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sábado, 27 de novembro de 2010

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!

Um dos mais valiosos presentes da Santíssima Virgem para a humanidade, foi dado no dia 27 de novembro de 1830, por meio de Santa Catarina Labouré, humilde freira da Congregação das Filhas da Caridade. Isto foi na Rua De Lubac, no centro de Paris, na Capela da Medalha Milagrosa.
Nesse dia, segundo relata a Vidente, Nossa Senhora apareceu-lhe mostrando nos dedos anéis incrustados de belíssimas pedras preciosas, “lançando raios para todos os lados, cada qual mais belo que o outro”.Em seguida, formou-se em torno da Virgem uma moldura ovalada no alto da qual estavam escritas em letras de ouro as seguintes palavras, a bela jaculatória:
"Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós".
Esta foi uma prova do céu de que Nossa Senhora é Imaculada, concebida sem pecado original; vinte e quatro anos depois o Papa Pio IX proclamava solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria no dia 8 de dezembro de 1854; e quatro anos após Nossa Senhora aparece em Lourdes e diz a Santa Bernadete: “Eu Sou a Imaculada Conceição”. Quantas provas de sua Imaculada Conceição!
A Virgem apareceu sobre um Globo, a Terra, pisando a cabeça da Serpente e segurando nas mãos um globo menor, oferecendo-o a Deus, num gesto de súplica. E diz a Santa Catarina: “Este globo representa o mundo inteiro e cada pessoa em particular”. De repente, o globo desapareceu e suas mãos se estenderam suavemente, derramando sobre o globo brilhantes raios de luz. E Santa Catarina ouviu uma voz que lhe dizia:
“Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todos os que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças. Estas serão abundantes para aqueles que a usarem com confiança.” Em 1832, uma violenta epidemia de cólera assolou a cidade de Paris. Foram, então, cunhados os primeiros exemplares da medalha, logo distribuídos aos doentes. À vista das graças extraordinárias e numerosas obtidas por meio dessa medalha, o povo passou a chamá-la de Medalha Milagrosa. Em pouco tempo, essa devoção difundiu-se pelo mundo inteiro, e foi enriquecida com a composição de uma Novena.Nossa Senhora foi a única criatura que nunca ofendeu a Deus, por isso o Anjo a chama de “cheia de Graça”; assim, ela encanta o coração de Deus e Este lhe atende todas as súplicas como nos mostra as Bodas de Caná da Galiléia. Se os nossos pecados dificultam a nossa comunhão com Deus e nos impedem de obter suas graças, isto não ocorre com Nossa Senhora, então, como boa Mãe, ela se põe como nossa magnífica intercessora.
Mais do que em outros dias, hoje é dia de Graças; peça tudo o que desejar a Nossa Senhora das Graças e já comece a agradecer; pois, se for para o seu bem, Deus lhe concederá pelas mãos benditas de Sua Mãe querida. Afinal, ela é a Filha predileta do Pai, a Esposa bendita do Espírito Santo e a Mãe Santa do Filho de Deus. O que ela não consegue de Deus?

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

Súplica a Nossa Senhora das Graças
Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).
Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Amém - (Rezar 3 Ave Marias) - Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

Oração Final:
Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado filho a humildade, a caridade, a obediência, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, a castidade, uma santa vida e uma boa morte. Amém.

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Santa Cecília, rogai por nós!

Dia 22 de novembro, dia do músico, fazemos memória de Santa Cecília padroeira dos músicos. Saiba sobre sua história e testemunho:
Existe uma mártir da Igreja que nos deixou uma história fenomenal, é padroeira, protetora dos músicos. Cecília viveu nos primeiros séculos da Igreja, era de família nobre, que tinha posses. Naquele tempo, a Igreja vivia o duro período da perseguição.
Para professar a fé, se encontrar com a Palavra e a Eucaristia muitos tinham que celebrar às escondidas. Muitas vezes isso acontecia nas casas das famílias e Cecília tinha o prazer de emprestar sua casa para a celebração da Santa Missa.
Cantava maravilhosamente, fazendo com que todos sentissem a presença de Deus, também era instrumentista – tocava piano e harpa. E, por causa de sua beleza externa e também por causa de sua voz, o imperador quis possuí-la; então a convidou para ir até seu palácio e lhe fez esta proposta: “venha morar comigo aqui no palácio e eu lhe darei tudo que você ainda não pôde experimentar. Quero ouvir sua música e ter você a meu lado”.
Ela respondeu que não poderia ir, porque estava noiva e amava Jesus de Nazaré. Então voltou para casa, mas começa a ser perseguida pelo imperador para que mudasse de idéia. Mas permaneceu fiel.
Chegando o dia das núpcias de Cecília, quando partilharia com seu esposo o amor que celebraram diante de Deus. No leito nupcial, ela faz uma revelação a seu esposo, olhando em seus olhos, “O amor do Senhor me conquistou. Eu te amo também, mas preciso lhe pedir que me permita viver para Ele, mesmo estando a seu lado. Guardando a minha virgindade.”
O marido confuso, mas também tocado por suas palavras responde “Eu acredito em você se um anjo vier e disser que você pertence a Deus”. Então Cecília se ajoelhou e fez uma oração que seu esposo jamais esqueceu, pedindo a Deus este sinal.
Aqui encontramos a espiritualidade do músico pois a canção, na verdade, é extensão, conseqüência de toda intimidade que o músico tem com o Senhor.
O anjo então, se entrou no quarto nupcial e se aproximando do esposo, diz “Ela pertence ao Senhor”. Naquela hora, o esposo consagrou-se também ao Senhor para viver unido a ela como casal, mas os dois castamente para o Senhor.
Mas o imperador não desistiu e depois matar o esposo de Cecília, pediu-lhe que renunciasse a Deus. Ela negou e ficou presa uma semana, sem nenhum contato com ninguém, não podia nem cantar. Mas permaneceu firme e consciente do que queria, mesmo enfraquecida. Todo músico passa por situações dolorosas, quem não sofre não vive, quem não vive não cresce, quem não cresce não morre e quem não morre não ressuscita.
Depois de ter sobrevivido a um incêndio, tiraram-lhe seu instrumento mais precioso – sua voz. O soldado cortou com uma faca a garganta de Cecília. É conhecimento médico que alguém sofrendo um corte nesta área, morre em minutos. Mas por um milagre ela sobreviveu ainda por três dias.
Os cristãos que estavam por perto, pediram que escrevesse um “testamento”. Cada músico precisa pensar em seu testamento. Nosso Senhor deixou seu testamento na cruz, por meio das 7 palavras. Qual herança você vai deixar?
Cecília escrevia as últimas recomendações a seus criados e amigos. Uma delas era que sua casa fosse transformada em uma Igreja, e de fato hoje a casa de Cecília está no subsolo de sua basílica. Antes de morrer disse, por meio de gestos “morro por causa de meu Deus”
Dê a Deus o seu melhor, como Cecília que não teve medo de dar até a própria vida. Nós precisamos de cristãos que tem a coragem de dar a vida, há esperança para o nosso Brasil, há esperança para a Igreja.
Não retenha nada para si, confie, dê ao Senhor o seu máximo. Porque Ele já lhe deu tudo, já fez tudo por você. Músico não retenha nenhuma nota sequer, dê tudo ao Senhor.
Não espere amanhã, não podemos aumentar um dia sequer na nossa existência. E se for a sua última chance? Renda-se diante do amor de Deus, renda-se diante do tudo que Deus lhe deu. Se você precisa de ajuda, eu também preciso, todos nós precisamos. Mas comece com humildade, uma coisa de cada vez. Comece rendendo-se ao Senhor.

