumentos da graça.
Você já pensou na maravilhosa missão que Deus te concede a cada dia enquanto músico cristão? Muitos parecem querer estar à frente, ministrando... Começam por achar que devem tocar, cantar, estar envolvidos porque “gostam de música” ou porque “ Deus falou”, quando na verdade: assumir um ministério significa responder a um chamado específico. Um convite destinado a poucos, com o propósito de estar a serviço, com a disposição para ser humilhado, não apenas ser ouvido, às vezes tratado com indiferença, porque os homens agradáveis a Deus são provados pelo caminho da humilhação.
Sabemos que a música faz parte da nossa vocação quando somos capazes de reconhecer as dificuldades e , apesar delas, saber que valerá a pena seguir em frente.
Pe. Jonas (Fundador da Comunidade Canção Nova) fala em seu livro: “Músicos em ordem de batalha”, da importância de se reconhecer como escolhido para essa missão de “resgate de almas”. Ele diz logo no primeiro capítulo: “... Seu trabalho é de transformação de pessoas, de estruturas, de sociedade, transformação de humanidade, para fazer novas criaturas, um mundo novo... Nossa tarefa é uma guerra, é uma luta contínua.
Não podemos esquecer que o inimigo é desleal.”
Por isso amigo músico, para seguir firma nesta batalha espiritual, é preciso ter claro antes de mais nada o chamado que devo responder e a responsabilidade que possuo perante Deus na posição que ocupo. “Não fostes vós que me escolhestes, mas Eu escolhi a vós e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo 15,16).
Partindo dessa certeza, e contando com a graça de Deus através de nossas orações, é preciso agora estar aberto para o NOVO, para a ação de Deus no coração e na vida das pessoas que se aproximarem.
Nos próximos programas, conversaremos sobre os meio de se chegar a um projeto pleno, enquanto ministros de música, respondendo da melhor forma a este chamado do próprio Cristo.

sábado, 27 de junho de 2009

Músicos consagrados

É preciso dar ao Senhor toda glória, com Ministérios de música verdadeiramente consagrados a Deus.

A música arrasta multidões! A mentalidade que ela produz, cria realmente opinião. Faz a cabeça e o coração. Infelizmente, há uma multidão de artistas, de bandas e conjuntos que, mesmo sem uma consagração formal, estão à serviço de Satanás.
Antigamente se pensava, que os nomes, as atitudes de serem consagrados ao demônio, era apenas um gesto agressivo para atingir a sociedade. Só que, se percebeu depois que, não era isso.Bem ao contrário: eram consagrados mesmo! Para terem sucesso e realizar o que eles queriam...
Além desses que sabem e que vivem assim por opção, músicos, conjuntos e bandas, sem fazerem uma consagração formal, estão à serviço de Satanás: com a música que cantam, com os shows que fazem, com as letras que divulgam, com os seus procedimentos e atitudes.
E Deus não exige. Ele quer que se dê com liberdade, com amor. O Senhor está pedindo isso de você, do seu ministério de música, da banda, do conjunto onde você toca e canta. Que o seu ministério, que o seu conjunto, sua banda seja consagrada ao Senhor.
Ou você tem um ministério de música consagrado ou cai e todos caem. Para viver a sua consagração, você precisa abolir: o fumo, a droga, o álcool. O fumo faz mal para sua voz. O álcool também faz mal para sua voz, mas faz maior mal para a sua pureza, a sua sexualidade. No ministério de música não se fuma e nem se bebe.
Tenha certeza: A vitória será sua. A vitória será de Deus! Mas, você não pode continuar sendo ingênuo. Ou você é consagrado inteiramente ao Senhor e vence Satanás pelo poder de Jesus, ou é um ingênuo, que faz um pouquinho de sucesso e depois é derrubado por ele. É colhido como se colhe o joio e é jogado na lama.
Por isso, músicos de Deus: 'Ou santos ou nada.' É preciso se decidir por compromisso de castidade e vivê-lo.
Quando o grupo, a banda inteira faz um compromisso de castidade, um cuida do outro, para nenhum cair.
O povo de Deus necessita, esse mundo precisa ter conjuntos, bandas e Ministérios de música inteiramente consagrados ao Senhor. Porque você músico, artista, é o mais almejado pelo inimigo. Porque até hoje, ele reinou no mundo da música. E como príncipe desse mundo, tem o domínio da música, da arte.