Padre Delton Filho
Comunidade Coração Fiel

domingo, 21 de novembro de 2010

Solenidade de Cristo Rei do Universo

Será que você tem deixado Cristo ser o Senhor e o dono de sua vida?

A Igreja canta, neste dia, na sua oração: "Cristo Rei, sois dos séculos Príncipe, Soberano e Senhor das nações! Ó Juiz, só a vós é devido julgar mentes, julgar corações".
Muito significativo para nós este dia em que proclamamos em alta voz: Jesus Cristo é o Rei no Universo, da Igreja e de nossas vidas. Nada e ninguém pode tirar isto de nós! Mas será que a nossa vida diz e expressa que Jesus é o Rei e o Senhor, Aquele que tem a realeza e supremacia sobre nós? Pergunta que cabe a cada um de nós responder ao próprio Jesus.
Contudo, queremos entender o significado desta festa para a Igreja.
Hoje, último domingo do Ano Litúrgico, celebra-se a Solenidade de Cristo Rei do Universo. Desde o anúncio do nascimento do Senhor, o Filho unigênito do Pai, que nasceu da Virgem Maria, é definido "rei" no sentido messiânico, ou seja, herdeiro do trono de Davi, segundo as promessas dos profetas, para um reino que não terá fim (cf. Lc 1, 32-33). A realeza de Cristo permaneceu totalmente escondida até aos seus trinta anos, transcorridos numa existência comum em Nazaré. Depois, durante a vida pública, Jesus inaugurou o novo Reino, que "não é deste mundo" (cf. Jo 18, 36) e, no final, realizou-o plenamente com a sua morte e ressurreição. Ao aparecer ressuscitado aos Apóstolos, disse: "Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra" (Mt 28, 18). Esta autoridade brota do amor, o qual foi plenamente manifestado por Deus no sacrifício do seu Filho. O Reino de Cristo é dom oferecido aos homens de todos os tempos, para que todo aquele que acredita no Verbo encarnado "não morra, mas tenha a vida eterna" (Jo 3, 16).
A realeza de Cristo, que nasce da morte no Calvário e culmina no acontecimento dela inseparável, a ressurreição, recorda-nos aquela centralidade, que a ele compete por motivo daquilo que é e daquilo que fez. Verbo de Deus e Filho de Deus, primeiro que tudo e acima de tudo, «por Ele — como em breve repetiremos no Credo — todas as coisas foram feitas», Ele tem um intrínseco, essencial e inalienável primado na ordem da criação a respeito da qual é a suprema causa exemplar. E depois que «o Verbo se fez homem e habitou entre nós» (Jo 1, 14), também como homem e Filho do homem, adquire um segundo título na ordem da redenção, mediante a obediência ao desígnio do Pai, mediante o sofrimento da morte e conseqüente triunfo da ressurreição.
Por isso, precisamente no último Livro da Bíblia, o Apocalipse, o Senhor proclama: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim" (Ap 22, 13).
Falando de algo pessoal. Será que você tem deixado o Cristo ser o Senhor e o dono de sua vida, de sua vontade? E até que ponto você tem deixado Aquele que é o centro, o Rei e tem o controle de todos as coisas, dirigir sua vida? Isso não nos constrange, mas nos leva a refletir qual o lugar que temos dado ao Senhor em nossa vida.
Que você tome a linda decisão de assumir em suas ações, sua vida e, principalmente, sobre sua vontade o Cristo, que é Rei e Senhor.

Padre Reinaldo C. da Silva

sábado, 20 de novembro de 2010

O Espírito Santo precisa atuar no seu serviço

Deus vem, nos enche do Espírito Santo e realiza por meio de nós, o tempo vai passando e a gente acaba caindo na independência. Isso é um grande erro. Deus nos escolheu, meus irmãos! A luta está grande? Sim, está! Mas está só começando. Antigamente a gente cantava de qualquer jeito para Jesus, mas hoje em dia as pessoas buscam música de qualidade, querem um teatro cristão de qualidade, querem uma dança de qualidade. Mas se ficar só na qualidade não adiantará, além de qualidade é preciso ter a unção do Espírito Santo, para que as pessoas se encantem com a beleza da arte, mas também se encontrem com Deus.
Nós precisamos ter este Espírito Santo de poder e força, para sermos canais da graça aos outros, mas também precisamos d'Ele para nós mesmos, pois virão momentos em que passaremos por dificuldades em nosso ministério e é assim que seremos sustentados: pelo Espírito Santo. Haverá momentos em que nós precisaremos rezar pelo nosso irmão do ministério.
Jesus sofreu muito e este é o Deus que o escolheu, que o capacita e que o unge; se Ele passou por sofrimentos, você também passará!
No ano passado minha esposa e eu resolvemos ficar grávidos e estava indo tudo bem, mas em um determinado dia ela acordou com dor de cabeça e no final daquele dia estávamos no hospital, ela havia perdido o bebê. Perdemos nosso chão, mas precisávamos passar por aquilo, Deus sabe aonde Ele quer nos levar com isso. Hoje ela já está grávida de novo.
Convide o Espírito Santo para vir para o seu ministério e quando Ele entra, Ele arruma a casa. Não tenha medo, Deus nunca entrará em sua vida para piorar, mas para trazer coisas boas a você. O Senhor não entra na nossa história para piorar, sempre para melhorar! Confia n'Aquele que o chamou e clame pelo Espírito Santo dia e noite para você e para o seu ministério!

Luiz Carvalho
Comunidade Recado

domingo, 14 de novembro de 2010

Do aprendiz de poeta aos artistas cristãos

Hoje não quero me dirigir somente aos músicos, mas a todos os artistas cristãos. Aos poetas, aos compositores e autores, a atrizes e atores, a pintores e professores e a tantos que exercem o dom da arte dada por Deus.
Quero me dirigir ao artista que mora dentro de ti. Mesmo que nem você ainda tenha notado isso e deixado aflorar esse dom!
Que a tua arte sirva para fazer o ser humano enxergar humildemente o amor disfarçado em música e vestido de poesia e tantas outras artes.
Que cada frase das tuas canções se torne uma fotografia.
Que bastem duas palavras em uma canção para nascer uma cena de perdão e misericórdia na mente e no coração dos filhos e filhas de Deus.
Que os poetas ensinem.
Que os aprendizes queiram aprender ardentemente.
Tenho certeza que dentro de ti, meu irmão e irmã, encontra-se o poder que Deus te destinou para ser transformado em grandes palavras, melodias, ensinos, obras, enfim, em grandes feitos para a humanidade, exatamente como o sol que fornece vida às flores perfumadas do campo.
Não há música católica no mundo como a música católica do Brasil.
Permite que eu te chame assim então: meu amigo representante da arte celestial.
Alegre-se, pois tu representas a boca da justiça e o livro da vida.
Contente-se, pois tu és a fonte da virtude para os que a buscam.
Em marcha, pois Deus te constituiu para ser o pilar da integridade para aqueles que te seguem.
E se acaso a desgraça te derrotou algumas vezes, saiba que ela é a mesma força que ilumina teu coração e faz elevar tua alma do fosso da zombaria ao trono da admiração.
Meu querido artista de Deus: que tuas canções sejam o amanhecer, entre o adormecimento e o despertar.
Que a tua mais triste canção tenha o poder de suavizar nossos sentimentos.
Que a tua mais alegre canção tenha o poder de cicatrizar nossos corações feridos.
Que tua arte nos faça lembrar sempre que a Divindade é a parte verdadeira do homem. Não pode ser vendida a peso de ouro; nem pode ser acumulada como são as riquezas do mundo de hoje.
Que tua arte, tão rica e tão simples, alerte tantos jovens que se esqueceram de seu Deus e buscam apenas auto-absolvição e prazer.
E se alguma vez chorou, meu artista amigo, saiba que as lágrimas que verteu têm mais pureza que o riso estrondoso daquele que se mostra forte e intocável. Tuas lágrimas contém a doçura que não há na ironia do sardônico.
Que as tuas lágrimas limpem o coração da morbidez do ódio e ensinem o homem a participar da dor dos desvalidos.
Suas lágrimas são as lágrimas do nazareno!
Rezo para que toda a tua arte, todo o teu ensinamento e todo o teu viver já se torne hoje um profundo aprendizado para todos nós. E as gerações futuras aprenderão da riqueza deixada por ti em forma de poesia, arte e vida que a tristeza e a pobreza são nada mais, nada menos que uma profunda lição de amor e igualdade.
A tua melodia tem que ter o poder de tirar o ser humano da mesmice!
A tua harmonia e poesia têm de levar o homem a participar dos salmos de glória e da sabedoria eterna.
Tua arte tem de levar a alma a buscar o significado do mistério que o céu contém.
Quando compuser, amigo poeta, busque saber o que cantam os pássaros e o que sussurram os riachos. E que em tua arte esteja contido o murmurar das ondas que, vagarosa e suavemente, beijam as praias.
A ti eu imploro: nos impressione mostrando em tua arte que tu compreendes o que diz a chuva quando ela cai sobre as folhas das árvores.
Que teus ouvidos de artista possam ouvir o que a brisa confessa às flores do campo.
Que tuas letras, músicos cristãos, nos descrevam o que a alma e a natureza conversam entre si!
Ao meu ver, somente os artistas de Deus possuem o dom de transformar em canção o que a Sabedoria Eterna fala numa linguagem tão misteriosa.
Tua poesia não pode ser uma poesia qualquer; ela tem de ser filha da alma e do amor!
Nenhum poeta descreve melhor o sonho do coração humano como o poeta cristão.
Que tu sejas o inspirador de poetas, de compositores e dos grandes realizadores.
Faça com que a arte sacra seja vinho do coração e que nos faça regozijar num mundo de sonhos.
Que tua obra encoraje guerreiros e fortaleça as almas.
Que o teu viver mostre ao mundo que existe um mar de perdão e de ternura em que podemos mergulhar.
Que tuas melodias nos revelem que existe um lugar onde podemos descansar nossos corações e almas.
E aos músicos, em particular, eu peço: que tua música nos ensine a ver com os ouvidos e a ouvir com os corações.