sábado, 20 de junho de 2009

As Virtudes do Músico

Olá, amigos, músicos de Deus!
O ato de evangelizar depende de diversos fatores que, às vezes, são impecilhos no nosso caminho, dificultando nossas missões.
Nós, "cantores de Deus", evangelizadores através da música, somos os que mais sofremos com estes problemas, pois há diversas barreiras que atrapalham o nosso servir. É neste momento, em que encontramos barreiras e impecilhos, que devemos pensar mais longe...
Como músicos, devemos sempre rezar com nossos instrumentos musicais. Nunca devemos fazer da música um momento de "entretenimento mundano" e associar a música religiosa com as músicas do momento, do mundo. Quando todos os integrantes do grupo (ou banda) passam a rezar com seus instrumentos, colocando seus talentos e dons musicais a serviço da comunidade, fazendo de cada mísera corda ou de um simples acorde um verdadeiro louvor e adoração a Deus, a hamornia se completa e muitas pessoas são tocadas e transformadas.
Ajudar os fiéis (assembléia) a rezar através dos cantos também é uma missão do ministro de música. Quantas vezes escolhemos cantos novos, lindos, com um conteúdo religioso maravilhoso, mas se quer ensinamos os fiéis a cantar, seja através de livros, folhetos, projeções ou apenas proclamando sua letra entre as estrofes? É neste momento que devemos ser canais da graça de Deus, ministros de música, querendo ver os fiéis cantando e se esforçando para isso.
Nunca devemos cantar a música que soa melhor aos nossos ouvidos (só porque ela é bonita e tem uma linda melodia), e sim devemos cantar com o coração, entoando a música que servirá exatamente para aquele momento, que com certeza, será inspirado pelo Espírito Santo de Deus.
Pelo canto se louva a Deus... Santo Agostinho nos ensinou que "quem ama canta, e quem canta reza duas vezes". Precisamos entender que se cantarmos "errado", estaremos pecando duas vezes...
Baseados nestas "virtudes dos músicos", precisamos mudar o nosso agir dentro de nosso grupo, banda e/ou nossa comunidade.
Pense bem!
Jesus abençoe!

Rafael de Angeli

sábado, 13 de junho de 2009

Cristão, a primeira vocação do músico

"A música tem poder. Ela pode envenenar ou salvar. A música nunca é neutra"

Em primeiro lugar, a sua vocação é ser cristão. Cristão é um outro Cristo. É um continuador de Cristo. Antes de tudo, o músico é cristão. Precisa ter no coração, com Jesus, a ânsia de salvar almas. Meu pai Dom Bosco, tinha um lema: “Daí-me almas e ficai com os resto. Fica com o resto; o resto não me interessa. O resto é resto. Daí-me almas! Eu quero as almas”.
Não posso ser diferente. Não porque sou filho de Dom Bosco, mas porque, como ele, sou cristão. Você é cristão: temos a mesma vocação. Somos outro Jesus. Como continuador de Jesus, só posso viver assim: “Daí-me as almas, o resto não me interessa, o resto é resto”.
Ministério de música é fundamental, é tropa que vai a frente... Que não vai se exibindo, tocando bonito, apenas para fazer aparato. Não é como nos desfiles, para ser aplaudido! A melhor “fanfarra” ganha prêmio. A melhor “baliza” ganha troféu. Não confunda isso com escola de samba.
Ministério de música não é desfile: é tropa de combate.
É ume exercito em batalha! Você músico, está na linha de frente. Não para se exibir, mas para defrontar-se com o inimigo. Se você traz instrumentos nas mãos, eles são para a guerra. Se traz vestes especiais, elas são para a guerra. Em cada atividade que você participa na paróquia, tocando nas missas, nas reuniões, nos grupos de oração, nos louvores, nos shows de evangelização, nos grandes cenáculos, onde quer que seja, o objetivo é atingir as ovelhas.
O objetivo é tomar as ovelhas das garras do lobo, arriscando a própria vida. Você pode até dizer que só está cantando... Mas é preciso ter um coração de evangelizador! Você está cantando por causa da evangelização! Precisa cantar com o poder de atingir almas, atingir vidas, converter corações.
A música tem poder. Ela pode envenenar ou salvar. A música nunca é neutra. Ela é uma flecha que tem algo na ponta. É como os índios faziam: ou ela leva remédio ou leva veneno e mata. Não existe música inócua. Mesmo aquelas que não têm letra ou levam salvação, paz, alegria e Deus ou levam veneno e morte. Você precisa ser boca de Deus para atingir com vida e salvação.