Do eterno aprendiz de poeta,

Dalvimar Gallo

domingo, 7 de novembro de 2010

A música que chama

Música é como rosa. Bonita, mas tem espinhos. Pode encantar e pode ferir. Mas o mundo a usa desde tempos imemoriais. De sons desarticulados, mas diferenciados, acabou em harmonia, som após som, justaposição de notas e virou mensagem pensada. Salmistas, sacerdotes e reis sabiam do poder da canção. Davi tocava harpa e, mais tarde, como rei, achou lugar de destaque para a música no seu governo. Tanto que chegava a escalar pessoalmente os cantores do templo, tamanha a importância que dava aos que viviam da música. (1 Cro 9, 33; 15, 27).
Afirma-se que Nero a usava. Os detratores acrescentam: muito mal! Hitler a usou abertamente para o mal. As cortes e os exércitos a usavam e usam. Bandas, orquestras, quartetos, corais, concertos, canto litúrgico, tudo é para divulgar, organizar, motivar e chamar. A música pode ferir, ensurdecer e desestruturar. Pode harmonizar, aclamar e até contribuir para a cura. A músico-terapia é experiência mais séria do que se imagina ou se admite.
Usam da canção as religiões; investem pesadamente nela os católicos, os evangélicos, os mais diversos credos religiosos. Algumas igrejas pentecostais gastam hoje milhões de dólares ou reais na preparação dos seus cantores. Monges, autoridades e povo cantam desde tempos imemoriais. Entre os católicos a música forjou toda uma geração de religiosos. Levantavam e ainda levantam-se de madrugada e vão dormir ao som de louvores cantados. Cantores tocam, cantam e dançam nas salas de concerto, nos templos, nas ruas. Música bem tocada chama o povo. Abre espaço para a mensagem que vem depois. E há uma canção mais agressiva que às vezes vem acompanhada de tóxicos; quem pensou em rock pensou errado. Há muita música que se executa regada de bebida e de tóxicos porque cria e serve a determinado ambientes, no mínimo suspeitos.
Cantam os católicos da Teologia da Libertação, os da Renovação Carismática, os marianos, os arautos do Evangelho, os monges do Tibet, os Pentecostais, os conservadores, os progressistas, os moderados, os ecumênicos, os proselitistas. Sua música traduz o seu modo de ver a terra e o céu. Entra lá a canção que afina com seu projeto. Só ela! Raramente cantam o canto do outro. Nem sequer expõem nas suas lojas as canções do outro movimento ou da outra igreja. Ciumentamente divulgam apenas os seus cantores. É que dentro da canção vai a fé ou a ideologia. Precisam dela porque além de evangelizar, a canção pode ajudar suas obras! Cantam os seus e esperam que o outro os ouça. Eles preferem não ouvir quem não ora como eles.
A música une ou separa. Chama para o amor e para a guerra, para o bem e para o mal. Feita por vozes e instrumentos, ela é também instrumento e porta-voz, de Hitler, Stalin ou de uma simples e humilde escola para cegos. Feliz é quem a usa de maneira ética! Feliz de quem não se deixa dominar ou enganar por ela! Instrumento de diálogo, não deveria cair nas mãos nem dos violentos, nem de pessoas incapazes de dialogar. Não pode ser transformada em arma, nem veículo de mentira ou de fanatismo. É nobre demais para isso!

Pe. Zezinho, scj (pezscj@uol.com.br)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dia de Finados

O DIA DE FINADOS
No primeiro dia do mês de novembro, a Igreja Católica celebra o Dia de Todos os Santos. Trata-se de uma forma de se fazer memória de todos aqueles que, pelo seu compromisso cristão levado até às últimas consequências, atingiram a santidade, vocação de todos os batizados. A Igreja, com a festa de todos os santos, homenageia aqueles que, pela santidade de vida reconhecida pelo povo cristão e pela própria Igreja, após rigoroso processo de averiguação, foram merecedores da honra dos altares e da veneração de todos. Entretanto, há uma infinidade de homens e mulheres que contemplam a face de Deus e não são conhecidos. Por isso a Igreja, que celebra o dia da morte dos santos como o dia de sua entrada na glória, decidiu celebrar todos os santos, beatificados e canonizados ou não, no dia 1º de novembro.
A reflexão da Igreja não pára por aí. Por sua fé “na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna” ela, além de prescrever a oração pelos mortos no 3º, 7º, 30º dia e no aniversário da morte de um fiel, entende que, no dia 2 de novembro, devem ser lembrados com missas e orações todos os fiéis falecidos. Desta forma, os três níveis de Igreja - militante, padecente e triunfante - se mantêm em comunhão (creio na comunhão dos santos), cada fiel e todos são confiados à misericórdia infinita de Deus (creio na remissão dos pecados), para que Deus os ressuscite no último dia (creio na ressurreição da carne) e os introduza na eternidade feliz (creio na vida eterna).
O Dia de Finados foi inicialmente celebrado nos mosteiros dirigidos pelo abade Odilon de Cluny, no século 10º. Somente no século 14 ele passou a fazer parte do calendário da Igreja. São concedidas indulgências aos que visitarem os cemitérios e participarem da missa na intenção dos falecidos.
A saudade, o carinho, o amor e o respeito pelos mortos no Dia de Finados ficam claros na visita aos cemitérios, nas velas que se acendem, nas flores com que se cobrem os túmulos, nas orações silenciosas ou em comum que se fazem junto a eles, e no silêncio e nas lágrimas dos fiéis.

Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A celebração da festa de todos os Santos

Neste dia a Igreja militante honra a Igreja triunfante

No dia 1º de novembro, a Igreja celebra a festa de Todos os Santos. Segundo a tradição, ela foi colocada neste dia, logo após 31 de outubro, porque que os celtas ingleses - pagãos -, celebravam as bruxas e os espíritos que vinham se alimentar e assustar as pessoas nesta noite (Halloween).
Nesse dia, a Igreja militante (que luta na Terra) honra a Igreja triunfante do Céu “celebrando, numa única solenidade, todos os Santos” – como diz o sacerdote na oração da Missa – para render homenagem àquela multidão de Santos que povoam o Reino dos Céus, que São João viu no Apocalipse: “Ouvi, então, o número dos assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel. Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão". "Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” (Ap 7,4-14)
Esta imensa multidão de 144 mil, que está diante do Cordeiro, compreende todos os servos de Deus, aos quais a Igreja canonizou através da decisão infalível de algum Papa, e todos aqueles, incontáveis, que conseguiram a salvação, e que desfrutam da visão beatífica de Deus. Lá “eles intercedem por nós sem cessar”, diz uma de nossas Orações Eucarísticas. Por isso, a Igreja recomenda que os pais ponham nomes de Santos em seus filhos.
Esses 144 mil significam uma grande multidão (12 x 12 x 1000). O número doze e o número mil significavam para os judeus antigos plenitude, perfeição e abundância; não é um valor meramente aritmético, mas simbólico. A Igreja já canonizou mais de 20 mil santos, mas há muito mais que isto no Céu. No livro 'Relação dos Santos e Beatos da Igreja', eu pude relacionar, de várias fontes, quase 5mil dos mais importantes; e os coloquei em ordem alfabética.
A "Lúmen Gentium" do Vaticano II lembra que: "Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós junto ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por seguinte, pela fraterna solicitude deles, a nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (LG 49) (§956).
Na hora da morte, São Domingos de Gusmão dizia a seus frades: “Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida”. E Santa Teresinha confirmava este ensino dizendo: “Passarei meu céu fazendo bem na terra”.
O nosso Catecismo diz que: “Na oração, a Igreja peregrina é associada à dos santos, cuja intercessão solicita” (§2692).
A marca dos santos são as bem–aventuranças que Jesus proclamou no Sermão da Montanha; por isso, este trecho do Evangelho de São Mateus (5,1ss) é lido nesta Missa. Os santos viveram todas as virtudes e, por isso, são exemplos de como seguir Jesus Cristo. Deus prometeu dar a eterna bem-aventurança aos pobres no espírito, aos mansos, aos que sofrem e aos que têm fome e sede de justiça, aos misericordiosos, aos puros de coração, aos pacíficos, aos perseguidos por causa da justiça e a todos os que recebem o ultraje da calúnia, da maledicência, da ofensa pública e da humilhação.
Esta 'Solenidade de Todos os Santos' vem do século IV. Em Antioquia, celebrava-se uma festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. A celebração foi introduzida em Roma, na mesma data, no século VI, e cem anos após era fixada no dia 13 de maio pelo papa Bonifácio IV, em concomitância com o dia da dedicação do “Panteon” dos deuses romanos a Nossa Senhora e a todos os mártires. No ano de 835, esta celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 1º de novembro.
Cada um de nós é chamado a ser santo. Disse o Concilio Vaticano II que: “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade” (Lg 40). Todos são chamados à santidade: “Deveis ser perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48): “Com o fim de conseguir esta perfeição, façam os fiéis uso das forças recebidas (…) cumprindo em tudo a vontade do Pai, se dediquem inteiramente à glória de Deus e ao serviço do próximo. Assim, a santidade do povo de Deus se expandirá em abundantes frutos, como se demonstra luminosamente na história da Igreja pela vida de tantos santos” (LG 40).
O caminho da perfeição passa pela cruz. Não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual (cf. 2Tm 4). O progresso espiritual da oração, mortificação, vida sacramental, meditação, luta contra si mesmo; é isto que nos leva gradualmente a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças. Disse São Gregório de Nissa (†340) que: “Aquele que vai subindo jamais cessa de ir progredindo de começo em começo por começos que não têm fim. Aquele que sobe jamais cessa de desejar aquilo que já conhece” (Hom. in Cant. 8).

Prof. Felipe Aquino

sábado, 30 de outubro de 2010

A importância da Intercessão para os Ministros de Música

A ação de qualquer pessoa, se "interpondo", podemos chamar e entender como "intercessão".
O intercessor se coloca no meio de duas pessoas, em uma briga, por exemplo, e como um advogado, tenta separá-los e promover a reconciliação entre ambos.
Você já deve ter vivido algum caso parecido na sua infância... Em toda turma de escola existe um colega que é motivo de zombaria durante um longo período de tempo por todos da classe. Meu coração sempre ficava partido quando isso acontecia em meus tempos de colégio, porque sempre sabia o que os "garotões" faziam com os pobres "meninos ingênuos". Nossa vontade sempre é de nos colocarmos no meio, de usarmos da força para empurrar aqueles rapagões e proteger a "presa", correto?
Através deste fato, podemos entender um pouco melhor o que são e o que fazem os intercessores, principalmente dentro de um ministério de música. O intercessor se coloca no meio. É a pessoa que vai até o Senhor e reza diante Dele.
Qual a real atitude de um intercessor? Ele é alguém que "se move para o meio"... O próprio verbo MOVER faz supor a ação de alguém que se comove com a situação. Ele se condói. Dói também nele. Ele sofre junto...
Como no exemplo da nossa infância (acima), nosso coração fica partido com toda a situação porque precisávamos fazer algo para ajudar o colega em aflição:
"Não! Este garoto vocês não machucam! Podem me bater, machucar, mas este vocês não pegam!".
Esta é a atitude do intercessor diante das necessidades das pessoas, colocando-se entre Deus e a pessoa, exercendo o papel de um advogado. É desta maneira que ocorre em um júri: o réu não pode dizer nada. Quem fala em seu nome é sempre o seu advogado.
O mesmo acontece dentro do ministério de música ou até mesmo em qualquer ministério da Igreja, principalmente os que são ligados às artes. Por serem "frentes de toda a batalha", há a necessidade de pessoas que façam a "ligação" entre a evangelização e a vontade do Senhor, barrando qualquer ação contrária ao momento.
Os intercessores não sabem falar, não sabem o que fazer, não sabem como advogar a causa. A Carta de Romanos nos revela: "Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis. E aquele que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, o qual intercede pelos santos, segundo Deus" (Rm 8, 26 - 27). Com estes ensinamentos da Palavra de Deus, começamos a ampliar nosso conceito de intercessor. O Espírito Santo é o verdadeiro intercessor; um poderoso intercessor. "Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza...".
Nós vimos a fraqueza de nosso "colega", o Espírito viu a nossa fraqueza e veio em nosso auxílio. Ele vem ajudar as nossas fraquezas. A oração do Espírito Santo em nós é intercessão. Ele louva, adora, proclama e também pede em nosso favor.
Deixe-se conduzir pelo Espírito Santo e experimente a graça de ser um intercessor!