Do livro: Músicos em ordem de batalha - Padre Jonas Abib

sábado, 6 de junho de 2009

Músicos impulsionados pelo Espírito Santo

Tocar as notas de uma construção melódica já não é o mais importante...

Acreditamos que a palavra que transforma o coração, pode produzir em cada pessoa uma melodia diferente. A intensidade da melodia é o coração que determina; o timbre é o coração que oferece. Harmonizando tudo isso, teremos uma canção de Salomão, uma canção de subidas aos Céus.
Leia este pequeno fragmento do Salmo 127, deixando o seu coração cantar por meio dele:
"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Senhor não guarda a cidade, debalde vigiam as sentinelas. Inútil é levantar-vos antes da aurora, e atrasar até alta noite vosso descanso, para comer o pão de um duro trabalho, pois Deus o dá aos seus amados até durante o sono." (SI 127,1-2)
É Deus quem constrói a casa. É ele quem edifica a Igreja, os movimentos e o seu ministério. Contudo, queremos nos deter na ferramenta usada por Deus para construir sua obra.
No Antigo Testamento, Deus escrevia suas leis em tábuas. Porém com a vinda do novo Adão, Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus passou a escrever suas leis em tábuas de carne, isto é, em nosso coração. A tinta usada por Deus é o sangue de cristo, e o pincel (ou seja, a ferramenta) é o próprio Espírito Santo. Sendo assim, podemos dizer que sem o Espírito Santo, toda construção estaciona, por mais que o homem humanamente esteja correndo. O músico é chamado a movimentar a Igreja, mas só conseguirá fazê-lo se estiver vivendo sob o movimento do dedo de Deus, ou seja, sob a ação do Espírito Santo. Deus usa o dedo do Espírito Santo para movimentar o coração do homem, que, humildemente se prostra, esperando, em primeiro lugar, amar e ser amado pelo construtor.
Tocar as notas de uma construção melódica já não é o mais importante. Nessa peça ou construção musical, o mais importante é estar com Deus, escutando o Músico dos músicos tocar, e assim, seguindo a partitura que o próprio Deus construiu, saber o momento de tocar e como tocar. Nessa obra, o essencial é silenciar o coração. É necessário muita atenção para não nos perdemos na grande partitura da vida.

Santo Agostinho nos ensina que o Espírito Santo é a "Alma da Igreja", e o que faz no corpo do homem, o Espírito Santo faz no corpo da Igreja. No Vaticano II, foi salientado que o amor que se tem pela Igreja é diretamente proporcional ao amor que se tem pelo Espírito Santos, pois este é a alma da Igreja.
Daí, podemos explicar a negligência dos músicos para com a Igreja, isto é, esses músicos não possuem experiência com o Espírito Santo, conseqüentemente não amam seu ministério, através do qual participam do corpo místico de Cristo que é a Igreja. De fato, podemos dizer que nossa parte na construção da obra se encontra basicamente em viver sob o fogo do Espírito Santo.
O músico precisa pedir a efusão do Espírito Santo diariamente, para que o amor pela obra não se acabe.
Devemos ser apaixonados pelo Espírito Santo e, conseqüentemente, apaixonados pela Igreja.

sábado, 30 de maio de 2009

Convicção do chamado e responsabilidade da missão

"Não fostes vós que me escolheste, mas eu vos escolhi"