Santa Cecília, rogai por nós!
Rafael de Angeli
rafael@canaldagraca.com.br
Coordenador do Ministério de Música e Artes (RCC) da RP2 - Diocese de São Carlos - SP

sábado, 23 de outubro de 2010

Evangelização e música

O maior desafio hoje, na evangelização, é expressarmos o belo por meio da música. O belo que traduz a imagem de Deus, não a pessoa que evangeliza; é esse Deus que estamos cantando. Quando você diz: "Para Deus tem de ser o melhor!", as pessoas possuem boas referências para dar o melhor na Igreja.
Houve uma evolução importante que automaticamente é um clamor da sociedade em ouvir algo com mais qualidade e buscar um trabalho aprimorado.
O sucesso é quando você mostra esse Deus que você vivenciou e vivencia a cada dia. Precisamos ter o cuidado na gana de gravar um CD sem ter uma experiência anterior. Que não usemos da música para o nosso "eu", mas para que esse dom chegue ao outro transcendendo a sua vida. Que a sua evangelização seja calcada no respeito, no perdão, na partilha e na capacidade de estar com o outro, observando-o e sendo, com ele, o espelho de Deus em nossa vida.
Que você tenha a capacidade e a esperança de ser mais, de fazer mais e transformar a vida das pessoas ao seu redor com o seus atos, sonhos, atitudes e com a verdadeira essência de ser você, mostrando quem é Deus em todos os lugares em que você está.
Muita fé e coragem! Estamos juntos na evangelização!

Karla Fioravante
Cantores de Deus

sábado, 16 de outubro de 2010

O músico e a espiritualidade

Como podemos nós músicos querer que a graça de Deus aconteça nas nossas vidas, se não buscamos um aprofundamento na oração. Deus nos espera em todos os momentos, Ele sempre está de braços abertos para nos acolher e nos amparar.
Um músico temente a Deus, tem que buscar diariamente seu momento de intimidade com Deus. Penso que não podemos ser hipócritas no nosso ministrar. Temos que cantar para os nossos irmãos e irmãs, um amor que experimentamos diariamente, ou, como poderíamos dizer que é bom, se na verdade não conhecemos esse amor que queremos anunciar. A grande falha de muitos músicos que ministram o louvor na Igreja, é pensar que sozinhos conseguem tudo, e que a oração é apenas no momento da celebração eucarística.
Para ser um ministro realmente dedicado com as coisas de Deus, temos que buscar sempre a confissão, temos que estar em adoração ao santíssimo o máximo que pudermos, temos que ter bem claro que a missa dominical é o nosso grande alimento espiritual, temos que estudar a Palavra de Deus e temos que conversar diariamente com Deus, pedindo à Ele, unção, humildade, discernimento e sabedoria.

Deus abençoe sua vida e sua família.
Abraços.
Thiago Aguiar

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

Com muita alegria nós, brasileiros, lembramos e celebramos solenemente o dia da Protetora da Igreja e das famílias brasileiras: Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).
Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.
Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.
A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.
Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).
No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.
O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção à Virgem, foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus.
Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto à Mãe de Deus.
Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o "maior Santuário Mariano do mundo".

Consagração a Nossa Senhora Aparecida
Ó Maria Santíssima, que em vossa Imagem de Aparecida, espalhai inúmeros benefícios sobre todo o Brasil, eu, embora indigno de pertencer ao número dos vossos servos, mas cheios do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostado aos vossos pés, consagro-vos o meu entendimento, para que sempre pense nos amor que mereceis; consagro-vos a minha língua, para que sempre vos louve e propague a vossa devoção; consagro-vos o meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas.
Recebei-nos, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos servos; acolhei-nos debaixo de vossa proteção; socorrei-nos em todas as nossas necessidades espirituais e temporais, e sobretudo na hora de nossa morte.
Abençoai-nos, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-nos em nossa fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nessa nesta vida, possamos louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda a eternidade. Assim seja.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

sábado, 9 de outubro de 2010

Lidando com as divisões no Ministério de Música

Aprendemos com o padre Jonas Abib que somos um só corpo. Se adentrarmos o contexto no qual está inserida a realidade de um corpo, poderemos concluir que um corpo saudável precisa ter seus órgãos, membros, corrente sangüínea, coração, ondas cerebrais, tudo funcionando em um nível mínimo de harmonia, suficiente para que ele sobreviva e se sinta saudável.
Assim, podemos dizer, é o nosso ministério de música. Nele temos a cabeça, os outros membros, órgãos vitais, partes internas que nunca aparecem ou são expostas, enfim, cada um tem a sua função e formas bem definidas.
Quando alguma coisa não funciona bem neste "corpo" ou quando algo está fora do lugar, nós abrimos brechas que podem trazer sérios problemas para a saúde do nosso ministério.
Quando sentimos alguma dor, é necessário parar o que estamos fazendo, ir ao médico e verificar as causas da dor. Isto fará com que tenhamos o diagnóstico e, em seguida a receita certa para combatermos a doença e, conseqüentemente, seremos aliviados de toda dor.
Aqui é preciso esclarecer algo muito importante: o nosso ministério não pode ser rico em divergências, senão ele será um corpo doente, onde por alguma razão os órgãos não funcionam como deveriam, onde um problema segue outros secundários. O nosso "corpo" é por si só rico em diversidades. Como dissemos, cada órgão, parte, membro, tem sua forma e função específica, e por isso, são diferentes.
As diferenças são riquezas e não barreiras. Partindo delas, encontraremos o melhor caminho para a unidade. Respeitando quem pensa diferente, acolhendo quem tem a coragem de questionar e, em conjunto discernir, com muita oração, o melhor caminho. Se isso acontecer, não daremos lugar à divisão, mas valorizaremos a nossa diversidade.
Somos um corpo. Dentro de um corpo não pode haver divisões, pois a nossa divisão vem do diabo e a nossa diversidade vem de Deus!
A harmonia no corpo é obra do Espírito Santo de Deus! Por isso, precisamos estar cheios do Espírito Santo.
Que o Espírito Santo ilumine e abençoe o seu ministério!
Unidos pela missão!