Precisamos ter bem nítida em nossa mente a certeza de que o Senhor nos colocou em posição de destaque e de grande responsabilidade diante de Seu povo. Para isso, basta nos lembrarmos rapidamente de toda a história da salvação e de toda a iniciativa do Senhor para, movido por imenso amor e misericórdia, trazer para Si as pessoas tantas vezes ingratas, desobedientes e infiéis. Depois de Jesus Cristo e em Jesus Cristo, o Pai confiou a nós o anúncio da Boa Nova. É por este motivo que nos deu o Seu Espírito Santo e espera uma resposta positiva e eficaz. Já encontrei irmãos que não se deixavam guiar por Deus em seu ministério por causa de seus pecados e suas imperfeições, às vezes por uma grande carga de acusação, e outras, por seus traumas e complexos. De nada adianta nossa eleição e a confiança que o Senhor tem em nós se não vencemos esses obstáculos e, com toda a alegria e esperança, nos lançamos em Seu serviço. Pare um pouco e pense: Deus erra? Em algum momento da história o Senhor cometeu erros? Então, será que sua eleição foi o primeiro "erro" de Deus? Claro que não, meu querido irmão. Você é mais um acerto, um "goool" de Deus. Ele o conhece, deu-lhe dons e talentos e agora lhe dá o privilégio e a graça de colocá-los a seviço de Sua Igreja. Claro que você tem imperfeições e pecados, mas coragem!!! Jesus é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Seu pecado não é maior do que o poder e a graça de Deus. Se ele o escolheu, também o capacitou.

Do livro: Ministrando a Música - Luiz Carvalho

sábado, 23 de maio de 2009

A música aproxima o homem de Deus

Mensagem de João Paulo II aos músicos em 19 de Março de 2005

Publicamos a mensagem que João Paulo II dirigiu aos participantes no encontro internacional "UNIV2005" em 19/03/2005, sobre o tema: "Projetar a cultura: a linguagem da música". Em nome do Papa, o texto foi lido na sala Paulo VI do Vaticano pelo arcebispo Leonardo Sandri, substituto da Secretaria de Estado.

Queridos irmãos!

1. Estou muito feliz de dirigir as boas-vindas a todos vós, que haveis vindo de diferentes partes do mundo para participar do encontro anual da UNIV. A cada um, saúdo com afeto, e vos convido a aproveitar vossa estadia em Roma para crescer no conhecimento e no amor de Jesus Cristo. Saúdo os que vos acompanham, de maneira especial saúdo o bispo prelado do Opus Dei, Dom Javier Echevarría Rodríguez, que participa em vosso encontro. Através dos estudos universitários, vós vos comprometeis em construir uma nova cultura, respeitosa da verdade do homem e da sociedade. Neste congresso internacional, enfrentais precisamente o tema "Projetar a cultura", concentrando-o na linguagem da música.

2. A música, como todas as linguagens artísticas, aproxima o homem de Deus, que preparou para aqueles que o amam "o que nenhum olho viu, nenhum ouvido ouviu, nem o coração do homem chegou" (1 Cor 2, 9). Mas, ao mesmo tempo, a arte pode transmitir às vezes uma concepção do homem, do amor, da felicidade que não corresponde com a verdade do desígnio de Deus. É necessário, portanto, realizar um sadio discernimento. Repito-vos o que escrevi aos jovens de todo o mundo na mensagem para a próxima Jornada Mundial da Juventude: "Não creiais em ilusões e modas efêmeras que não poucas vezes deixam um trágico vazio espiritual" (número 5). A vós, queridos jovens, toca também renovar as linguagens da arte e da cultura. Comprometei-vos, portanto, por cultivar em vós a valentia para não aceitar comportamentos e distrações que estejam caracterizados pelos excessos e o ruído.
3. Como se recorda nas numerosas atividades de formação promovidas pela Prelatura do Opus Dei sob a guia de vosso prelado, cada pessoa, de qualquer condição e estado, está chamada a encontrar-se com Cristo na própria existência, cada dia. A vocação dos fiéis leigos, sabeis bem, consiste em tender para a santidade, animando de forma cristã as realidades temporais. Então, queridos estudantes e professores universitários, o trabalho e o estudo podem ser para vós, como gostava de repetir São Josemaría, "uma contínua oração, com as mesmas palavras entranháveis, mas cada dia com música diferente. É missão nossa transformar a prosa desta vida em decassílabos, em poesia heróica" (São Josemaría Escrivá, "Surco", n. 500). E Maria Santíssima ajude-vos a encontrar seu Filho Jesus na liturgia desta Semana Santa e nos sacramentos da Penitência e da Eucaristia. Que a Virgem, mãe de Deus, mulher eucarística, conduza cada um de vós à alegria do encontro com Cristo.
Com estes sentimentos, abençôo todos vós e vossas famílias, e vos transmito de coração meus fervorosos auspícios para a Santa Páscoa.

Vaticano, 19 de março de 2005
Papa João Paulo II