Márcio Todeschini
Ministério de música Canção Nova
www.cancaonova.com

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Como começar a compor músicas cristãs?

Dunga partilha sua experiência como músico católico e dá dicas sobre como compor.

Para os músicos que estão começando a compor:
A primeira coisa é ter uma experiência com a Palavra de Deus, pois ela é o norte para toda composição. Existem pessoas que fazem músicas de poesia, mas a música cristã forte é aquela que narra a Palavra de Deus de uma maneira artística.
Aí você junta essa experiência que você tem com a Palavra de Deus com a experiência que você tem em ouvir pessoas, nas situações que você passou. É esse tipo de música que realmente faz a diferença na vida das pessoas. Você precisa compor aquilo que você vive, em conseqüência, vai cantar aquilo que você compôs e viveu.
Tudo isso colocado em um momento de show ou em uma missa ou grupo de oração, vai trazer muito mais verdade para as pessoas. Porque a música não é somente uma criação do intelecto, mas que passa pela inteligência, pela experiência de vida e pelo seu contato pessoal com Deus.
Por que algumas músicas são ícones, são cantadas por tantas bocas, em tantos lugares e marcam a nossa vida? Como as músicas de Padre Zezinho, de Padre Jonas, Martín Valverde, Ricardo Sá, Eugênio Jorge...
Por que algumas músicas calam no coração do povo?
Isso acontece porque existe uma vivência espetacular e que foi traduzida em música e isso é o que vale.
Você que está compondo ou começando a compor, pedindo este dom a Deus, saiba que se você viver a Palavra de Deus, vai compor bem. Mas, se você não viver aquilo que compõe, será só poesia... e o que muda a vida das pessoas é a Palavra de Deus, só o seu contato pessoal com ela poderá fazer isso acontecer."

Dunga
Comunidade Canção Nova

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Santa Faustina, rogai por nós!

A misericórdia divina revelou-se manifestamente na vida desta bem-aventurada, que nasceu no dia 25 de agosto de 1905, em Glogowiec, na Polônia Central. Faustina foi a terceira de dez filhos de um casal pobre. Por isso, após dois anos de estudos, teve de aplicar-se ao trabalho para ajudar a família.
Com dezoito anos, a jovem Faustina disse à sua mãe que desejava ser religiosa, mas os pais disseram-lhe que nem pensasse nisso. A partir disso, deixou-se arrastar para diversões mundanas até que, numa tarde de 1924, teve uma visão de Jesus Cristo flagelado que lhe dizia: "Até quando te aguentarei? Até quando me serás infiel?"
Faustina partiu então para Varsóvia e ingressou no Convento das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia no dia 1 de agosto de 1925. No convento tomou o nome de Maria Faustina, ao qual ela acrescentou "do Santíssimo Sacramento", tendo em vista seu grande amor a Jesus presente no Sacrário. Trabalhou em diversas casas da congregação. Amante do sacrifício, sempre obediente às suas superioras, trabalhou na cozinha, no quintal, na portaria. Sempre alegre, serena, humilde, submissa à vontade de Deus.
Santa Faustina teve muitas experiências místicas onde Jesus, através de suas aparições, foi recordando à humilde religiosa o grande mistério da Misericórdia Divina. Um dos seus confessores, Padre Sopocko, exigiu de Santa Faustina que ela escrevesse as suas vivências em um diário espiritual. Desta forma, não por vontade própria, mas por exigência de seu confessor, ela deixou a descrição das suas vivências místicas, que ocupa algumas centenas de páginas.
Santa Faustina sofreu muito por causa da tuberculose que a atacou. Os dez últimos anos de sua vida foram particularmente atrozes. No dia 5 de outubro de 1938 sussurrou à irmã enfermeira: "Hoje o Senhor me receberá". E assim aconteceu.
Beatificada a 18 de abril de 1993 pelo Papa João Paulo II, Santa Faustina, a "Apóstola da Divina Misericórdia", foi canonizada pelo mesmo Sumo Pontífice no dia 30 de abril de 2000.

Santa Faustina, rogai por nós!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

São Francisco de Assis, rogai por nós!

Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos.
Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a "Senhora Pobreza". Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: "Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?". Ele respondeu que ao amo. "Porque, então, transformas o amo em criado?", replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: "Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas".
Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes.
A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria... Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho. Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida.
Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224. Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas.
O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.

Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

São Francisco de Assis, rogai por nós!

domingo, 3 de outubro de 2010

O Músico e a Missa

A música, como já vimos em postagens anteriores, tem muitas funções na igreja e causa efeitos muito bons nas pessoas, como relaxamento, interiorização, motivação além de animar e aliviar o estresse. Isso é uma coisa boa, principalmente para quem se dispõe a evangelizar e ajudar as pessoas a se encontrarem com Deus através dessa arte e para e para o próprio músico que quer se encontrar com Deus. Sendo assim, cada um de nós, músicos religiosos, temos grande responsabilidade quando se trata do desempenho das nossas funções na Igreja. Porém, aqui podemos identificar um problema que frequentemente pode ser observado em nossas paróquias: há músicos que não participam da vida da comunidade, limitando-se ao dia em que vai tocar ou cantar a celebração. Este é um problema muito comum. Cada membro do grupo deve ter sua consciência. Desde o(a) coordenador(a) ao recém integrado.
Aprendemos desde a catequese (inclusive a crismal) que devemos participar das missas aos domingos e dias santos, (inclusive que se deve confessar para voltar a comungar, quando faltamos a uma missa). Mas quando estamos engajados parece que as regras são menos graves para nós. É justamente o contrário! Pois, "A quem muito foi dado, muito será cobrado". (Lc 12, 48).
Nada substitui a missa. Não se devem marcar ensaios, apresentações, animações de encontros etc, que venham a impedir a nossa participação na celebração mais importante para a vida do católico. independente do horário e do local (capela, outras paróquias, etc) que participe, desde que participe. Uma vez que a missão da música na liturgia é elevar a comunidade ao céu, devemos estar alimentados da graça, da palavra e da eucaristia para que isso aconteça.
Assim cada um de nós pode verdadeiramente oferecer o melhor que há em nós. Cada um de nós pode estar mais intimamente unido a Deus.
Que a nossa música seja grande ferramenta de evangelização, mas que seja somente um detalhe na nossa relação com Deus.

Abraço a todos

Fernando Lima

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

"Não quero ser santa pela metade, escolho tudo".

A santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração - e o de todos nós - foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.
Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.
O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia "História de uma alma" e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.
Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de outubro de 1897 dizendo suas últimas palavras: "Oh!...amo-O. Deus meu,...amo-Vos!"
Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada "Patrona Universal das Missões Católicas" em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja.

Novena das rosas com Santa Teresinha do Menino Jesus
Santissima Trindade, Pai, Filho e Espirito Santo, eu vos agradeco todos os favores, todas gracas com as quais enriquecestes a Vossa Serva Teresa do Menino Jesus durante os vinte e quatro anos que passou aqui na terra. Pelos meritos de tão querida santinha, vos pedimos ardentemente esta graca, se for conforme a Vossa vontade e salvacao de minha alma. (aqui, pede-se a graca a ser alcançada)… Reza-se vinte e quatro Glórias ao Pai, ao Filho e ao Espirito Santo e pede-se receber uma rosa, em sinal de que nosso pedido sera atendido.

Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nos!

Mês Missionário

No decorrer do ano litúrgico, a Igreja nos convida a rezarmos e refletirmos sobre diversas realidades, de modo que para cada mês sempre tem algo específico, como por exemplo, o mês de Maio, a quem dedicamos? A Maria, Junho? (Santos Populares), Agosto? (Vocação), Setembro? (Bíblia) e Outubro? Mês Missionário! É isso mesmo, o mês de outubro é o mês das Missões. Nele queremos refletir com especial enfoque no nosso compromisso de discípulos missionários (as) até os confins do mundo. Normalmente é produzido vários subsídios para ajudar as comunidades a viverem bem o mês missionário, como por exemplo, a Novena de da Festa de Nossa Senhora Aparecida, a qual estamos iniciando hoje, e traz por temas: Com Maria, discípula e missionária, escolhemos a vida, tem também , Vida para todos os povos, produzido pelas POM, quatro encontros um por semana, em forma de circulo bíblico - celebrações missionárias que ajudam a prepara-se para Campanha Missionária. Sendo que o dia 19 de outubro é o DIA MUNDIAL DAS MISSÕES.
É no coração da humanidade que somos chamados a viver missionariamente o nosso batismo, pois dificilmente encontraremos outro caminho para viver este sacramento, a não ser pelas estradas missionárias, que nos levam a participar de maneira profunda e explícita da natureza da Igreja. Pois a Igreja é por natureza missionária.
Desde 1926, com a instituição do Dia Mundial das Missões pelo papa Pio XI, intensificou-se em toda a Igreja, e em todas as Igrejas particulares, o apelo de renovar e direcionar o próprio ardor e vida missionária para além das próprias fronteiras, em dimensão universal. A V Conferência do CELAM, realizado ano passado em Aparecida, fez um apelo forte, no sentido de que toda Igreja, todos os batizados, se tornem discípulos missionários de Jesus Cristo.
O papa Bento, em sua passagem por São Paulo, Aparecida, falou que são muitos os batizados, mas nem todos são evangelizados.
É mediante realidade como esta que devemos permitir que cresça em nós cada vez mais a consciência missionária. Neste sentido Dom Pedro Casaldáliga numa poesia orante, diz: “se sou batizado, sou missionário, se não sou missionário, não sou cristão”.
A tarefa missionária se abre sempre às comunidades, assim como ocorreu em Pentecostes, diz o DAp 171, daí a grande importância da nossa participação na vida da comunidade, na caminhada da paróquia. A V Conferência Geral se considerou uma oportunidade para que todas as nossas paróquias se tornem missionárias DAp 173, se tornem centros de irradiação missionária, lugares de formação permanente (306) e fonte dinâmica do discipulado missionário DAp 172.
Hoje quando nos deparamos com a pergunta, qual o porquê de um mês missionário, iremos perceber que muito a Igreja já fez neste sentido, mas ainda tem muito mais para ser construído, pois novos desafios exigem novas respostas. Assim sendo, a vivência da missão vai bem além de um mês missionário, perpassa toda a vida da Igreja. Nesta ótica de que muito ainda temos para fazer, é que devemos acolher com carinho e determinação o Projeto Nacional de Evangelização, que foi recentemente aprovado pelo Conselho Permanente, trazendo como título: O Brasil na Missão Continental e o lema: A Alegria de ser Discípulo Missionário.
Para concluir esta simples e breve reflexão sobre o Mês Missionário, me aproprio das palavras de Dom Dimas, quando entrevistado recentemente pelo Católico News sobre a vida da Igreja Católica hoje no Brasil, ele dizia: “A Igreja Católica em nosso País sempre se caracterizou pela vitalidade e pelo o compromisso de tornar o Evangelho uma realidade na vida de nosso povo”.
Isto é viver nosso compromisso missionário.
Pe. José Altevir da Silva, CSSp
Assessor da Comissão Episcopal Pastoral
para a Ação Missionária e Cooperação Intereclisial.

Fonte: CNBB